Publicado por: Castro em: 28 28UTC fevereiro 28UTC 2011
Por Henrique R. de Castro
Não é uma pergunta fácil de ser respondida. Para falar a verdade, o termo “sustentabilidade” em si tem várias conotações. Desde o equilíbrio nas contas financeiras até as ações em favor do equilíbrio ecológico, ser sustentável é uma bandeira comum a atores que, na maioria das vezes, estão em lados opostos e em luta.
Trilhar uma rota então não é tarefa fácil. Cada qual venderá o seu caminho como o melhor. Resta saber qual realmente leva a um futuro de verdadeiro equilíbrio entre a sociedade humana e a natureza. Uma coisa é certa: do jeito que está, temos nosso futuro seriamente ameaçado. A Terra, não. O homem passa, mas esse planeta continuará.
O caminho não é salvar a Terra. É salvarmos a nós mesmos. É o homem o elo fraco da cadeia, o mais dependente desse organismo vivo que é nosso planeta. E, contrariando o bom senso, é o mesmo que está destruindo o meio do qual depende para viver! Até quando seguirá essa insanidade?
Os governos sinalizam que a questão em torno da sustentabilidade é prioritária, ao menos no discurso. Na hora das ações, essas são para manter tudo como está, ou seja, mantendo um sistema que exalta o que há de pior no ser humano, incluído aí o desrespeito total ao planeta.
O caminho para a sustentabilidade será de muitos obstáculos. Determinação e paciência são ingredientes para superá-los. Mas sem o engajamento da população, será difícil mover a roda da história em favor de um futuro melhor para as novas gerações. Se o clamor pela democracia nos países árabes é um sinal de que é possível haver mudanças, necessitamos urgente de algo semelhane em prol da sustentabilidade.
Otimismo e mãos à obra. A rota não só se trilha, como deve ser construída, passo a passo. Façamos juntos e unidos.
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