“Os mosquitos transmissores da malária são encontrados agora em áreas onde não havia malária antes”, afirmou, esclarecendo que os insetos têm se espalhado dos trópicos para regiões de clima mais ameno.
“No caso de dengue, há muitos outros fatores responsáveis pela disseminação dos mosquitos. Mas tenho certeza de que as mudanças climáticas desempenham um dos papéis nesse caso. Isso podemos afirmar com segurança.”
A malária mata ao menos 100 mil pessoas por ano. A OMS estima ainda que há 50 milhões de casos de dengue no mundo todo a cada ano. Desses doentes, 500 mil precisam ser hospitalizados e cerca de 12.500 dos casos são fatais.
As mudanças climáticas também estão provocando a elevação do nível dos oceanos, o desaparecimento de rios e uma instabilidade maior nos padrões meteorológicos, disse Omi. As enchentes, as secas e as ondas de calor prejudicam a saúde das populações humanas, acrescentou.
Segundo Omi, a OMS reservou um fundo de 10 milhões de dólares para um programa voltado a informar as pessoas e os governos sobre os perigos das mudanças climáticas na área da saúde.
Um menor consumo de energia e avanços tecnológicos com o propósito de diminuir as emissões de carbono são medidas cruciais a serem adotadas, afirmou.
“No meu escritório, usamos gravata apenas em ocasiões muito formais”, disse, acrescentando que isso permitia utilizar menos os aparelhos de ar-condicionado.
“Há muitas coisas que os cidadãos comuns podem fazer para evitar o consumo desnecessário de energia.”
Fonte: Estadao.com.br
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