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As empresas que instalarem usinas termelétricas a carvão, óleo combustível ou gás natural poderão receber uma nova e extensa lista de compensações em troca da autorização ambiental para o empreendimento. O Ministério do Meio Ambiente, agora comandado por Carlos Minc, já discute as novas regras. Para cada 100 megawatts (MW) de potência instalada em térmicas movidas a combustíveis poluentes, o plano é exigir investimentos na construção de 3 MW a 5 MW em usinas que geram energia a partir de fontes renováveis, como eólicas ou pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Uma alternativa a ser proposta é obrigar a empresa a fazer o mesmo investimento em eficiência energética.

Leia aqui matéria completa.

Fonte: Jornal Valor Econômico

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, informou na quarta-feira (28/5) que proporá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ampliação dos poderes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na fiscalização de crimes ambientais. Segundo o ministro, a idéia é dar ao Ibama poderes semelhantes aos da Receita Federal. “Uma das possibilidades é a de dar ao Ibama poder para leiloar imediatamente os bens apreendidos de criminosos ambientais”, disse o ministro.

Em relação à declaração do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que disse esperar da gestão de Minc mais rapidez na concessão de licenças ambientais para obras, o novo ministro informou que terá uma longa conversa com o colega. “Primeiro, para dizer que não sou ”Chapeuzinho Vermelho”. Mas direi que teremos uma ótima relação, pois acho que as hidrelétricas fazem a diferença. A nossa matriz (energética) é uma das mais limpas, porque as hidrelétricas geram pouca emissão de CO².”

Minc acrescentou que pretende usar os recursos das compensações ambientais pagas pelas usinas para preservar os recursos hídricos, reflorestando as nascentes e os mananciais e criando dezenas de parques fluviais. O ministro acrescentou que pedirá a Lobão apoio na tentativa de tornar nacional um decreto que já está em vigor no Rio de Janeiro, que determina que produtores de combustíveis fósseis terão de produzir um certo porcentual de energia renovável. Ao final da entrevista, o ministro evitou responder a perguntas sobre as mudanças no projeto da usina de Jirau feitas pelo consórcio liderado pela Suez Energy. Disse apenas que está tomando posse hoje e analisando todas as pendências.

Fonte: Estadão Online

Eu assinei a carta, e o pessoal do Greenpeace foi lá apresentar!

Como não poderia deixar de ser, a mais conhecida entidade de defesa do meio ambiente à nível mundial marcou sua presença para prssionar o governo brasileiro a ajudar na criação do Santuário do Atlântico Sul. Foram mais de 13 mil assinaturas colhidas pela internet, pelo “ciberativismo” consciente e ativo, no qual tomei parte assinando e divulgando-o pelo blog.

Para saber como foi o ato do Greenpeace, leia aqui ou então assista ao vídeo abaixo. E tome parte deste processo você também!

No dia seguinte ao seu encontro com o ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), coordenador do PAS (Plano Amazônia Sustentável), o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, diante de uma platéia formada por políticos e agricultores de Itaúba (600 km de Cuiabá), disse que “não se faz agricultura sem retirar a floresta” e que produtores rurais carregam o estigma de destruidores da natureza, quando, na verdade, são responsáveis pelos alimentos que chegam às grandes cidades.

Para Maggi, os críticos do atual modelo de produção agrícola “se esqueceram” que produtos não nascem nas prateleiras dos supermercados. “Aqueles que vivem nas cidades se esqueceram de onde vem o frango, esqueceram de onde vem a carne. Eles acham que tudo aquilo nasce pronto lá na gôndola do supermercado. Que o Danoninho, o iogurte, nasce ali. Eles já não sabem mais que o leite tem que sair de uma vaca, criada em um lugar que já foi floresta”, disse Maggi.

O discurso de Maggi foi gravado e repassado à Folha por sua assessoria. Em um dos trechos, diz: “Quer seja em Mato Grosso, São Paulo ou Rio Grande do Sul, não se faz agricultura ou pecuária sem retirar a floresta. Essa é a grande verdade”.

Ainda no discurso, Maggi defendeu que “esse é o momento da construção de um novo pacto. Daqui para a frente, precisamos tirar esse estigma, esse preconceito sobre os setores produtivos. Nós concordamos com a atual política de não mais aberturas. Tanto é que a Sema [Secretaria Estadual de Meio Ambiente] está sendo rigorosa. Estamos trabalhando para construir algo diferente, em harmonia com a natureza, e retirar da terra o que é necessário para a gente viver.”

Maggi reivindicou, ainda, a construção de uma política “diferenciada” para o Estado, em relação aos outros integrantes da Amazônia Legal. Segundo o governador, a população mato-grossense não é “extrativista”. “Não aceitamos a mesma discussão que se faz para o Acre e o Amazonas. Nós não nascemos na floresta e não aprendemos a viver nela. Pelo contrário, a grande maioria daqueles que aqui moram veio de outros Estados para fazer a vida.”

O “povo” de Mato Grosso “não pensa em destruir. O que ele pensa e foi ensinado é que lugar de mato não vale nada, governo não aparece, não tem cidade boa para se viver, não tem estrada. Então a participação dessas pessoas não é a de destruir, mas de construir uma vida melhor. Para isso, é preciso usar a natureza.”

Sobre as críticas do ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), Maggi disse considerar que são motivadas “por desconhecimento” e que tem certeza de que haverá entendimento. Ontem o governador informou que não tinha nada a comentar sobre as declarações porque elas haviam sido dadas em um evento público.

Fonte: Folha Online

Estudo indica que país é um dos poucos da América Latina em que transferência de renda não foi principal causa da queda da pobreza.

Clique aqui para ler a matéria completa.

Fonte: Boletim PNUD nº 494 - Terça-feira, 27 de maio de 2008

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a criação da União Sul-Americana de Nações (Unasul) muda a geopolítica da América do Sul, tornando os países-membros “mais fortes e mais soberanos”. Para Lula, o feito representa a realização de um sonho.

“Parecia uma coisa impossível porque aqui, na América do Sul, fomos doutrinados para acreditar que não daríamos certo em nada, que somos pobres, que brigamos muito e que temos que depender dos Estados Unidos e da União Européia”, afirmou.

Chefes de Estado sul-americanos se reuniram na última sexta-feira, em Brasília, para uma reunião de cúpula extraordinária da Unasul. O marco legal já havia sido estabelecido pela diplomacia dos países envolvidos e os últimos detalhes foram definidos em maio.

Em seu programa de rádio semanal Café com o Presidente, Lula ressaltou que o tratado que cria a Unasul vai facilitar negociações com outros blocos, além de possibilitar a construção de ferrovias, rodovias, pontes e linhas de transmissão. “Acho que foi a realização de um sonho. Mas ainda vamos ter que trabalhar muito para consolidar as coisas práticas.”

Diante do ceticismo por parte de alguns países sul-americanos e da possibilidade de que a Unasul fique apenas no papel, Lula se mostrou otimista e reforçou que a América do Sul apresenta um quadro de “evolução extraordinária”. Para ele, é preciso que o Brasil invista em países como Paraguai, Uruguai e Bolívia - nações consideradas “economicamente mais frágeis”.

“Temos obrigação de ajudá-los porque, quanto mais forte economicamente forem os países da América do Sul, mais tranquilidade, paz, democracia, comércio, empresas, empregos, renda e desenvolvimento.”

Lula reconheceu que ” na verdade muita coisa ainda não se concretizou ” e lembrou que outra iniciativas estão em andamento, como o Banco da América do Sul.

” Vamos caminhar para, no futuro, termos um Banco Central único e moeda única. Isso é um processo, não é uma coisa rápida. “

Já em relação à proposta brasileira de criação de um Conselho Nacional de Defesa Sul-americano - que acabou derrubada durante a reunião de chefes de Estado - Lula acredita que, caso o Brasil possa “elaborar melhor a proposta e tirar algumas convergências” nos próximos 90 dias, a idéia poderá ser aprovada.

“A verdade é que, dos 12 países, apenas a Colômbia colocou objeção. Depois, conversei com o presidente Uribe [da Colômbia]. Vamos voltar a conversar. Estou viajando à Colômbia no dia 20 de julho. E acho que as coisas vão se acertar.”

A proposta será analisada nos próximos 90 dias por um grupo de trabalho da Unasul. A iniciativa foi anunciada pela presidente do Chile, Michelle Bachelet, na última sexta-feira, em coletiva no Palácio do Itamaraty.

Fonte: Agência Brasil

O fundador do conselho ético World Future Council, Jakob von Uexküll, pediu nesta quinta-feira (22/5) aos Governos para fazer “uma mudança radical” em relação à proteção da natureza.

O artífice do Nobel Alternativo afirmou que a crise alimentícia mundial é um “apelo de alerta” à comunidade internacional, ao fim do segundo congresso do conselho, que engloba cientistas, políticos e acadêmicos de todo o mundo.

Fundado há agora um ano, o World Future Council, com sede em Hamburgo (noroeste da Alemanha), é formado por especialistas internacionais e seu trabalho inclui buscar respostas à mudança climática e ao desenvolvimento sustentável das cidades e a agricultura.

“Não podemos continuar vivendo como se não houvesse amanhã. Sem uma mudança de perspectiva, não poderão se alimentar as gerações futuras. Devemos assumir nossa responsabilidade”, afirmou.

Jakob von Uexküll afirmou que as leis ambientais “não são de esquerda nem de direitas” e pediu à 9ª Conferência das Partes (COP9) da Convenção de Diversidade Biológica da ONU, realizada em Bonn até o dia 30, a “fundar novas alianças”.

A Conferência das Partes é o órgão máximo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), primeiro acordo mundial que aborda integralmente todos os aspectos da biodiversidade, desde recursos genéticos até espécies e ecossistemas.

Fonte: Estadão Online

A forma como o Brasil desenvolve e usa os biocombustíveis deve ser seguida por outros países, na avaliação do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi), Kandeh Yumkella. Natural de Serra Leoa, ele atua na sede da Onudi em Viena, na Áustria, e passou quatro dias em Foz do Iguaçu para participar do Fórum Global de Energias Renováveis.

Em entrevista à Agência Brasil, Yumkella disse que é preciso ter cuidado para não generalizar a análise sobre os efeitos dos biocombustíveis na produção de alimentos. Segundo ele, cada país deve observar a sua realidade, levando em conta a sustentabilidade da produção de alimentos.

“Esse é o tipo de diálogo aberto que devemos ter, em vez de acreditar que todas as formas de bioenergia são ruins, que é um perigo para a comida, não é verdade”, disse. Ele acredita que exista relação entre a produção de bioenergia e o preço dos alimentos, mas afirma que o Brasil encontrou formas de fazer um balanço entre os estoques e a produção de combustíveis, além de prestar atenção nos impactos ambientais.

“Este é o modelo para o qual devemos olhar. Vocês sempre investiram em produção de alimentos e agronegócios ao mesmo tempo em que estavam desenvolvendo o setor de bioenergia. O modelo de vocês foi muito eficaz”, afirma.

Para Yumkella, o Brasil pode ajudar outros países com experiência e treinamento na área de energias renováveis e o conhecimento brasileiro neste setor poderia ser explorado economicamente. “O Brasil deveria ver alguns países da América Latina e da África como lugares nos quais é possível aplicar algumas dessas idéias comercialmente”, disse.

Yumkella disse que saiu “inspirado e encorajado” do Fórum Global de Energias Renováveis, por ver que existem muitas possibilidades e que vários países já têm planos nesta área. Ele defende, no entanto, que os governos invistam mais neste setor para que as pesquisas sejam melhor desenvolvidas e, em conseqüência, haja uma redução nos preços.

Ele destacou a forma como o Brasil integra a produção de energias renováveis com a comunidade agrícola e disse que os investimentos feitos para o desenvolvimento do etanol poderiam ser estendidos para outras fontes, como a biomassa.

Fonte: Agência Brasil

O novo presidente do Instituto Brasileira do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias, disse nesta quarta-feira (21) que enfrentará muitos desafios no cargo, mas garante “rapidez e eficiência” na questão do licenciamento ambiental. “Precisamos ser rápido sem perder a qualidade, seremos rápidos sim, eficiente. Estou preparando todo um projeto, que já havia sido pedido pela ex-ministra Marina Silva”, disse em entrevista à rádio Eldorado.

Ambientalista, atual diretor de Licenciamento Ambiental do instituto, Messias deu sinais de que o governo não precisará se preocupar com a possibilidade de alguma grande obra prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ficar paralisada por falta de licença ambiental. Ele disse que o Ibama será rigoroso, mas responsável.

Sobre o agronegócio e os transgênicos, Messias disse que a preocupação primordial é o Meio Ambiente. “Precisamos ter o meio ambiente protegido, agora se alguma adoção de mudança genética significar alguma ameaça, temos que tomar cuidado e não deixar”, disse.

O geógrafo foi o primeiro nome da equipe da ex-ministra Marina Silva a ser convidado a ficar pelo novo ministro, que tomará posse no dia 27. Ao conversar com Messias, Minc disse que havia falado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a intenção de convidá-lo e Lula aplaudiu o gesto.

Fonte: Estadão Online

Os projetos envolvem produção de biodiesel, terapia fotodinâmica do câncer e a fabricação de lubrificantes industriais à base de óleo de mamona. Os brasileiros levaram informações sobre dez tecnologias desenvolvidas nos laboratórios da USP.

Leia matéria completa clicando aqui.

De um lado, madeireiros e toda uma população de um estado que vive às custas do desmatamento. De outro, o governo federal e o plano “Arco de Fogo” de proteção ao meio ambiente, mas que não vem sendo conjugado com outras ações na esfera social. Qual o resultado deste embate?

Clique aqui e leia a interessante matéria sobre este assunto publicada pelo site Valor Econômico.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que pediu demissão na última terça-feira (13/5), disse que retomará o mandato de senadora para buscar respaldo político para ações ambientais. A declaração consta de carta publicada nesta quarta-feira (14) na página do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

“Voltarei ao Congresso Nacional na busca da sustentabilidade política fundamental para consolidação da agenda de desenvolvimento sustentável”, afirma na carta endereçada aos servidores do Ministério do Meio Ambiente, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes, da Agência Nacional de Águas (ANA), do Serviço Florestal Brasileiro e do Jardim Botânico.

No pedido de demissão enviado ao Palácio do Planalto, Marina Silva alegou dificuldades enfrentadas “há algum tempo” para continuar implementando a agenda ambiental em nível federal e que “as difíceis tarefas que o governo ainda tem pela frente sinalizam que é necessária a reconstrução da sustentação política para a agenda ambiental”.

Na carta enviada aos servidores, ela afirma que está fechando um ciclo “no qual enfrentamos muitas dificuldades” e cita uma série de ações do Ministério do Meio Ambiente e dos órgãos de apoio que classificou como “resultados gratificantes”. Entre as medidas, estão a criação de 24 milhões de hectares de áreas de conservação e a aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas.

A ministra demissionária afirma ainda que “está certa” de que o trabalho dos órgão ambientais terá continuidade em outras gestões, “sobretudo pela ação de vocês, servidores, os agentes verdadeiramente capazes de internalizar a política ambiental que melhor sirva ao País”.

Fonte: Estadão Online / AmbienteBrasil.org.br

Por Mônica Pinto - Fonte: AmbienteBrasil.org.br

O processo de “fritura” da ministra Marina Silva e o resultante pedido de demissão desta contemplaram, como se sabe, a expectativa do Governo Federal de “destravar” projetos emperrados na fase de licenciamento ambiental, o que, prevê-se, dará impulso ao crescimento econômico.

Não há dúvidas de que os trâmites para licenciamentos no país precisam ser aprimorados. O problema é que, no afã de agilizá-los, corre-se sério risco de sobreporem-se os interesses da agenda desenvolvimentista aos da agenda ambiental, numa conta que, em futuro breve, poderá ter de ser paga em queda na qualidade de vida da população. Perda de ecossistemas remanescentes e de biodiversidade, manejo inadequado de recursos hídricos e menor contribuição à mitigação dos gases causadores de efeito estufa são só alguns dos resultados que podem advir da falta de rigor técnico nos licenciamentos.

Reportagem da Agência Estado registrou que a bancada ruralista comemorou a indicação do então secretário de Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, para a cadeira no MMA. Segundo a AE, o deputado Homero Pereira (PR-MT), que já foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso (Famato), e a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) avaliaram que a substituição de Marina Silva por Minc abrirá um “canal de diálogo” para os produtores rurais no governo na área ambiental.

“Pelo que eu li sobre o novo ministro, ele parece uma pessoa mais sensata e, sendo assim, acredito que será possível facilitar as discussões junto ao Meio Ambiente”, disse o deputado, para quem o novo ministro conseguiu “compatibilizar os interesses ambientais com as reivindicações do setor produtivo local”.

Para a senadora, Minc, “apesar de ser ambientalista, parece mais flexível e tem bom senso”. Ainda conforme a Agência Estado, ela ressaltou a necessidade de reformulação do Ministério do Meio Ambiente para garantir mais agilidade nos processos de liberação de licenças ambientais.

Tal agilidade foi, de fato, levada à prática durante a passagem do novo ministro pela Secretaria do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro (SEA). Nesse período - 16 meses e meio -, a Secretaria concedeu 2.068 licenças ambientais, mesmo número das concedidas nos três últimos anos da gestão antecessora - 2004, 2005 e 2006.

Essa característica do novo ministro do Meio Ambiente cria natural expectativa no seio da comunidade ambientalista, mas, por enquanto, sem suscitar grandes temores. “No Rio, o atual ministro emplacou uma celeridade ao processo de licenciamento nunca visto antes. Mesmo com alguns equívocos notórios, foi uma marca de seu governo que certamente o ajudou a ser ministro”, disse a AmbienteBrasil Magno Neves, coordenador geral da Apedema (Assembléia Permanente das Entidades em Defesa do Meio Ambiente), Regional Rio de Janeiro, que agrega 107 organizações em território fluminense.

Ele afirma que não houve tempo para se avaliar de forma conclusiva a passagem de Minc pela SEA, mas que a entidade gostaria de ter tido com ele uma relação institucional mais efetiva e menos pontual, com uma pauta de debates permanente. “Entretanto, é certo que ele domina o tema e a agenda ambiental e, em decorrência disso, à frente da SEA, propunha soluções que contemplavam anseios de longa data do movimento ambiental como o INEA, uma proposta surgida em um congresso da Apedema/RJ em 1997”.

A criação do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) se deu por intermédio da Lei 5101/07, idealizada pelo próprio Minc. Seu propósito oficial é “agilizar os trâmites na área ambiental, como os licenciamentos ambientais, a partir da diminuição da burocracia, e tornar a fiscalização no Estado mais rigorosa”.

Magno Neves diz esperar do novo ministro “uma política centrada e direcionada para o meio ambiente e o desenvolvimento sustentado com efetivo e permanente diálogo com a sociedade”.

“Da mesma forma que a ministra Marina mostrou sua posição com a frase `perco a cabeça mas não perco o juízo’ e foi marcada por ser a `Ministra dos Bagres’, o atual ministro marcou sua gestão no Rio com o `endurecer, mas sem perder o cronograma’, em uma clara referência ao licenciamento ambiental do Estado e ficou com isso em seu currículo político”, coloca.

Segundo ele, cabe ao movimento ambientalista nacional - do qual a Apedema/RJ é uma das lideranças, através da Secretaria Executiva do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais (FBOMS) - dizer a que veio. “Mostrar que está presente e amadurecido, se posicionando de forma clara e objetiva e cobrando de forma eficaz a necessidade da preservação do meio ambiente e de um desenvolvimento sustentado para o país”.

Violência mata 1 pessoa a cada 6 minutos
Taxas de homicídio e acidente de trânsito têm recuado, e as de suicídio estabilizam-se, mas governo considera quadro epidêmico.

30% das empresas expõem código de ética
Das 500 maiores empresas em faturamento que atuam no Brasil, 148 divulgam o documento em seu site nacional, aponta estudo.

Governo premia projetos pró-Bolsa Família
Concurso do Ministério do Desenvolvimento Social destacará ações de cidades e Estados para melhorar cadastro e fiscalização do programa.

Livro vai analisar transferência de renda
Publicação que está sendo preparada pelo Centro Internacional de Pobreza vai se debruçar sobre programas da América Latina e da África.

ONU ajuda a recuperar Chernobyl até 2016
No 22º aniversário do maior acidente nuclear da história, PNUD lança plano que atrela políticas de saúde e desenvolvimento econômico.

Assine o abaixo-assinado para que o Brasil tome a iniciativa de pressionar a Comissão pela aprovação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul. Tome parte desta ação!

- http://www.greenpeace.org.br/baleia/

Fonte: Projeto Brasil Local

Está mais fácil encontrar notícias sobre economia solidária na internet. O coordenador do Brasil Local do Rio Grande do Sul Lucio Uberdan e o ativista dos movimentos software livre e ecosol, Peterson Danda, desenvolveram o Planeta Solidário - uma ferramenta que busca informações publicadas em blogues e sítios ligados ao segmento.

Estão na lista páginas como a do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, da Organização Granja Portugal e da Agência de Notícias Adital. Para sugerir a inclusão de outros links, é só enviar um e-mail para planetasolidario@comunatux.org.

A atual crise nos preços dos alimentos, que está colocando o planeta em polvorosa, tem pouquíssima relação com a capacidade do planeta para produzir comida. Para especialistas em produção agropecuária e ambiente, há uma enorme margem de manobra para aumentar a produtividade em áreas que já servem para plantar e criar animais. E abrir novas frentes agrícolas não vai necessariamente aliviar a situação, já que, nas últimas décadas, a produção cresceu sem que houvesse um aumento correspondente na área plantada ou usada para pecuária.

“O que eu posso garantir é que, com a área agrícola disponível hoje no planeta, sem abrir nenhum hectare novo de lavoura ou pasto, dá e sobra para alimentar a população mundial. E digo que ainda sobra um bocado de área para produzir biocombustíveis”, resume Luis Fernando Laranja da Fonseca, coordenador do Programa de Agricultura e Meio Ambiente da ONG WWF-Brasil.

“Conforme a população mundial foi crescendo, até chegar a cerca de 3 bilhões [nos anos 1960], a área agrícola do mundo aumentou na mesma proporção”, conta o britânico Stuart Pimm, biólogo da Universidade Duke, nos Estados Unidos. “No entanto, quando a população dobrou e chegou a 6 bilhões, a área usada para agricultura e pecuária ficou mais ou menos inalterada, no nível que tinha alcançado quando havia 3 bilhões de pessoas no mundo, ou seja, cerca de 15 milhões de quilômetros quadrados.”

Menos área por cabeça

Para ser mais exato, diz Fonseca, em 1965 a relação entre terra produzindo comida e seres humanos consumindo essa comida era de 1,3 hectare agrícola por pessoa, enquanto hoje essa relação caiu para 0,7 hectare. Além disso, o consumo de calorias por cabeça também cresceu - de menos de 2.400 kcal por dia para quase 3.000 kcal diárias no mesmo período. O aumento da eficiência agropecuária, portanto, é indiscutível.

Para o pesquisador do WWF, é difícil estimar o potencial máximo da agropecuária moderna para alimentar a população mundial, principalmente porque é impossível prever os caminhos que a produção vai tomar — diferentes culturas e rebanhos podem ser mais ou menos eficientes para colocar comida na mesa. No entanto, dados sobre a produção de alimentos no Brasil sugerem que o potencial para melhora ainda é significativo.

“Pegue a pecuária extensiva brasileira, por exemplo. Em um hectare, ela produz cerca de 40 kg de carne por ano. Nesse mesmo hectare, é possível colher 2.800 kg de soja anualmente”, compara Fonseca. A equação ainda vale mesmo quando se considera o aumento da demanda por proteína animal no mundo. Trata-se de um fenômeno universal: toda vez que há ascensão social e crescimento econômico em países emergentes (o caso mais recente é o da China), a população busca comer mais carne, ovos e laticínios.

“Em muitos casos, você não perde a eficiência se decidir produzir proteína animal usando o farelo de soja como ração. O frango tem altíssima capacidade de conversão energética, por exemplo - com 1,5 unidade de proteína vegetal, você consegue 1 unidade de proteína de frango. No caso do porco, essa conta é de 2 unidades de proteína vegetal para 1 unidade de carne suína. Tudo é uma questão do tipo de proteína animal que você quer produzir”, afirma o pesquisador do WWF-Brasil.

No caso brasileiro, a imensa maioria das terras aráveis - uns 200 milhões de hectares - vão para a pecuária, enquanto pouco mais de um quarto disso fica nas mãos da agricultura. Alterações nesse balanço ou a intensificação da pecuária, quase sempre extensiva por aqui, poderiam aumentar dramaticamente a produtividade nacional.

Espaço para crescer?

Se as oportunidades para aumentar a eficiência agropecuária são inquestionáveis, o mesmo não vale para o crescimento da área plantada. Stuart Pimm lembra que, dos atuais 15 milhões de quilômetros quadrados usados para a produção de alimentos, 2 ou 3 milhões recebem menos de 500 milímetros cúbicos de chuva por ano. “Isso nos diz que a terra agricultável já é bastante marginal [ou seja, não oferece condições agrícolas ideais]“, afirma ele.

E significaria também que as áreas ainda por ocupar também têm um potencial agrícola bastante baixo. “Um exemplo: por que os brasileiros não produzem mais nas terras que foram desmatadas na mata atlântica? Bem, uma maneira de responder isso é levar em consideração que eu acabei de ajudar alguns amigos brasileiros a comprar 150 hectares de pastagem e doar a terra ao Instituto Chico Mendes [órgão conservacionista do governo federal]. Conseguimos fazer isso porque essas pastagens têm um solo tão ruim que nunca vai ser possível plantar algo valioso nelas, e portanto a terra é barata”, conta Pimm.

Fonseca concorda que muitas das terras hoje não ocupadas pela agropecuária são marginais, mas lembra que outro ponto importante é a necessidade ambiental de preservá-las, mesmo se forem potencialmente úteis. Em boa medida, a produtividade agrícola depende da preservação de áreas naturais, capazes de prover os chamados serviços ambientais: renovação dos recuros hídricos, manutenção do solo e polinização, entre outros fatores cruciais. Se fosse possível transformar todas as terras do planeta em fazendas, o mais provável é que elas entrassem em colapso produtivo justamente por não contar com esses serviços, providenciados “de graça” pelos ambientes naturais.

Fonte: Reinaldo José Lopes / G1

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