Legislação ambiental não incorpora descobertas científicas dos últimos 20 anos

23 09 2008

A legislação brasileira que regulamenta os parâmetros de emissão de gases poluidores na atmosfera foi criada no início da década de 1990, mas 70% do conhecimento científico em poluição e saúde no país foi produzido após essa data.

A preocupante contradição foi apontada por Paulo Afonso de André, pesquisador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP.

“Ao pesquisarmos em publicações científicas, focando no tema da poluição e saúde, concluímos, pelo número de artigos encontrados, que a legislação ambiental atual, que precisa de atualização, foi produzida com o conhecimento gerado até o fim da década de 1980, que representa menos de um terço do que se sabe hoje sobre o assunto”, disse André à Agência FAPESP, logo após proferir a palestra “Meteorologia urbana e saúde”.

Leia aqui a matéria completa.

Fonte: site Inovação Tecnológica





Onde estão os doutores brasileiros?

22 09 2008

O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), um órgão de pesquisas e aconselhamento do Governo Federal, apresentou o primeiro estudo que faz um mapeamento detalhado de onde estão os doutores formados no Brasil.

O estudo cruza dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com os registros da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que as empresas obrigatoriamente preenchem uma vez por ano.

“A área de formação de Recursos Humanos é o esteio da base técnico-científica brasileira e está carente de reflexões mais amplas, que cruzem os entendimentos institucionais, as várias agências e saiam de um debate meramente operacional para a construção de uma visão estratégica mais encorpada”, avalia Antonio Carlos Galvão, diretor do CGEE e supervisor do projeto.

Leia aqui a matéria completa.

Fonte: site Inovação Tecnológica





Congresso é mal avaliado em relação ao ambiente

19 09 2008

O que as lideranças brasileiras pensam sobre o aquecimento global e como vêem sua responsabilidade diante desse problema considerado, por elas mesmas, como o principal desafio a ser enfrentado pela humanidade nos próximos 20 anos?

Para responder à pergunta, o Instituto de Estudos da Religião (Iser), realizou de janeiro e maio uma pesquisa qualitativa, que colheu opiniões de 210 lideranças em entrevistas com duração de 50 minutos, pertencentes a sete setores da sociedade: mídia, Congresso Nacional, sociedade civil, organizações não governamentais, meio científico (universidades e institutos de pesquisa), setor privado e agências governamentais.

Alguns resultados são curiosos, pontuados por contradições: embora vejam enorme importância no tema, as lideranças de forma geral admitem que pouco sabem sobre ele - apesar da grande quantidade de informações sobre mudanças climáticas à qual têm acesso.

Leia aqui a matéria completa.
-

Fonte: ABM – Associação Brasileira de Municípios





Brasil mostra que só crescimento não gera desenvolvimento, aponta estudo da ONU

14 09 2008

A experiência brasileira mostra que crescimento econômico é necessário, mas não suficiente, para melhorar o desenvolvimento humano, afirma um relatório lançado por três agências da ONU: CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), OIT (Organização Internacional do Trabalho) e PNUD. Só o acesso a trabalho decente pode fazer a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) traduzir-se em melhoria do bem-estar social, conclui o estudo.

Leia aqui a matéria completa.

Fonte: PNUD Brasil





Empresa “sustentável” vale mais

1 09 2008

Empresas que incluem a sustentabilidade na estratégia do negócio possuem um valor de mercado até 19% superior em comparação com aquelas que não estão atentas à questão. A conclusão é de um estudo realizado pelo Ibmec-SP, que analisou as companhias listadas no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa, carteira que reúne hoje 40 ações de 32 empresas com o que o mercado chama de “boas práticas socioambientais e de governança”.

Leia aqui a matéria completa.

Fonte: Agência Estado (SP)

* Procurando Livros sobre Sustentabilidade?





Biocombustíveis sustentáveis em debate

14 08 2008

Uma equipa de peritos internacionais apoiada pelas Nações Unidas aprovou um primeiro projecto de norma mundial para avaliar a sustentabilidade económica, social e ambiental dos biocombustíveis.

Este grupo sobre biocombustíveis sustentáveis, que inclui um perito do programa ambiental das Nações Unidas, apresentou esta quinta-feira uma primeira versão com critérios para esse projecto, precisamente denominada “Versão Zero”, que se baseia numa análise abrangente da “terra até ao tanque”, ou seja de toda a cadeia de produção de biocombustíveis.

Espera-se agora que este novo padrão de critérios seja utilizado por investidores, governos, empresas e a sociedade civil em geral para analisar a sustentabilidade dos diferentes tipos de biocombustíveis, que continuam no centro de um forte debate.

Estas matérias cruzam-se cada vez mais com a crise alimentar e energética que o mundo vive actualmente, apesar da ligeira baixa do petróleo. Como noticiava Fátima Missionária, na quarta-feira, o director-geral adjunto da Agência Internacional da Energia Atómica, Werner Burkart, insistiu esta semana na ideia de que, quando o mundo enfrenta “uma crise de alimentos e de energia de proporções sem precedentes, a reprodução de vegetais modificados pode ser um catalisador de um melhor desenvolvimento”.

Fonte: Fátima Missionária / Portugal (clique aqui para ver a matéria em sua origem)





Copel vai gerar energia a partir de fezes de porcos

7 08 2008

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) a iniciar projeto piloto para produzir energia elétrica a partir do biogás gerado pelas fezes de porcos.

Segundo o diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman, o projeto deverá ser instalado na região do lago da hidrelétrica de Itaipu e poderá gerar o equivalente a 270 quilowatts (kw). Essa energia, de acordo com cálculos de técnicos da agência, é suficiente para abastecer cerca de 50 residências.

Kelman ressaltou que o projeto é particularmente importante por conciliar geração de energia com iniciativas para reduzir a dispersão desses dejetos. “Unir a despoluição dos rios à geração de energia elétrica é marcante para a sustentabilidade ambiental”, disse.

Fonte: Estadão Online





Os 10 Mandamentos do Ecoturista

21 07 2008

  1. Informação: A informação é essencial para o bom aproveitamento da viagem.
  2. Planejamento: O ecoturista deve estar preparado para qualquer imprevisto ou eventualidade.
  3. Proteção: O ecoturista é o maior responsável por sua segurança. viaje sempre em grupo, onde cada um é responsável pela segurança dos demais.
  4. Respeito às trilhas originais: Utilize sempre os caminhos já traçados e evite caminhar por locais desconhecidos.
  5. Instrumentos de orientação: Tenha sempre em mãos mapas, bússola ou qualquer outro instrumento de localização e orientação e saiba como usá-los, ou esteja com alguém que o saiba.
  6. Guias locais: Dê preferência a guias da comunidade local, mas certifique-se de que são treinados e bem informados.
  7. Lugar de lixo é no lixo: Jamais, em hipótese alguma, deixe seu lixo na mata. Leve-o de volta com você.
  8. Atenção e cuidado com o fogo: Evite causar incêndios na mata, em especial em períodos de seca. Fogueiras devem ser evitadas.
  9. Respeito e distância em relação aos animais: Você é o intruso. Respeite o habitat natural das espécies. Lembre-se: os bichos são selvagens e só atacam no caso de se sentirem ameaçados. Mantenha sempre uma distância segura.
  10. O lugar deve permanecer exatamente como foi encontrado: A preservação do meio ambiente é o principal objetivo do Ecoturismo.

A frase mais conhecida entre os praticantes do Ecoturismo é:
“Da natureza nada se tira a não ser fotografias, nada se leva a não ser recordações e nada se deixa a não ser saudades”.

Fonte: reportagem especial sobre Ecoturismo do Portal do Voluntário.





Idéias para a construção de um novo rural brasileiro

2 07 2008

Para a economista e socióloga Tânia Bacelar, não é possível pensar uma estratégia de desenvolvimento para o Brasil sem levar em conta a imensa diversidade do país. “Não dá para pensar o Brasil a partir de São Paulo e de Brasília”. Apesar da pesada herança de desigualdades do século XX, Bacelar acredita que o país vive um período de mudanças com um cenário mundial que abre muitas oportunidades.

Leia aqui a matéria completa.

Fonte :Agência Carta Maior





Interior ganha com crise de alimentos

16 06 2008

A escassez mundial de alimentos provocou um salto na riqueza das cidades do interior do País. Soja, trigo e arroz, por exemplo, nunca tiveram preços tão elevados como os atuais e impactos tão positivos na renda da população das regiões produtoras das commodities.

Um estudo da consultoria Target mostra que o potencial consumo das cidades do interior do País dobrou entre 2003 e 2008 em valores nominais, enquanto as 27 capitais dos Estados tiveram um acréscimo de 70% no mesmo período. Neste ano, as famílias que moram no interior do Brasil devem gastar R$ 1,17 trilhão e o consumo das capitais está estimado em R$ 570,7 bilhões

“Se as capitais tivessem mantido participação na geração de riqueza, o seu potencial de consumo seria bem maior”, afirma o diretor da consultoria e responsável pelo estudo, Marcos Pazzini. Nas suas contas, as cidades do interior ampliaram em R$ 64,5 bilhões o consumo entre 2003 e 2008, já descontada a inflação do período, isto é, em termos reais. Só de 2007 para 2008, o acréscimo no potencial de consumo do interior foi de R$ 5,5 bilhões.

A projeção sobre o potencial de consumo foi feita com base nas contas nacionais e na estrutura de gastos dos brasileiros medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram cruzados com informações paralelas, de outras fontes de pesquisa, levando-se em conta que o Produto Interno Bruto (PIB) aumente 4,8% este ano e o consumo das famílias, 6,8%.

Soja e Arroz

“Sem dúvida, o desempenho do agronegócio é um dos motivos que ampliaram o consumo nas cidades do interior”, afirma Pazzini. Ele ratifica essa influência com números. Sorriso, em Mato Grosso, o município que mais produz soja no mundo, ampliou em 190% o potencial de consumo em cinco anos. De 2007 para 2008, o acréscimo foi superior a 30%, diz o estudo.

O diretor da associação comercial de Sorriso, Itamar Perondi, confirma a prosperidade da sua cidade, impulsionada pelos bons preços da soja. Neste ano, o faturamento do comércio até maio cresceu 25% em relação a 2007. “Até novembro, teremos um aeroporto que vai receber vôos regulares”, diz o empresário para confirmar o bom momento econômico da região.

Agudo, no Rio Grande do Sul, conhecida como “a capital do arroz”, é outro município que teve crescimento expressivo da riqueza. De 2003 para 2008, o acréscimo foi de mais de 100% e, no último ano, de quase 30%, aponta o estudo.

Com uma população urbana de 5 mil habitantes, o presidente da associação comercial de Agudo, Hector Eduardo da Cruz, conta que há seis redes de lojas de departamentos instaladas na cidade e cinco agências bancárias. Por causa da prosperidade do agronegócio, a cidade terá, em breve, um prédio de oito andares. “Até hoje a altura máxima das construções eram edifícios de três andares.”

Fonte: Estadão Online