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Está cada vez mais difícil garantir o rótulo de fonte de energia ambientalmente “verde” aos biocombustíveis, por conta dos crescentes questionamentos sobre os possíveis efeitos danosos de sua produção, segundo afirma artigo publicado nesta segunda-feira pelo diário espanhol El País.
“A culpa é do crescente número de especialistas, investigadores e ecologistas que questionam a sua capacidade para reduzir as emissões de CO² e falam dos efeitos do desmatamento e do aumento das desigualdades que podem causar”, observa o jornal.
A reportagem comenta que, pela segunda vez no ano, a Comissão Européia teve que sair à defesa de sua norma que prevê um gradual aumento no uso de biocombustíveis para o transporte - chegando a 5% em 2010 e 10% em 2020 -, diante de críticas da Grã-Bretanha.
“Na última vez, Robert Watson, assessor de meio ambiente do primeiro-ministro Gordon Brown, recomendou ao governo britânico que estabelecesse uma moratória na aplicação das cotas estabelecidas pela União Européia e questionou seriamente a contribuição dos biocombustíveis para a redução das emissões de CO²”, diz o texto.
“Graves impactos”
Segundo o jornal, “outros especialistas em questões ambientais, numerosos centros de investigação e universidades e a maior parte dos grupos ecologistas e de defesa dos direitos humanos emitem diariamente declarações e documentos nos quais afirmam que os biocombustíveis não contribuem para lutar contra a mudança climática, que provocam graves impactos ambientais em regiões de alto valor ecológico (Indonésia e América do Sul, principalmente), que alteram o preço dos alimentos e que estabelecem um modelo agrícola de exploração do trabalho e alta dependência de grandes multinacionais”.
A reportagem relata que um fórum de discussões da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento da Europa) reconheceu que “o rápido crescimento no uso dos biocombustíveis de primeira geração repercutiu no preço dos alimentos e é um tema de preocupação em vários países”, mas também “falava de seus benefícios”.
Segundo o jornal, “trata-se de uma constante troca de acusações e apoios que mantêm o setor em pé-de-guerra, especialmente na Europa”.
O El País conclui dizendo que, apesar de tudo, as pesquisas para melhorar os biocombustíveis “seguem adiante e avançam”.

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Com soluções simples, 37 municípios brasileiros oferecem ensino fundamental público de boa qualidade ou, pelo menos, muito melhor do que seria de se esperar, dadas as condições de pobreza da população e a falta de recursos. A lista foi elaborada pelo Ministério da Educação (MEC) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
As cidades não são as que têm o mais alto Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador que orienta o plano do governo com metas de qualidade até 2021. Entraram na lista os municípios que, apesar das condições socioeconômicas desfavoráveis, oferecem ensino bom o suficiente para ficar acima da média nacional no Ideb.
Em outras palavras, o estudo premia o milagre do bom senso. Afinal, essas redes municipais fazem o que deveria ser a regra em toda escola pública: focar na aprendizagem do aluno. O resultado é certeiro: onde tudo gira em torno da obsessão de que os estudantes aprendam… não é que isso acontece?
O estudo “Redes de aprendizagem” buscou responder à seguinte questão: O que essa rede faz para garantir o direito de aprender?
O governo e o Unicef querem que a experiência sirva de exemplo para o resto do país. Em comum, as 37 redes municipais têm dez pontos: foco na aprendizagem, atuação como rede, planejamento, avaliação, perfil do professor, formação do corpo docente, valorização da leitura, atenção individual ao aluno, atividades complementares e parcerias.
Fonte: blog “Educação à Brasileira”, de Demétrius Weber, no O Globo Online. | Veja aqui a relação das cidades.

Resultados de pesquisas realizadas no âmbito do Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA) reforçam a hipótese de que manter a floresta em pé faz toda a diferença.
Na Amazônia, as árvores estariam “engordando” e consumindo maior quantidade de dióxido de carbono do que emitindo, anulando os efeitos do das queimadas na região, responsáveis pela emissão de grandes quantidades do gás para a atmosfera.
Segundo pesquisadores, ao absorver carbono em excesso, usando o gás para crescimento, a própria floresta estaria limpando da atmosfera gases resultantes da queima de florestas e de combustíveis fósseis que contribuem para o aquecimento global.
Esse cenário, obtido a partir de dados da Rede Amazônica de Inventários e Levantamentos Florestais (Rainfor), desafia a teoria mais clássica da ecologia, sobre o clímax ecológico, de que um ecossistema maduro está em permanente equilíbrio – portanto, com biomassa constante.
Fonte: Agência FAPESP | Leia aqui a matéria completa (no site AmbienteBrasil.org)

O investimento em pesquisa e desenvolvimento na Índia, que resultou na criação do Nano, o automóvel mais barato do mundo, pode ser adotado com sucesso também no Brasil. Essa é a avaliação de Marcelo Augusto Leal Alves, coordenador de graduação do curso de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).
Engenharia automotiva
Para Alves, o investimento em pesquisa e desenvolvimento é a melhor maneira de melhorar a competitividade do produto nacional. “Com tecnologia, esse produto pode ser feito com menos custos e mais eficiência. Se todas as fábricas se dispuserem a investir, a engenharia automotiva poderá ter ganhos expressivos”, ressalta.
Desenvolvido inteiramente na Índia, o Nano, segundo o especialista, é um exemplo de como o investimento conjunto em ciência, pesquisa e desenvolvimento pode dar certo. Marcelo Alves chamou a atenção para o fato de que o carro tem 34 patentes, concentradas nas partes de motor, câmbio e transmissão.
Nano brasileiro
Segundo o professor da USP, o Brasil pode tirar da experiência indiana duas importantes conclusões. “Primeiro, o fato de que não existe essa história de que um país pobre não pode se desenvolver. A Índia está se desenvolvendo, em alguns casos até com recursos próprios. A outra [conclusão] é o valor do conhecimento. Isso é muito importante. Essa montadora investiu em tecnologia e conhecimento”, explica.
O pequeno veículo indiano tem valor em torno de US$ 3 mil. No Brasil, o preço subiria para R$ 10 mil, conforme Alves, por causa dos impostos. O professor afirma que, além da mão-de-obra barata na Índia, o Nano custa menos que a média de mercado por não vir com itens de conforto, como rádio e ar-condicionado, e por apresentar limitações no desempenho, com velocidade máxima de 105 quilômetros por hora.
Por causa dessas características, Alves diz que o Nano não é um competidor para o carro popular brasileiro. “Mesmo o veículo nacional mais simples e barato tem mais recursos do que o Nano”, analisou. Por outro lado, ele aponta que o carro indiano tem muitas inovações tecnológicas no projeto e na fabricação.
Exemplo do veículo flex
Para o coordenador do curso de Engenharia Mecânica da Poli-USP, a Tata Motors, fabricante do Nano, pode incorporar as novas tecnologias a outros veículos, inclusive para aumentar a margem de lucro. Segundo ele, o fato de a montadora estar vinculada à siderúrgica Mittal Steel, uma das maiores do mundo, facilita muito o investimento em pesquisa e desenvolvimento.
Alves, no entanto, destacou que o Brasil não está tão atrasado em termos de pesquisa e desenvolvimento no setor automotivo. “Já se desenvolvem tecnologias específicas aqui. O veículo flex [bicombustível] foi todo feito no Brasil”, salientou.
Fonte: Agência Brasil.

A adoção de práticas consideradas social e ambientalmente responsáveis pelas empresas brasileiras está ocorrendo em um ritmo mais lento do que o esperado. Essa é a avaliação do presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young. Ele cita, por exemplo, a contratação de deficientes e jovens aprendizes, em que “as empresas estão aquém do mínimo legal”, apesar da legislação.
Uma pesquisa divulgada em fevereiro pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Idec) mostra como está a situação dos bancos brasileiros em relação à responsabilidade socioambiental.
Na pesquisa, a soma dos resultados dos principais bancos nas três áreas pesquisadas – a relação com os trabalhadores, com o meio ambiente e com os consumidores – ficou sempre abaixo da média. O ABN AMRO Real ficou em primeira colocação, com nota classificada como regular. Os piores colocados foram o Unibanco e o Santander, com desempenho pouco acima do péssimo.
Na questão do cumprimento da cota de deficientes físicos, de 5% do total de funcionários, enquanto o Banco Real cumpria 93% da meta, o Unibanco ficava em apenas 7%.
Apesar dos dados, Young acredita que não se trata de uma falta de comprometimento das instituições. “Não se trata de uma apropriação mercadológica do tema sem um comprometimento, há um comprometimento estratégico, mas com pouca expressão na gestão do cotidiano dos bancos”, afirma. Ele diz que se trata de mudar a cultura das instituições, o que não é algo que pode ser atingido em curto prazo.
Na opinião do assessor técnico do Idec, Marcos Pó, os bancos têm que aperfeiçoar o seu comportamento. “Parece que eles têm um discurso caminhando numa evolução, mas ainda estão longe de transformar esse discurso numa prática efetiva cotidiana”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil.
Apesar de reconhecer que o conceito de responsabilidade socioambiental ainda está em construção, Marcos Pó diz que em geral as empresas se prendem mais a projetos sociais que muitas vezes estão ligados a ações e marketing.
“Se eles tiverem (projetos sociais) serão bem vindos, mas a gente não pode chamar de responsável uma instituição que tenha excelentes projetos sociais mas que trate muito mal os trabalhadores, conceda empréstimos para empresas que gerem danos ao meio ambiente e que desrespeitem os direitos dos consumidores”, disse.
Algumas práticas incentivadas são a extensão dos benefícios trabalhistas aos funcionários terceirizados, ações que promovam a diversidade de raça e gênero e a inclusão, ter canais efetivos de comunicação com os consumidores, incluindo o atendimento nas agências, e a concessão de crédito somente a projetos que não prejudiquem o meio ambiente.
Fonte: Agência Brasil

Uma mistura de falta de investimentos, diferenças políticas e aumento de demanda está levando alguns países da América do Sul a competir por recursos energéticos e emperrando o processo de integração da região nessa área.
Fonte: Estadão Online (citado em AmbienteBrasil.org.br) | Leia aqui a matéria completa.

Especialista diz: não é preciso equipamentos especiais e muito tempo para ser saudável. Dançar à noite e caminhar por alguns minutos na hora do almoço já ajudam bastante.
Fonte: G1.com.br | Leia aqui a matéria completa.

Um relatório elaborado pelos dois líderes da diplomacia da União Européia afirma que a mudança climática poderá desencadear, na próxima década, uma série de conflitos globais e causar uma onda de migração.
Escrito pelo Alto Representante da União Européia, Javier Solana (foto acima), e pela comissária de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, o documento servirá de base para um debate sobre possíveis medidas para combater o aquecimento global, o principal assunto da cúpula de chefes de Estado europeus que será realizada nesta semana em Bruxelas.
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Não poluirás a Terra. Temerás a manipulação genética.
Novos tempos trazem novos pecados. Por isso, o Vaticano disse aos fiéis que eles devem estar atentos a “novos” pecados, como os danos ambientais.
A orientação foi divulgada no fim de semana pelo arcebispo Gianfranco Girotti, número 2 do Vaticano na às vezes turva área dos pecados e da penitência.
Questionado durante entrevista ao L’Osservatore Romano (órgão oficial do Vaticano) sobre quais seriam os “novos pecados”, Girotti disse que a zona de maior perigo para a alma moderna é o mundo ainda quase inexplorado da bioética.
“(Dentro da bioética) há áreas onde devemos absolutamente denunciar algumas violações dos direitos fundamentais da natureza humana, por meio de experiências e da manipulação genética, cujos resultados são difíceis de prever e controlar”, afirmou.
O Vaticano é contra pesquisas com células-tronco embrionárias e alerta contra a possibilidade da clonagem humana.
Na entrevista, intitulada “Novas formas de pecado social”, Girotti cita ainda ofensas “ecológicas”.
Nos últimos meses, o papa Bento 16 fez vários apelos enfáticos pela proteção do meio ambiente, dizendo que questões como a mudança climática se tornaram muito importantes para toda a humanidade.
O Vaticano está cada vez mais “ambientalmente correto” desde o pontificado de João Paulo II, antecessor de Bento 16.
A Santa Sé já instalou células fotovoltaicas em seus prédios para gerar eletricidade e promoveu uma conferência científica para discutir as ramificações do aquecimento global e da mudança climática, que muitos cientistas atribuem principalmente ao uso de combustíveis fósseis.
Girotti, subdiretor da “Penitenciária Apostólica”, que trata de questões de consciência, também citou o narcotráfico e as injustiças sociais como pecados modernos.
O arcebispo lamentou que cada vez menos católicos apareçam no confessionário, e citou um estudo da Universidade Católica de Milão segundo o qual 60 por cento dos fiéis na Itália deixaram de se confessar.
No sacramento da penitência, os católicos confessam seus pecados a um padre, que os absolve em nome de Deus.
Mas o mesmo estudo da Universidade Católica mostrou que 30 por cento dos católicos italianos acreditam que não há necessidade de um padre como intermediário do perdão divino, e que 20 por cento se sentem desconfortáveis relatando seus próprios pecados a outros.
Fonte: Estadão Online

Um censo demográfico realizado em Bel Air, em Porto Príncipe, capital do Haiti, mostrou que mais de 13 mil crianças e adolescentes foram enviados para casas de familiares situadas fora da região durante fase de conflito. Durante o período de levantamento, mais de 40 recenseadores pesquisaram cerca de 32 mil pessoas em aproximadamente 10 mil domicílios.
Fonte: site ComunidadeSegura.org | Leia aqui a matéria completa.

A fiscalização das autoridades federais e do Pará nas madeireiras de Tailândia (235 quilômetros ao sul de Belém) desde o início do mês e a ocupação da cidade no início da semana passada por uma força de 300 homens da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança causaram a maior crise econômica e social da história da cidade, que em maio completa 30 anos.
Três mil pessoas foram demitidas e outro tanto deverá ser dispensado também. Mas há saídas. Todas dentro da legalidade. Quem aponta as alternativas são as pessoas que já estiveram ou ainda estão envolvidas com a atividade madeireira. Começa a se forjar uma nova mentalidade empresarial entre pessoas que chegaram à cidade quando ela ainda tinha umas poucas casas, lá se fixaram e fizeram fortuna, principalmente com a atividade madeireira.
Uma dessas novas mentalidades é a de Massao Ozaki, de 52 anos, formado em Administração de Empresas por uma faculdade do Paraná, que chegou a Tailândia com a roupa do corpo em 1988. Massao “tocou madeireira” até 1992. “Ganhei muito dinheiro”, conta. “Também perdi muito, porque me meti na política e acabei me quebrando.” Desde então, Massao saiu atrás de alternativas.
Na cidade, iniciou a construção de um hotel. Na setor rural, deu a partida a um projeto de plantio de pimenta-do-reino. Mais recentemente, começou a plantar a palmeira do dendê.
A lavoura já está com dois anos e meio e começa a frutificar. A primeira safra será colhida neste ano. Mais importante, ele fechou contrato com as distribuidoras da região e vendeu as safras dos próximos 25 anos. “O dendê é o futuro”, diz.
Massao plantou dendê em 100 hectares. A produtividade média da palmeira é de 25 toneladas por hectare e o preço, no momento, é de R$ 170 por tonelada, o que vai dar R$ 425 mil por ano. Levando-se em conta que o custo de produção é de 50%, ele terá lucro líquido de R$ 212,5 mil.
“Aqui em Tailândia não há nada mais lucrativo do que uma madeireira. A não ser uma mina de ouro ou de diamantes”, diz sem nenhum receio de errar o empresário Edson Schmidt, sócio do pai, Nestor, na Madeireira Cimatal, uma das pioneiras da cidade. “Mas é preciso buscar a diversificação, porque a madeira começa a escassear.” Foi por isso que, há dois anos, Nestor, um gaúcho de 67 anos, chamou os filhos e disse que não serraria mais. “Estava muito difícil encontrar a madeira certificada.” Ele já começou a procurar alternativas.
Pai e filho têm três fazendas que totalizam 6 mil hectares. Até agora estavam sendo preservadas para a extração de madeira. Mas, neste ano, eles vão pedir autorização para desmatar 20%, a área de corte regulamentada pelo Código Florestal. Vão criar gado, plantar mandioca - que tem mercado garantido - e trabalhar com o setor de sucos. Leia abaixo um pouco da história de Massao e Nestor, ambos filhos de migrantes, um de japoneses, outro de alemães. Ambos são exemplos de que é possível viver da floresta sem destruí-la.
Fonte: João Domingos / O Estado de S. Paulo
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“Nada é tão ruim que não possa ficar pior”. Esse dito popular traduz um sentimento comum hoje a vários servidores do Ibama, que têm como concretizadas suas mais pessimistas previsões, no início de 2007, no decorrer da luta contra a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Leia aqui a matéria especial publicada pelo site AmbienteBrasil.

Um estudo divulgado pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), ONG com sede em Belém (PA), estima que as posses, imóveis sem documentação oficial e que nunca foram transferidas do poder público para o posseiro - portanto, legalmente terras públicas -, respondem por 7,6% da área da Amazônia Legal. São 400 mil quilômetros quadrados, o dobro das propriedades privadas reconhecidas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que somam atualmente 200 mil km2, ou 4% da Amazônia Legal. “A posse é privatizar gratuitamente a terra”, diz o principal autor do estudo, o pesquisador do Imazon Paulo Barreto. “Os posseiros não pagam nada, então a conta hoje é mais atrativa para a informalidade.”
Até 2003, o Ibama aprovava a exploração madeireira por meio de projetos de manejo florestal nas posses. Em outubro daquele ano, mais de 30% das posses tinham mais de 20 km2. De acordo com Barreto, existem posseiros até mesmo dentro de áreas protegidas, especialmente em novas áreas criadas no Pará, como na Terra do Meio - uma tentativa de controlar a ocupação e a exploração ilegal nessas áreas.
O presidente do Incra, Rolf Hackbart, afirma que a situação dos posseiros é uma “teia jurídica”. Segundo ele, há desde populações tradicionais, como ribeirinhos, até imigrantes que foram para a região levados por empresas de colonização, com o estímulo da União, sem que sua situação tenha sido regularizada até hoje.
Fonte : Estadão Online
