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Violência mata 1 pessoa a cada 6 minutos
Taxas de homicídio e acidente de trânsito têm recuado, e as de suicídio estabilizam-se, mas governo considera quadro epidêmico.

30% das empresas expõem código de ética
Das 500 maiores empresas em faturamento que atuam no Brasil, 148 divulgam o documento em seu site nacional, aponta estudo.

Governo premia projetos pró-Bolsa Família
Concurso do Ministério do Desenvolvimento Social destacará ações de cidades e Estados para melhorar cadastro e fiscalização do programa.

Livro vai analisar transferência de renda
Publicação que está sendo preparada pelo Centro Internacional de Pobreza vai se debruçar sobre programas da América Latina e da África.

ONU ajuda a recuperar Chernobyl até 2016
No 22º aniversário do maior acidente nuclear da história, PNUD lança plano que atrela políticas de saúde e desenvolvimento econômico.

Assine o abaixo-assinado para que o Brasil tome a iniciativa de pressionar a Comissão pela aprovação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul. Tome parte desta ação!

- http://www.greenpeace.org.br/baleia/

Fonte: Projeto Brasil Local

Está mais fácil encontrar notícias sobre economia solidária na internet. O coordenador do Brasil Local do Rio Grande do Sul Lucio Uberdan e o ativista dos movimentos software livre e ecosol, Peterson Danda, desenvolveram o Planeta Solidário - uma ferramenta que busca informações publicadas em blogues e sítios ligados ao segmento.

Estão na lista páginas como a do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, da Organização Granja Portugal e da Agência de Notícias Adital. Para sugerir a inclusão de outros links, é só enviar um e-mail para planetasolidario@comunatux.org.

A atual crise nos preços dos alimentos, que está colocando o planeta em polvorosa, tem pouquíssima relação com a capacidade do planeta para produzir comida. Para especialistas em produção agropecuária e ambiente, há uma enorme margem de manobra para aumentar a produtividade em áreas que já servem para plantar e criar animais. E abrir novas frentes agrícolas não vai necessariamente aliviar a situação, já que, nas últimas décadas, a produção cresceu sem que houvesse um aumento correspondente na área plantada ou usada para pecuária.

“O que eu posso garantir é que, com a área agrícola disponível hoje no planeta, sem abrir nenhum hectare novo de lavoura ou pasto, dá e sobra para alimentar a população mundial. E digo que ainda sobra um bocado de área para produzir biocombustíveis”, resume Luis Fernando Laranja da Fonseca, coordenador do Programa de Agricultura e Meio Ambiente da ONG WWF-Brasil.

“Conforme a população mundial foi crescendo, até chegar a cerca de 3 bilhões [nos anos 1960], a área agrícola do mundo aumentou na mesma proporção”, conta o britânico Stuart Pimm, biólogo da Universidade Duke, nos Estados Unidos. “No entanto, quando a população dobrou e chegou a 6 bilhões, a área usada para agricultura e pecuária ficou mais ou menos inalterada, no nível que tinha alcançado quando havia 3 bilhões de pessoas no mundo, ou seja, cerca de 15 milhões de quilômetros quadrados.”

Menos área por cabeça

Para ser mais exato, diz Fonseca, em 1965 a relação entre terra produzindo comida e seres humanos consumindo essa comida era de 1,3 hectare agrícola por pessoa, enquanto hoje essa relação caiu para 0,7 hectare. Além disso, o consumo de calorias por cabeça também cresceu - de menos de 2.400 kcal por dia para quase 3.000 kcal diárias no mesmo período. O aumento da eficiência agropecuária, portanto, é indiscutível.

Para o pesquisador do WWF, é difícil estimar o potencial máximo da agropecuária moderna para alimentar a população mundial, principalmente porque é impossível prever os caminhos que a produção vai tomar — diferentes culturas e rebanhos podem ser mais ou menos eficientes para colocar comida na mesa. No entanto, dados sobre a produção de alimentos no Brasil sugerem que o potencial para melhora ainda é significativo.

“Pegue a pecuária extensiva brasileira, por exemplo. Em um hectare, ela produz cerca de 40 kg de carne por ano. Nesse mesmo hectare, é possível colher 2.800 kg de soja anualmente”, compara Fonseca. A equação ainda vale mesmo quando se considera o aumento da demanda por proteína animal no mundo. Trata-se de um fenômeno universal: toda vez que há ascensão social e crescimento econômico em países emergentes (o caso mais recente é o da China), a população busca comer mais carne, ovos e laticínios.

“Em muitos casos, você não perde a eficiência se decidir produzir proteína animal usando o farelo de soja como ração. O frango tem altíssima capacidade de conversão energética, por exemplo - com 1,5 unidade de proteína vegetal, você consegue 1 unidade de proteína de frango. No caso do porco, essa conta é de 2 unidades de proteína vegetal para 1 unidade de carne suína. Tudo é uma questão do tipo de proteína animal que você quer produzir”, afirma o pesquisador do WWF-Brasil.

No caso brasileiro, a imensa maioria das terras aráveis - uns 200 milhões de hectares - vão para a pecuária, enquanto pouco mais de um quarto disso fica nas mãos da agricultura. Alterações nesse balanço ou a intensificação da pecuária, quase sempre extensiva por aqui, poderiam aumentar dramaticamente a produtividade nacional.

Espaço para crescer?

Se as oportunidades para aumentar a eficiência agropecuária são inquestionáveis, o mesmo não vale para o crescimento da área plantada. Stuart Pimm lembra que, dos atuais 15 milhões de quilômetros quadrados usados para a produção de alimentos, 2 ou 3 milhões recebem menos de 500 milímetros cúbicos de chuva por ano. “Isso nos diz que a terra agricultável já é bastante marginal [ou seja, não oferece condições agrícolas ideais]“, afirma ele.

E significaria também que as áreas ainda por ocupar também têm um potencial agrícola bastante baixo. “Um exemplo: por que os brasileiros não produzem mais nas terras que foram desmatadas na mata atlântica? Bem, uma maneira de responder isso é levar em consideração que eu acabei de ajudar alguns amigos brasileiros a comprar 150 hectares de pastagem e doar a terra ao Instituto Chico Mendes [órgão conservacionista do governo federal]. Conseguimos fazer isso porque essas pastagens têm um solo tão ruim que nunca vai ser possível plantar algo valioso nelas, e portanto a terra é barata”, conta Pimm.

Fonseca concorda que muitas das terras hoje não ocupadas pela agropecuária são marginais, mas lembra que outro ponto importante é a necessidade ambiental de preservá-las, mesmo se forem potencialmente úteis. Em boa medida, a produtividade agrícola depende da preservação de áreas naturais, capazes de prover os chamados serviços ambientais: renovação dos recuros hídricos, manutenção do solo e polinização, entre outros fatores cruciais. Se fosse possível transformar todas as terras do planeta em fazendas, o mais provável é que elas entrassem em colapso produtivo justamente por não contar com esses serviços, providenciados “de graça” pelos ambientes naturais.

Fonte: Reinaldo José Lopes / G1

* Terça-feira, 22 de abril de 2008 *

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Ministérios, empresas de informática, PNUD e universidade assinam acordo para estimular programas que atendam interesses sociais

Servidor do Recife faz curso contra racismo
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A ativação da usina nuclear Angra III, com previsão de operação para maio de 2014, será um dos maiores investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento no Estado do Rio de Janeiro (PAC-Rio). O projeto tem causado diversas reações, entre elas protestos do movimento Greenpeace.

O grupo ambientalista divulgou, dia 17 de março, um relatório chamado “Elefante branco: os verdadeiros custos da energia nuclear”, no qual critica a retomada da usina alegando ser economicamente inviável. O documento revela que Angra III custará, além dos R$ 7,2 bilhões oficialmente divulgados pelo governo, pelo menos mais R$ 2,372 bilhões por conta dos juros sobre o capital imobilizado para a obra.

Já a Associação Brasileira para o Desenvolvimento das Atividades Nucleares (Abdan) afirma que o retorno do investimento será aceitável e reforça que o maior benefício é a garantia do fornecimento de energia e o fim do risco de um apagão de conseqüências muito maiores para toda a sociedade.

Fonte: Boletim Olhar Virtual - UFRJ | Leia aqui a matéria completa.

Nos dias 9, 10 e 11 de abril, o Fórum de Ciência e Cultura recebe a Pré-conferência brasileira para a 33ª Conferência Global de Bem-estar Social. O evento, realizado pela Escola de Serviço Social (ESS), reunirá participantes para a elaboração de um documento dirigido à conferência global, a ser realizada nos meses de junho e julho de 2008, em Tours, na França. A pré-conferência acontece das 8h às 19h, nos salões Pedro Calmon, Dourado, Moniz de Aragão, Vermelho e no átrio. Mais informações pelo telefone 3873-5379.

Ainda no dia 10, será realizado no salão Pedro Calmon, das 17h30 às 20h30, mais um encontro da Coordenação de Programas de Estudos Avançados (COPEA-UFRJ). Nesta quinta-feira, o conferencista Mário Baibich (UFRGS) proferirá uma palestra com o tema O prêmio Nobel de Física de 2007. O evento, apoiado pelo CNPq e pela Academia Brasileira de Ciências, é gratuito.

Já no dia 11 acontece o lançamento do DVD Preparações e tarefas, com a obra da artista brasileira Letícia Parente. Com o apoio da Petrobrás, o Núcleo de Cultura e Tecnologia da Imagem da Escola de Comunicação (N-IMAGEM, ECO/UFRJ) reuniu a produção de Letícia em DVD. A partir das 13h, os professores André Parente, Luiz Cláudio da Costa e Kátia Maciel realizarão uma conferência para falar sobre a obra da videoartista. O evento será realizado no salão Moniz de Aragão, das 13h às 21h. Outras informações podem ser obtidas com o professor André Parente (ECO) pelos telefones 2259-9257 e 8732-8263.

Nos dias 15 e 16, os salões Moniz de Aragão, Dourado, Vermelho e o átrio recebem, das 8h às 17h, o II Seminário de memória documentação e pesquisa: “Universidade e seus lugares de memória”.

O objetivo do encontro acadêmico é promover a difusão de pesquisas no âmbito da história e da memória da UFRJ. A realização do evento é do projeto Memória SiBI/UFRJ. Programação e inscrições estão disponíveis no site www.sibi.ufrj.br. Mais informações com Antonio José no telefone 8757-1877 (ramal 122)

Plano prevê que a PNAD, balanço social divulgado anualmente, seja mesclada a pesquisa sobre emprego e investigue mais áreas no Brasil.

Fonte: PNUD Brasil | Clique aqui para ler a matéria completa.

Dinheiro de países emergentes investido nos EUA poderia reduzir pobreza se ficasse com nações em desenvolvimento, diz estudo.

Fonte: PNUD Brasil - Boletim nº 487 - Terça-feira, 01 de abril de 2008 | Clique aqui para ler a matéria completa.

Está cada vez mais difícil garantir o rótulo de fonte de energia ambientalmente “verde” aos biocombustíveis, por conta dos crescentes questionamentos sobre os possíveis efeitos danosos de sua produção, segundo afirma artigo publicado nesta segunda-feira pelo diário espanhol El País.

“A culpa é do crescente número de especialistas, investigadores e ecologistas que questionam a sua capacidade para reduzir as emissões de CO² e falam dos efeitos do desmatamento e do aumento das desigualdades que podem causar”, observa o jornal.

A reportagem comenta que, pela segunda vez no ano, a Comissão Européia teve que sair à defesa de sua norma que prevê um gradual aumento no uso de biocombustíveis para o transporte - chegando a 5% em 2010 e 10% em 2020 -, diante de críticas da Grã-Bretanha.

“Na última vez, Robert Watson, assessor de meio ambiente do primeiro-ministro Gordon Brown, recomendou ao governo britânico que estabelecesse uma moratória na aplicação das cotas estabelecidas pela União Européia e questionou seriamente a contribuição dos biocombustíveis para a redução das emissões de CO²”, diz o texto.

“Graves impactos”

Segundo o jornal, “outros especialistas em questões ambientais, numerosos centros de investigação e universidades e a maior parte dos grupos ecologistas e de defesa dos direitos humanos emitem diariamente declarações e documentos nos quais afirmam que os biocombustíveis não contribuem para lutar contra a mudança climática, que provocam graves impactos ambientais em regiões de alto valor ecológico (Indonésia e América do Sul, principalmente), que alteram o preço dos alimentos e que estabelecem um modelo agrícola de exploração do trabalho e alta dependência de grandes multinacionais”.

A reportagem relata que um fórum de discussões da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento da Europa) reconheceu que “o rápido crescimento no uso dos biocombustíveis de primeira geração repercutiu no preço dos alimentos e é um tema de preocupação em vários países”, mas também “falava de seus benefícios”.

Segundo o jornal, “trata-se de uma constante troca de acusações e apoios que mantêm o setor em pé-de-guerra, especialmente na Europa”.

O El País conclui dizendo que, apesar de tudo, as pesquisas para melhorar os biocombustíveis “seguem adiante e avançam”.

A adoção de práticas consideradas social e ambientalmente responsáveis pelas empresas brasileiras está ocorrendo em um ritmo mais lento do que o esperado. Essa é a avaliação do presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young. Ele cita, por exemplo, a contratação de deficientes e jovens aprendizes, em que “as empresas estão aquém do mínimo legal”, apesar da legislação.

Uma pesquisa divulgada em fevereiro pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Idec) mostra como está a situação dos bancos brasileiros em relação à responsabilidade socioambiental.

Na pesquisa, a soma dos resultados dos principais bancos nas três áreas pesquisadas – a relação com os trabalhadores, com o meio ambiente e com os consumidores – ficou sempre abaixo da média. O ABN AMRO Real ficou em primeira colocação, com nota classificada como regular. Os piores colocados foram o Unibanco e o Santander, com desempenho pouco acima do péssimo.

Na questão do cumprimento da cota de deficientes físicos, de 5% do total de funcionários, enquanto o Banco Real cumpria 93% da meta, o Unibanco ficava em apenas 7%.

Apesar dos dados, Young acredita que não se trata de uma falta de comprometimento das instituições. “Não se trata de uma apropriação mercadológica do tema sem um comprometimento, há um comprometimento estratégico, mas com pouca expressão na gestão do cotidiano dos bancos”, afirma. Ele diz que se trata de mudar a cultura das instituições, o que não é algo que pode ser atingido em curto prazo.

Na opinião do assessor técnico do Idec, Marcos Pó, os bancos têm que aperfeiçoar o seu comportamento. “Parece que eles têm um discurso caminhando numa evolução, mas ainda estão longe de transformar esse discurso numa prática efetiva cotidiana”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil.

Apesar de reconhecer que o conceito de responsabilidade socioambiental ainda está em construção, Marcos Pó diz que em geral as empresas se prendem mais a projetos sociais que muitas vezes estão ligados a ações e marketing.

“Se eles tiverem (projetos sociais) serão bem vindos, mas a gente não pode chamar de responsável uma instituição que tenha excelentes projetos sociais mas que trate muito mal os trabalhadores, conceda empréstimos para empresas que gerem danos ao meio ambiente e que desrespeitem os direitos dos consumidores”, disse.

Algumas práticas incentivadas são a extensão dos benefícios trabalhistas aos funcionários terceirizados, ações que promovam a diversidade de raça e gênero e a inclusão, ter canais efetivos de comunicação com os consumidores, incluindo o atendimento nas agências, e a concessão de crédito somente a projetos que não prejudiquem o meio ambiente.

Fonte: Agência Brasil

O salário mínimo do país deve subir neste sábado, dia 1º, para R$ 412,40. O aumento representa uma elevação de 8,5% em relação aos atuais R$ 380. O salário passa a vigorar em março, para recebimento em abril.

Fonte: UOL Notícias | Clique aqui para ler a matéria completa.

Programa do governo pretende implantar ações conjuntas entre ministérios para beneficiar 2 milhões de famílias pobres em 2008.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta segunda-feira, um programa que pretende pôr em prática 135 ações, que envolvem 15 ministérios, para tentar reduzir a desigualdade no Brasil. A iniciativa, que prevê gastos de R$ 11,3 bilhões neste ano, deve beneficiar em 2008 mais de 2 milhões de famílias de agricultores, assentados, quilombolas, indígenas e pescadores em 958 municípios, segundo o governo federal.

Fonte: PNUD Brasil | Clique aqui para ler a matéria completa.

Madeiras queimadas, troncos e galhos que são colhidos na mata ou descartados por madeireiros e agricultores estão sendo utilizados na fabricação de moveis rústicos no município de Sinop no Mato Grosso.

A idéia nasceu há oito anos, quando Israel Pereira, artesão de uma associação de Sinop, resolveu aproveitar a madeira que era jogada fora ou que iria ser queimada. Para fabricar seus móveis e comercializar suas peças, Pereira montou uma empresa, que emprega sua mulher, seu filho e mais dois funcionários.

Por semana, são produzidos em média seis móveis, que são vendidos em feiras ou por encomenda. A empresa de móveis ecológicos atende todo o Brasil e fatura cerca de R$ 3 mil por mês.

Segundo o artesão, todos os móveis têm certificado e nota fiscal emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos naturais Renováveis (Ibama). Ele afirma que o negócio poderia beneficiar mais pessoas que quisessem trabalhar com madeira descartada.

De acordo com Pereira, o problema é que falta incentivo do governo para os artesãos do estado. “É preciso um incentivo maior do governo, porque você vai ao Nordeste, você vai a Goiás, você vai a Minas Gerais e já tem reconhecimento, o artesão lá é já é respeitado. Aqui na nossa região nós não temos reconhecimento do governo. Não tem incentivo.”

Fonte: Paula Michnik / Rádio Nacional da Amazônia

Para tentar provar que investir em um meio ambiente sustentável pode ser um grande negócio, a Organização das Nações Unidas (ONU) reúne até sexta-feira (22), em Mônaco, ministros de Estado, cientistas, ambientalistas e empresários de mais de cem países. A conferência ”Mobilizando Finanças contra o Aquecimento Global”, a maior já patrocinada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnue) desde a Conferência do Clima, em Bali, em dezembro, vai tentar traçar o custo financeiro daquela que vem sendo chamada “low carbon society”.

A idéia da sociedade de “economia verde” ganhou impulso desde a realização do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), no ano passado. De acordo com a comunidade científica, os governos precisarão gastar entre 0,2% e 3% do PIB mundial para estabilizar as emissões de gases causadores do aquecimento global até 2030 - algo entre US$ 44,6 bilhões e US$ 89,2 bilhões por ano, segundo números do Banco Mundial.

O raciocínio da conferência é demonstrar que reduzir emissões de gás carbônico, controlar o uso de poluentes químicos e investir em energias renováveis é, mais do que uma proposta ambientalista, uma oportunidade de negócios. “Bilhões de dólares estão sendo investidos em fontes renováveis de energia e centenas de instituições com orçamento de trilhões de dólares estão endossando investimentos que refletem as preocupações governamentais e sociais”, diz Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU. O Brasil será representado pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.

Fonte: Folha Online

 

Foto: Agência Brasil - Fonte: Estadão Online

Bolívia, Brasil e Chile lançaram no domingo (16) um ambicioso projeto de corredor entre os oceanos Atlântico e Pacífico, em uma decisão que parece reafirmar o reconhecimento externo do presidente boliviano, Evo Morales, que vive um confronto com a oposição conservadora do seu país.

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Fonte: Folha Online

Se o resto do mundo não fizer nada e o Brasil parar totalmente o desmatamento, aquela possibilidade de savanização continua exatamente a mesma”, diz o pesquisador Antonio Manzi, gerente-executivo do projeto LBA (Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

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Fonte: ComunidadeSegura.org

É uma ilusão achar que a instituição de penas maiores e a construção de mais penitenciárias resultarão em mais segurança para a população. É o que garante a advogada Elizabeth Sussekind, que há 35 anos dedica-se a pesquisas sobre o sistema prisional no Brasil.

Em palestra realizada na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, a especialista disse que, apesar das prisões estarem lotadas, estima-se que apenas 3% dos criminosos estejam encarcerados. De qualquer forma, a seu ver, a violência não seria controlada com mais prisões.

Leia aqui matéria completa.

Fonte: BBCBrasil.com

Um tratado que possa substituir o Protocolo de Kyoto deve estar, nos próximos anos, no centro do debate internacional sobre como enfrentar o aquecimento global.

O documento, criado em 1997 na cidade japonesa que deu nome ao acordo, estabelece metas para a redução de gases poluentes que, acredita-se, estejam ligados ao aquecimento global e tem data para expirar: 2012.

Segundo o tratado, apenas 30 países industrializados estão sujeitos a essas metas. O Brasil ratificou o acordo, mas não teve de se comprometer com metas específicas porque é considerado país em desenvolvimento.

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Fonte: G1.com.br

A crise política boliviana representa um risco muito maior ao Brasil do que a da Venezuela. O motivo: a dependência do Brasil do gás produzido no país de Evo Morales.

Para o doutor em ciência política pela USP, Gunther Rudzit, as crises na Bolívia e na Venezuela têm uma grande semelhança: ambas foram motivadas por decisões de governos neopopulistas que buscam mudar as estruturas jurídicas de seus países na construção de um regime dito socialista, sempre se apoiando no alto preço do petróleo no mercado internacional e no voto das classes mais pobres.

Leia aqui a matéria completa.

O plantio de vegetação nativa no Brasil deve saltar de 320 mil para 500 mil hectares por ano com as licitações para manejo sustentável permitidas pela Lei de Gestão de Florestas Públicas. A estimativa é do diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Tasso Azevedo, que participou do Seminário sobre Gestão de Florestas Públicas, realizado em Brasília.

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O Brasil já plantou 16 milhões de árvores neste ano e garantiu uma vaga entre os maiores reflorestadores do mundo, de acordo com a Unep, a agência ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU).

As informações fazem parte da iniciativa da ONU de plantar 1 bilhão de árvores em 2007 - proposta pela ambientalista queniana Wangari Maathai, ganhadora do Nobel da Paz de 2004 - e já superada no ano.

A agência informou que mais de 1,5 bilhão de árvores foram plantadas.

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Fonte: Agência Brasil

Os países ricos são responsáveis por 70% dos gases causadores do efeito estufa lançados na atmosfera, enquanto os países pobres respondem por 2% e as nações em desenvolvimento, por 28%.

As informações constam do Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), lançado dia 27/11 no Palácio do Planalto.

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Com Índice de Desenvolvimento Humano em alta desde 1975, país fica entre os 70 que têm nível mínimo para integrar topo do ranking.

Leia aqui a matéria completa.

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por Lilian Primi - portal BiodieselBR.com

Mais do que abrir vagas, a onda de produção de energia ecologicamente correta está criando funções, especialmente na área de produção industrial e química. “A formação básica é a mesma, mas existem especificidades novas”, explica o presidente da Confederação dos Trabalhadores na Indústria Química, Antonio Silvan Oliveira.

A confederação está fazendo um levantamento dessas carências, por região e em todo o País, para criar programas de treinamento da mão-de-obra local em parceria com o Ministério do Trabalho. “Uma tentativa de evitar que um grupo social fique isolado pelo impacto das novas tecnologias”, explica.

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O Ministério Italiano do Meio Ambiente e da Tutela do Território e do Mar, em colaboração com o Instituto Italiano para o Comércio Exterior - ICE, a Associação Italiana dos Fabricantes de Máquinas e Moldes para Plásticos e Borrachas (Assocomaplast) apresentaram às empresas nacionais, instituições públicas e entidades do setor, em mesa redonda na sede da Associação Brasileira da Indústria do Plástico - Abiplast, know how e padrões técnicos para implementação do “Projeto Italo-Brasileiro para a Reciclagem do Plástico”, através dos especialistas Gianmarco Cortivo e Marco Sachet.O objetivo desta missão técnica foi mostrar como funciona o modelo italiano e firmar colaboração entre Brasil e Itália no setor de reciclagem do plástico, estimulando as autoridades brasileiras locais e federais, bem como o setor industrial, para o desenvolvimento e o uso de novas tecnologias na reciclagem e re-utilização de materiais pós-consumo, em favor da preservação do meio ambiente.

Na pauta, o exemplo daquele país, onde como em toda a Europa, é obrigatório a coleta e reciclagem de embalagens ou mesmo incineração para produção de energia.

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Fonte: Lisandra Paraguassú / Estadao.com.br

O zoneamento ambiental da cana-de-açúcar vai proibir o cultivo da planta na Região Amazônica e no Pantanal. O trabalho de zoneamento fica pronto em junho do ano que vem. A decisão, tomada na semana passada, foi o desfecho para o mais recente embate enfrentado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, depois que o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, admitiu a possibilidade da cultura da cana-de-açúcar nas áreas degradadas da Amazônia.

O veto foi uma decisão pragmática do governo. Ao mesmo tempo em que o aumento da produção de etanol é um dos projetos mais caros ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ameaça de que, pela primeira vez em três anos, o desmatamento na Amazônia pode ter voltado a crescer, assusta a quem tenta vender a idéia do Brasil como um País ecologicamente correto.

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Fonte: O Globo Online

As crianças são especialmente vulneráveis aos efeitos adversos do aquecimento global sobre a saúde, segundo um relatório divulgado nesta segunda-feira (29).

“As conseqüências diretas antecipadas da mudança climática sobre a saúde incluem danos e morte, produtos do clima extremo e dos desastres naturais, aumento das doenças infecciosas e das doenças vinculadas à poluição do ar e ao calor, potencialmente fatais”, afirma o estudo apresentado no congresso anual da Academia de Pediatria dos Estados Unidos.

“Em todas essas categorias, as crianças são as mais vulneráveis em relação a outros grupos”, indicou.

Os autores do estudo pediram aos pediatras, especialmente nos Estados Unidos, país em que ocorre a maior quantidade de emissões de gases de efeito estufa per capita, que promovam práticas que não danifiquem o meio ambiente.

Entre os perigos de saúde associados à mudança climática, que afetariam as crianças, está um aumento de doenças como a malária, asma e problemas respiratórios.

O informe também advertiu sobre a escassez de comida devido ao aquecimento global e uma menor disponibilidade de água em regiões como a costa oeste dos Estados Unidos.



Por Débora Yuri (Prima Pagina)

Um estudo feito por uma rede de universidades brasileiras aponta que o Brasil ainda não cumpriu a meta da ONU de reduzir pela metade, em relação a 1990, a porcentagem de pessoas que vivem em extrema pobreza, embora deva atingi-la até 2015 — prazo estipulado nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Além disso, o trabalho indica que o país ficará aquém da meta do governo federal de diminuir o indicador a um quarto no mesmo período. As duas conclusões diferem da de outro relatório, lançado em agosto pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), segundo o qual o país alcançou a meta da ONU já em 2005 e deve superar a do governo federal neste ano ou no ano que vem.

Leia a matéria completa aqui.

Um relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Programa de Meio Ambiente da ONU afirma que o cultivo de lavouras para a produção de etanol representa uma ameaça à biodiversidade do cerrado brasileiro.

Segundo o relatório Panorama do Meio Ambiente Global, “o Brasil espera dobrar a produção de etanol, um biocombustível ‘moderno’, nas próximas duas décadas”.

“Para produzir matéria-prima vegetal suficiente para alcançar esses objetivos, a área cultivada está crescendo rapidamente”, acrescenta o documento. “O crescimento das fazendas coloca em risco regiões ecológicas inteiras, como o cerrado.”

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Fonte: Estadão Online

A ONU escolheu o Brasil como sede do lançamento do Relatório do Desenvolvimento Humano 2007. Neste ano, o documento do Pnud - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento tem como tema a mudança climática e será apresentado no dia 27 de novembro, em Brasília.

Um dos objetivos do lançamento no Brasil é reforçar a importância do país nas discussões sobre o clima e sobre a relação entre o tema e o combate à pobreza. Na abertura, o documento traz uma epígrafe do líder sindical de seringueiros da Amazônia e ativista ambiental Chico Mendes, assassinado em 1988.

A tradução do título em inglês do relatório é “Enfrentando a Mudança Climática: Solidariedade em um Mundo Dividido”.

Na página de promoção do relatório na internet, o Pnud diz que a mudança climática é o maior desafio enfrentado pela humanidade no início do século 21 e que um fracasso nessa área abre a perspectiva de retrocessos sem precedente no desenvolvimento humano.

O relatório de 2006 teve como tema a crise global de água e foi lançado na Cidade do Cabo, na África do Sul.

O lançamento do relatório em Brasília será precedido de uma visita ao país do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que deverá se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ban Ki-moon deve passar pelo país entre 11 e 13 de novembro, em escala de uma viagem que incluirá ainda Argentina e Chile.



Por Yahoo!Brasil Notícias

Brasil, México, Chile e Argentina devem sediar encontros para formação de “líderes” sobre a mudança climática em 2008, anunciou nesta quinta-feira (1 8) o movimento liderado pelo ex-vice-presidente dos EUA Al Gore.

O diretor do Projeto Climático na Espanha, da Alliance for Climate Protection de Gore, Juan Verde, apresentou nesta quinta-feira em Sevilha o projeto de encontros de cúpula e disse que a intenção é realizar “pelo menos” quatro encontros de capacitação na região ibero-americana, inclusive o Brasil, no ano que vem.

“Nossa intenção é desenvolver o projeto por toda a região ibero-americana. Já estamos em negociações muito avançadas com diferentes grupos de ativistas e fundações privadas para coordenar estes eventos”, acrescentou.

Verde ressaltou que o Brasil, a América Latina e a África “têm papel muito importante” sobre a mudança climática porque são “muito afetados”.

Ele lembrou que o continente americano tem sofrido cada vez mais e maiores catástrofes naturais “que estão tendo um impacto direto” em seu desenvolvimento econômico e social.

“Há uma relação direta entre a mudança climática e o desenvolvimento cultural e econômico. Estes países podem apresentar soluções significativas para o problema”, acrescentou.

A região ibero-americana pode ser um cenário idôneo para o desenvolvimento de tecnologias adequadas contra a mudança climática, como energias renováveis, que evitem investir em infra-estruturas proibidas ou desprezadas nos países desenvolvidos por seu caráter poluidor.

A participação nos encontros será para candidatos selecionados que receberão formação sobre a mudança climática e se comprometerão a divulgar gratuitamente o movimento liderado por Al Gore.

O primeiro Encontro Espanhol de Cúpula em Mudança Climática acontecerá na cidade de 26 a 28 de outubro e será o quarto organizado no mundo. Estados Unidos, Reino Unido e Austrália já realizaram eventos similares.


Fonte: Agência EFE

A pobreza no país registrou queda desde 2006 e atingiu o nível mais baixo dos últimos 15 anos, segundo dois estudos divulgados nesta quarta-feira que também mostram uma redução da desigualdade social.

As análises dos estudos revelam um aumento da renda dos cidadãos em anos eleitorais - embora volte a cair no ano seguinte -, além do impacto positivo que as políticas sociais têm na diminuição da pobreza.

As conclusões se baseiam nos números recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marcelo Cortes Neri, o país passa “por um momento histórico” em termos de redução da pobreza.

Ele afirma que no ano passado diminuiu em seis milhões o número de pessoas que vivem em situação de extrema pobreza no Brasil.

No entanto, ainda há 36,2 milhões de brasileiros vivendo com até R$ 125 por mês, valor que estabelece a linha de pobreza segundo a classificação da FGV.

A medição da Fundação é mais exigente que a fixada pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da Organização das Nações Unidas. A ONU considera que as pessoas que vivem com até R$ 47 estão abaixo da linha de pobreza.

A percentagem de brasileiros que viviam em extrema pobreza era de 19,31% em 2006. Em 1993, ano anterior ao Plano Real, era de 35,31%.

Nos últimos 15 anos houve dois períodos de forte queda do nível de pobreza extrema. O primeiro entre 1993 e 1995, durante parte do mandato do então presidente Fernando Henrique Cardoso.

O segundo foi entre 2003 e 2006, no primeiro Governo Lula.

Entre os dois períodos, o nível de pobreza se manteve estagnado em aproximadamente 28%.

Há uma diminuição da taxa de pobreza extrema em anos eleitorais. E nos seguintes costuma ocorrer um aumento nos números.

O diretor da FGV, que apresentou hoje a sua análise do estudo em entrevista coletiva, acredita que 2007 “quebrará” esse argumento, com a continuidade da queda do índice.

“Há uma evidência clara” de que existe “uma política de aumento da renda em sintonia com o calendário eleitoral”, afirma.

Neri declarou que os programas governamentais, como o Bolsa Família, e o investimento em educação iniciado em Governos anteriores contribuíram para o avanço na luta contra a pobreza.

Segundo o diretor, os programas têm menos impacto eleitoral porque beneficiam crianças, mas ao mesmo tempo ajudam a melhorar o nível de vida das famílias com uma eficácia muito maior que o aumento do salário mínimo.

Ele considera “exagerado” o aumento do salário mínimo no último ano (16%). “Cada real gasto com o Bolsa Família reduz a pobreza duas vezes e meia mais que o reajuste do salário mínimo”, diz.

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