
O presidente interino do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Bazileu Margarido, reconheceu que as obras do Programa da Aceleração do Crescimento (PAC) podem ser consideradas fatores de pressão sobre o desmatamento na Amazônia. “Estamos trabalhando e empenhando um esforço muito grande para que isso não aconteça”, afirmou.
Fonte: Agência Brasil | Leia aqui a matéria completa.
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COMENTÁRIO
A notícia acima postada, provinda da agência governamental de notícias, permaneceu 10 horas com o título descrito, até ser modificada, inclusive no seu conteúdo, de forma a abrandar a afirmação feita pelo presidente interino do IBAMA. Na nova redação, exclue-se as afirmações referentes aos efeitos do PAC sobre o desmatamento.
O atual governo torna notório, com tal atitude, a dissimulação de informações, procurando encobrir a verdade dos fatos e a livre opinião de um cidadão que, investido temporariamente de uma importante função executiva ligada ao meio ambiente, optou por revelar sua honesta opinião sobre as políticas e as obras que, por seu caráter “emergencial” (ao menos em nível político), engedra sérios efeitos sobre eventos como o desmatamento, principalmente o que é realizado na Amazônia legal.
A transparência das ações do governo e sua real intenção de reverter o quadro de degradação ambiental que vive o país não podem prescindir do direito de expressão, seja do presidente do IBAMA ou de que órgão for, muito menos de tentar encobrir a realidade, editando os fatos como se a população e os movimentos ambientalistas fossem cegos ao que vem acontecendo.
O que a Amazônia precisa é de atos legais que impeçam, seja o PAC ou o agronegócio, de provocar danos ambientais ao país. E o governo deve ser o principal indutor de tais atos, deixando de lado qualquer atitude dúbia ou refratária à questão.
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