Quem nunca sentiu dificuldades de filtrar informações relevantes ao realizar uma pesquisa na internet? Apesar de o meio virtual abrigar uma quantidade vasta de materiais, nem sempre esses dados estão organizados ou alocados em uma mesma homepage. Essa dificuldade levou Marco Antonio Gonçalves, professor do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (PPGSA-IFCS), a organizar o www.nextimagem.com.

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Fonte: Boletim Olhar Virtual - UFRJ

A alta dos preços dos alimentos ameaça reverter todos os avanços globais com desenvolvimento e levar 100 milhões de pessoas em todo o mundo para baixo da linha de pobreza, advertiram nesta segunda-feira o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

A declaração de ambos foi feita na ilha de Hokkaido, no Japão, onde acontece a reunião de cúpula anual do G8, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia. Ambos haviam participado de uma reunião pela tarde com os líderes do G8 e oito chefes de Estado ou governo africanos.

Ban e Zoellick cobraram dos países do G8 uma ação urgente para combater a atual crise e para prevenir futuras altas nos preços dos alimentos. Segundo o secretário-geral da ONU, o mundo enfrenta três crises simultâneas e interligadas - dos alimentos, do clima e de desenvolvimento - para as quais são necessárias soluções integradas. “Nossos esforços até agora têm sido muito divididos e esporádicos. Agora é a hora de termos um enfoque diferente”, afirmou Ban. “A ONU está pronta para ajudar com todos esses desafios globais”, disse. Segundo ele, “todo dólar investido hoje equivale a dez amanhã ou cem no dia seguinte”.

Oportunidade

O presidente do Banco Mundial afirmou que a atual crise é uma oportunidade para que o mundo consiga alcançar um caminho de desenvolvimento no longo prazo, mas que para isso é necessário um comprometimento dos países ricos por mais investimentos. Segundo ele, investimentos em projetos como irrigação podem ajudar a expandir as colheitas, principalmente na África, e ajudar a combater a escassez global de alimentos. “Só 4,9% das terras aráveis da África são irrigadas, contra 40% no Sudeste Asiático”, observou. Segundo ele, os caminhos para possíveis soluções para os problemas atuais já são conhecidos, mas o que falta são mais recursos.

Impacto dos biocombustíveis

Questionados durante a conferência sobre o impacto que os biocombustíveis teriam sobre a alta global dos alimentos, Ban e Zoellick afirmaram que a produção certamente afeta a atual crise, mas argumentaram que são necessários mais estudos para avaliar a exata dimensão desse impacto.

Na semana passada, um documento do Banco Mundial vazado para o jornal britânico The Guardian estimava em 75% a parcela de culpa dos biocombustíveis na alta dos alimentos, principalmente pelo desvio de cultivos como o milho ou a soja para a sua produção. “É verdade que os biocombustíveis contribuem para o aumento no preço dos alimentos, mas não está claro quanto”, afirmou Ban. “Acredito que precisa haver mais pesquisas para quantificar isso.”

Fonte: BBC | G1.com.br

Percorrer a floresta tropical da Costa Rica, passar uma temporada em cabanas na savana senegalesa, compartilhar a vida dos monges de um templo budista na China. Grandes agências de viagens da indústria turística mundial já começaram a explorar o turismo sustentável, modalidade que cresce e multiplica as campanhas de marketing “verde”.

Porém, nem só de brisas vive o setor. Segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT), a industria precisa limitar os efeitos provocados pelas grandes viagens para que as alterações climáticas não afetem os destinos.

“O turismo é ao mesmo tempo vítima e responsável pelo aquecimento global. Sua contribuição às emissões de gases que provocam o efeito estufa é de quase 5%”, afirma o presidente da OMT, Francesco Frangialli.

Segundo a OMT, em 1950, existiam apenas 25 milhões de turistas internacionais. Para 2020, a estimativa é de 1,6 bilhão. Todo este crescimento pode resultar, nos próximos 30 anos, em um aumento de 150% das emissões dos gases que provocam o efeito estufa.

Em tempos de expansão das empresas de baixo custo, quase metade dos 898 milhões de turistas que percorreram o planeta em 2007 viajaram de avião. As emissões aéreas correspondem por 40% do total das emissões de CO2 provocadas pelo turismo.

Para evitar uma presença excessiva nas áreas turísticas, alguns países optam por fixar cotas de visitantes, como fez o Peru no caminho dos incas que leva a Machu Picchu.

Para especialistas, o turismo sustentável não significa reduzir as viagens, o que seria um grande retrocesso, mas sim viajar de outra maneira, com um ritmo diferente.

Apesar de movimentar as economias dos países de destino, algumas ONGs estimam que apenas um terço dos recursos permaneçam nos países visitados.

Fonte: Folha Online

Os assuntos internacionais são, em grande medida, como os assuntos da máfia: um padrinho não pode tolerar a desobediência, nem sequer a de um pequeno lojista que se recuse a pagar pela proteção, porque a maçã podre poderia fazer apodrecer o barril inteiro. A comparação é de Noam Chomsky, ao analisar a política externa dos EUA, em entrevista ao ensaísta Wajahat Ali.

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Fonte: Agência Carta Maior

Está em curso na América Latina uma contra-ofensiva articulada pelos Estados Unidos, misturando estratégias da Aliança para o Progresso com uma política de criminalização dos movimentos sociais. Esse processo de criminalização é ainda mais forte contra as comunidades indígenas, como vemos no Peru, no Chile e na Bolívia. A análise é do sociólogo Boaventura de Sousa Santos.

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Fonte: Agência Carta Maior

Para a economista e socióloga Tânia Bacelar, não é possível pensar uma estratégia de desenvolvimento para o Brasil sem levar em conta a imensa diversidade do país. “Não dá para pensar o Brasil a partir de São Paulo e de Brasília”. Apesar da pesada herança de desigualdades do século XX, Bacelar acredita que o país vive um período de mudanças com um cenário mundial que abre muitas oportunidades.

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Fonte :Agência Carta Maior

Imagine-se preso em um engarrafamento, debaixo do sol quente do verão do Rio de Janeiro, por mais de uma hora e meia, devido a um caminhão que está parado trocando as lâmpadas de postes de luz. Foi esta situação desconfortante e corriqueira que levou o designer Walen Nogueira Cruz Júnior, da empresa ZipLux da Incubadora da Coppe, a criar o ZipLux, um totem de iluminação remota econômico e de fácil manutenção que foi responsável por dois troféus do Prêmio IDEA Brasil e pela posição de finalista no iF Product Design Awards 2008, o “Oscar do design” realizado anualmente em Hannover, na Alemanha.

O IDEA Brasil é a edição brasileira do maior prêmio de design dos Estados Unidos e é considerado um dos mais importantes do mundo. Este ano, 343 trabalhos concorreram em 18 categorias diferentes. A ZipLux venceu e conquistou o ouro na categoria de Iluminação em produtos comerciais e industriais, além de ter sido premiada com o troféu Destaque sustentabilidade 2008. O projeto — apresentado pela primeira vez como trabalho de conclusão de curso de desenho industrial de Walen em 1998 — foi desenvolvido em parceria com a Eneltec, empresa também integrante da incubadora da Coppe. “Esses prêmios foram um reconhecimento do nosso trabalho; o mais importante é ver que todo o estudo e o investimento estão gerando um retorno”, disse Walen.

Os benefícios do totem em relação aos postes comuns são a economia de energia elétrica e a fácil manutenção. A inovação é não usar lâmpadas no topo, como nos postes convencionais. O ZipLux tem como fonte luminosa uma lâmpada refletora na base do totem conectada a cabos de fibra ótica que distribuem a luz para o alto, a cerca de 4m de altura, e para o chão clareando a calçada. Desse modo não há perda na dispersão da luz e ganha-se em economia de energia: em vez de duas lâmpadas tem-se uma e são necessários menos postes para iluminar uma via. “A idéia é simples, em 5 minutos olhando o totem você entende” comentou Walen sobre a estrutura do funcionamento do equipamento.

A manutenção, razão pela qual o produto foi desenvolvido, é realizada facilmente com o suporte de um técnico e uma moto. É muito mais prática e econômica que a manutenção de postes convencionais que demanda tempo e o uso de aparatos pesados, como um caminhão e um andaime. “Estimamos que o custo de manutenção caia por volta de 50% com o nosso sistema”, afirmou Walen. Além desta facilidade, o ZipLux possui um design que beneficia o técnico de manutenção, permitindo que ele mantenha uma postura mais correta durante o trabalho, já que ele não precisa trabalhar com as mãos levantadas acima dos ombros ou ter contato com os gases existentes nas lâmpadas.

Apesar de ficar em uma altura acessível a eventuais depredadores do patrimônio público ou particular, a lâmpada do totem é protegida por um compartimento lacrado com um tipo exclusivo de parafuso que só abre com ferramentas especiais.

Foram criados até agora quatro modelos de totem: o ZipLux Lamp, modelo original; o ZipLux Led, que pode ser programado para acender gradativamente; o ZipLux Solar, alimentado pela luz do Sol e independente da rede elétrica; e o ZipLux Híbrido, que opera tanto com energia solar quanto com a rede elétrica. A energia solar, um grande diferencial do produto, é considerada limpa e não prejudica o meio ambiente e por isso constitui uma melhora na qualidade de vida e torna sustentável o sistema de iluminação. Todos estes modelos têm por estrutura básica uma lâmpada ou leds alimentados com cabos de fibra ótica, porém apresentam algumas variações que se exprimem em seus preços.

Sobre os preços, Walen comentou que caíram muito devido a negociações com fornecedores de matéria-prima. O ZipLux Lamp que, no começo do ano, custava R$ 12,5 mil, hoje custa R$ 9,6 mil. Já o ZipLux Solar, por utilizar uma tecnologia que requer maiores recursos para a produção, custa hoje cerca de R$ 16 mil e há cinco unidades disponíveis para clientes em estoque.

Por enquanto, os equipamentos desenvolvidos são para a iluminação de locais de média circulação de pessoas como parques, jardins, espaços públicos de convivência e pátios de shoppings, porém há o intuito da empresa de produzir totens maiores para locais de alta circulação como rodovias e estradas. “Pretendemos primeiro inserir no mercado o projeto inicial de menor porte. Temos que começar um negócio pelo início, não dar um passo maior que a perna” disse Walen.

“O maior desafio é a inclusão do produto no mercado”, afirmou Walen, que logo comentou a originalidade do ZipLux que não tem semelhantes no mercado internacional. A empresa, que já tem diversos projetos em andamento, agora se dedica à conquista de consumidores para o ZipLux e a consolidação do negócio.

“Já recebemos propostas de municípios e diversas empresas privadas, inclusive estrangeiras” disse o designer que não revelou os países interessados na importação do produto para evitar problemas com os clientes em negociação. O investimento de 1,5 milhões de reais foi exclusivamente vindo dos bolsos dos empresários da ZipLux e da Eneltec. Walen contou que, anteriormente, havia tentado inscrever o projeto em editais de subvenção, mas não obteve sucesso porque a empresa não se enquadrava em vários critérios e completou: “Estamos agora em um estágio que não mais interessamos a empresas privadas que criam estes editais”. A empresa ainda busca patrocínio, mas esta é uma meta de segundo plano diante da inserção no mercado.

Desde 1996, funciona no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) da UFRJ o Ambulatório da Família que, através do Núcleo de Atenção à Criança Vítima de Violência, presta atendimento a meninos e meninas que tenham sofrido abusos físicos, sexuais, psicológicos ou negligências no ambiente familiar.

Inicialmente, o projeto era aberto ao público em geral, mas, hoje em dia, a equipe privilegia as crianças atendidas no IPPMG. Sempre que há suspeita de violência, a criança é encaminhada para o núcleo. Ali, ela é atendida, a princípio, pela “linha de frente”, uma equipe formada de pediatras e enfermeiros. Depois dessa etapa, e caso haja necessidade, a criança recebe apoio psicológico e social. Aquelas que sofreram abuso sexual são encaminhadas diretamente para o setor de Ginecologia.

O trabalho do núcleo é feito de forma multidisciplinar, envolvendo profissionais das áreas de Medicina, Psicologia, Serviço Social e Enfermagem, além do intercâmbio com instituições de áreas afins. Todas as sextas-feiras, a equipe se reúne para discutir os casos e completar o atendimento integrado.

O Núcleo de Atenção à Criança Vítima de Violência funciona na rua Bruno Lobo, 50, campus do Fundão. O telefone de contato é 2562-6280.

No dia 10 de junho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que os candidatos que respondem a processos podem concorrer às próximas eleições, apesar da ameaça de alguns Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de que barrariam o registro desses políticos.

Quando questionado sobre sua opinião quanto ao parecer, Marcelo Serpa, professor do curso de Publicidade e Propaganda da UFRJ e pesquisador dos efeitos da publicidade no processo eleitoral, é categórico: “Minha opinião é a de que a lei deve ser respeitada. A presunção da inocência do réu é garantida pelo código penal. Se o candidato não foi condenado, ele não está impedido”, afirmou.

— Quando eu monto um organograma para estruturar uma campanha eleitoral, peço assessoria jurídica para ajudar o lado mercadológico. Trabalho com um consultor para pautar toda a campanha de comunicação em torno do que eu posso fazer de acordo com a lei — explicou ele.

O especialista, porém, ressalta, “se não acredito que ele possa ser idôneo, não estou apto a trabalhar para essa pessoa, já que não posso dar meu melhor. Passa por uma questão ética também”.

De acordo com Serpa, os meios de comunicação têm a obrigação de manter as pessoas informadas. Se as mídias acharem que o candidato tem sua tendência sob júdice, eles devem expressar suas opiniões.

Ele, porém, estabelece um contraponto. “A legislação deve prover caminhos para o ressarcimento de um candidato prejudicado em sua campanha pelas acusações, caso ele seja inocentado. E não é só ele que é prejudicado, mas também a comunidade que ele representaria. É uma questão complexa”, disse.

Para o professor, o estado natural do eleitor é a indecisão, a indiferença. Em um dado momento, a sociedade pode se mobilizar contra o candidato que tem esse tipo de pendência. “Ele deve convencer o eleitor de que efetivamente está tratando desse assunto dentro dos trâmites devidos”, ressaltou.

Fonte: Boletim Olhar Virtual / UFRJ

O Comitê Brasileiro do Pacto Global — uma iniciativa das Nações Unidas com apoio do PNUD para envolver empresas de todo mundo em práticas sustentáveis de administração — está reformulando sua estratégia de comunicação para aumentar o número de signatários. Atualmente, são 227 empresas do Brasil comprometidas a seguir os dez princípios básicos do acordo, que envolvem itens sobre direitos humanos e do trabalho, desenvolvimento e sustentabilidade.

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Fonte: PNUD Brasil

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