Publicado por: Castro em: 27 27UTC agosto 27UTC 2011
Apesar do título ter um apelo econômico, uso a expressão não para falar de conceitos como “velocidade da moeda” ou “logística de mercadorias”, mas sim do fluido movimento de valores humanos, numa perspectiva de fazer e receber via circulação meios de permear a sociedade com esses valores, como respeito ao próximo, ética, dentre tantos outros esquecidos.Valorizar o que nos falta passa por desenvolver estratégias de levar adiante, de maneira alegre e engajada, um projeto de tornar a Cultura o grande indutor do verdadeiro desenvolvimento humano.

Penso que ideias como o do ‘Bookcrossing’, onde há uma organizada forma de trocarmos livros, iniciativa presente em vários países, inclusive o Brasil (veja aqui), são pontos de luz nessa escuridão que vem assolando nosso mundo, em tempos de ‘guerra ao terror’, genocídios e tantas outras coisas que nos entristecem a alma. É a partir dessa experiência tão interessante que imagino a “circulação de valores”.
Fazer circular um livro é levar o seu conteúdo e a prática da leitura a mais e mais pessoas, compartilhando assim valores e visões de mundo que acabam por ampliar a própria visão de mundo de quem lê.
Estatísticas divulgam que os jovens cada vez lêem menos, e esse é um sinal de alerta grave para a nossa socidade. Se queremos construir uma alternativa de mundo que seja mais sustentável, isso não passa somente pela preservação da natureza, mas sim, e principalmente, pela Educação e pela Cultura.
Vamos então praticar desapego aos nossos livros guardados nas estantes? Sei que muitos terão dificuldade em se desvenciliar de alguns, os famosos ‘de cabeceira’, e isso é perfeitamente compreensível. Tem livro mesmo que nos faz companhia e a quem recorremos sempre para relembrar alguma passagem importante. Mas e aqueles esquecidos pelo tempo, cheios de poeira e cuja temática não lhe chame mais a atenção? Com certeza haverá alguém que com muito gosto fará bom uso dele!
Fica a minha sugestão: pratiquemos a ‘circulação de valores’ participando de ações como a da BookCrossing, ou passando adiante entre familiares, amigos, colegas de trabalho, etc. Usemos os livros como instrumentos de transformação de nossa sociedade! Conto com vocês.
- Henrique R. de Castro
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