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Nos dias 9, 10 e 11 de abril, o Fórum de Ciência e Cultura recebe a Pré-conferência brasileira para a 33ª Conferência Global de Bem-estar Social. O evento, realizado pela Escola de Serviço Social (ESS), reunirá participantes para a elaboração de um documento dirigido à conferência global, a ser realizada nos meses de junho e julho de 2008, em Tours, na França. A pré-conferência acontece das 8h às 19h, nos salões Pedro Calmon, Dourado, Moniz de Aragão, Vermelho e no átrio. Mais informações pelo telefone 3873-5379.

Ainda no dia 10, será realizado no salão Pedro Calmon, das 17h30 às 20h30, mais um encontro da Coordenação de Programas de Estudos Avançados (COPEA-UFRJ). Nesta quinta-feira, o conferencista Mário Baibich (UFRGS) proferirá uma palestra com o tema O prêmio Nobel de Física de 2007. O evento, apoiado pelo CNPq e pela Academia Brasileira de Ciências, é gratuito.

Já no dia 11 acontece o lançamento do DVD Preparações e tarefas, com a obra da artista brasileira Letícia Parente. Com o apoio da Petrobrás, o Núcleo de Cultura e Tecnologia da Imagem da Escola de Comunicação (N-IMAGEM, ECO/UFRJ) reuniu a produção de Letícia em DVD. A partir das 13h, os professores André Parente, Luiz Cláudio da Costa e Kátia Maciel realizarão uma conferência para falar sobre a obra da videoartista. O evento será realizado no salão Moniz de Aragão, das 13h às 21h. Outras informações podem ser obtidas com o professor André Parente (ECO) pelos telefones 2259-9257 e 8732-8263.

Nos dias 15 e 16, os salões Moniz de Aragão, Dourado, Vermelho e o átrio recebem, das 8h às 17h, o II Seminário de memória documentação e pesquisa: “Universidade e seus lugares de memória”.

O objetivo do encontro acadêmico é promover a difusão de pesquisas no âmbito da história e da memória da UFRJ. A realização do evento é do projeto Memória SiBI/UFRJ. Programação e inscrições estão disponíveis no site www.sibi.ufrj.br. Mais informações com Antonio José no telefone 8757-1877 (ramal 122)

 

Não poluirás a Terra. Temerás a manipulação genética.

Novos tempos trazem novos pecados. Por isso, o Vaticano disse aos fiéis que eles devem estar atentos a “novos” pecados, como os danos ambientais.

A orientação foi divulgada no fim de semana pelo arcebispo Gianfranco Girotti, número 2 do Vaticano na às vezes turva área dos pecados e da penitência.

Questionado durante entrevista ao L’Osservatore Romano (órgão oficial do Vaticano) sobre quais seriam os “novos pecados”, Girotti disse que a zona de maior perigo para a alma moderna é o mundo ainda quase inexplorado da bioética.

“(Dentro da bioética) há áreas onde devemos absolutamente denunciar algumas violações dos direitos fundamentais da natureza humana, por meio de experiências e da manipulação genética, cujos resultados são difíceis de prever e controlar”, afirmou.

O Vaticano é contra pesquisas com células-tronco embrionárias e alerta contra a possibilidade da clonagem humana.

Na entrevista, intitulada “Novas formas de pecado social”, Girotti cita ainda ofensas “ecológicas”.

Nos últimos meses, o papa Bento 16 fez vários apelos enfáticos pela proteção do meio ambiente, dizendo que questões como a mudança climática se tornaram muito importantes para toda a humanidade.

O Vaticano está cada vez mais “ambientalmente correto” desde o pontificado de João Paulo II, antecessor de Bento 16.

A Santa Sé já instalou células fotovoltaicas em seus prédios para gerar eletricidade e promoveu uma conferência científica para discutir as ramificações do aquecimento global e da mudança climática, que muitos cientistas atribuem principalmente ao uso de combustíveis fósseis.

Girotti, subdiretor da “Penitenciária Apostólica”, que trata de questões de consciência, também citou o narcotráfico e as injustiças sociais como pecados modernos.

O arcebispo lamentou que cada vez menos católicos apareçam no confessionário, e citou um estudo da Universidade Católica de Milão segundo o qual 60 por cento dos fiéis na Itália deixaram de se confessar.

No sacramento da penitência, os católicos confessam seus pecados a um padre, que os absolve em nome de Deus.

Mas o mesmo estudo da Universidade Católica mostrou que 30 por cento dos católicos italianos acreditam que não há necessidade de um padre como intermediário do perdão divino, e que 20 por cento se sentem desconfortáveis relatando seus próprios pecados a outros.

Fonte: Estadão Online

O leitor recém-chegado ao universo dos livros de divulgação científica deve achar que estamos de volta à era de Galileu e Giordano Bruno. Afinal, uma fieira um tanto repetitiva de obras recentes, como “Quebrando o encanto”, de Daniel Dennett, e “Deus, um delírio”, de Richard Dawkins, andou reeditando o velho conflito entre ciência e religião. “A Criação - Como salvar a vida na Terra”, que acaba de chegar ao Brasil, é uma lufada de ar fresco justamente por se contrapor a essa tendência. Para usar as palavras da liturgia católica, o biólogo Edward O. Wilson se imbuiu do espírito “que arranca o que divide”. A ciência e a fé precisam urgentemente de uma trégua, diz ele — e o preço do fracasso nessas negociações de paz pode ser a própria vida na Terra.

Dependendo de como se vê a questão, o veterano Wilson pode ser a pior ou a melhor pessoa para negociar esse armistício. O pesquisador da Universidade Harvard, um dos maiores especialistas do mundo em biodiversidade, cresceu no sul dos Estados Unidos e foi membro da Igreja Batista, uma das mais fervorosas denominações evangélicas do mundo. Mais tarde, porém, deixou a religião de lado. Em um livro anterior, “Consiliência”, Wilson defendeu a unificação do conhecimento humano sob a égide da ciência — e com a religião, considerada obsoleta, de fora.

No entanto, ainda que tenha deixado o rebanho, uma coisa Wilson nunca perdeu: a sensibilidade poética trazida pela leitura da Bíblia e pelo cristianismo evangélico de sua juventude. Também nunca deixou de prestar atenção no crescimento da religião fundamentalista, dentro e fora dos EUA. E escolheu usar sua familiaridade com o universo mental dos cristãos conservadores para convidá-los a assumir a defesa da biodiversidade da Terra — uma responsabilidade moral que ecoa os primeiros e mais sagrados mandamentos divinos transmitidos no Gênesis.

O momento para isso não podia ser mais crítico. Uma confluência impressionante de dados científicos sugere que a humanidade está comandando a pior extinção em massa desde o meteoro que mandou os dinossauros para uma melhor há 65 milhões de anos. A natureza está sob sítio. E o medo de Wilson é que os que abraçam a fé religiosa estejam ignorando seu papel de protetores do planeta para considerá-lo apenas uma fonte inanimada de matérias-primas e recursos, que os humanos podem tratar como quiserem.

Carta aos fiéis - Wilson estrutura seu longo apelo na forma de uma carta, endereçada a um pastor protestante do sul dos EUA e, portanto, conterrâneo cultural do próprio biólogo. Os argumentos para proteger a Criação divina não são, em si mesmos, originais: Wilson enfatiza a riqueza da biodiversidade como fonte dos medicamentos e alimentos do futuro, e como alicerce da sobrevivência humana: sem os demais seres vivos, serviços essenciais, como ar e água puros, fertilidade do solo e regularidade do clima desapareceriam, e nenhum sistema feito por mãos humanas poderia substituir o que a biodiversidade faz hoje de graça.

O que há de novo nesse apelo é a tocante humildade para cruzar barreiras, para estender a mão ao outro. Wilson tem a coragem de dizer que não se importa se seu interlocutor fundamentalista não acredita na evolução e acha que a Terra tem só 6.000 anos de idade. As visões diferentes sobre a natureza do Universo encolhem em importância quando o que se coloca na mesa são valores: a sacralidade do mundo vivo, a beleza da biosfera.

A mensagem, portanto, é clara: podemos concordar em discordar e, mesmo assim, agir lado a lado para evitar o pior para nós mesmos e para nosso planeta. Wilson pode não acreditar mais no Deus que criou os céus e a terra, mas qualquer pessoa religiosa é capaz de balançar a cabeça em aprovação ao ouvir sua defesa da Criação:

“Nenhuma palavra, nenhuma obra de arte, é capaz de capturar toda a profundidade e complexidade do mundo vivo. Se um milagre é um fenômeno que não conseguimos entender, então toda espécie é, de certa forma, um milagre.” Amém, irmão Wilson.

Fonte: Globo Online (citado no site AmbienteBrasil.com.br)

Fonte: Agência Brasil

Brasília - A maior vontade política no plano nacional e a ajuda internacional são apontados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como elementos essenciais para que os países consolidem estruturas educacionais qualificadas até 2.015. O alerta é um dos pontos do Relatório de Monitoramento Global do Educação para Todos (EPT), lançado pela entidade.

O documento diz que “as políticas de educação devem priorizar a integração, a alfabetização, a qualidade, o desenvolvimento de capacidades e os financiamentos.” Segundo a Unesco, aos governos nacionais caberia aumentar o número de salas e de professores nas escolas, ajudar financeiramente crianças de famílias mais pobres, organizar modelos flexíveis de ensino, mais adequados aos jovens que trabalham, e dar máxima prioridade à alfabetização de adultos.

Como meios para atingir os objetivos, o relatório sugere “fomentar as associações construtivas entre o estado e o setor não governamental” e o fortalecimento da capacidade de gestão em todos os níveis da administração estatal.

O programa do governo brasileiro “Bolsa Família” é citado no documento como “o mais importante dos programas de transferências [de renda] de todos os países em desenvolvimento”, por atender 46 milhões de pessoas, dentre elas 16 milhões de crianças beneficiadas por subsídios vinculados à presença nas escolas.

A Unesco faz um apelo a países doadores de recursos e organizações internacionais para que se atinja até 2010 investimentos externos anuais de US$ 11 bilhões na educação das nações mais pobres, com a destinação de mais recursos ao ensino básico. “A ajuda à educação não tem se centrado nos países mais necessitados e, além disso, só dedica um parte mínima à educação de primeira infância e aos programas de alfabetização”.

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Fonte: Agência Brasil

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje que reajustará em 20%, a partir de março, o valor das bolsas de mestrado e doutorado. A medida faz parte do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, lançado hoje (20) pelo governo no Palácio do Planalto.

Outra medida anunciada pelo presidente Lula é a ampliação do número total de bolsas concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até 2010.

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Ao longo de 2007, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) se tornou uma das referências mais citadas nas discussões sobre mudança climática. O órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou quatro capítulos que, juntos, formam um relatório completo sobre o aquecimento global hoje.

O documento gerou tanta repercussão que, no fim do ano, o comitê de premiação do Nobel decidiu dedicar o honroso Prêmio Nobel da Paz ao IPCC - junto com o ex-vice-presidente americano Al Gore -, por seu trabalho de conscientização da comunidade e dos líderes internacionais para o problema e as conseqüências da mudança climática.

Entenda algumas das principais questões envolvendo o IPCC e suas descobertas:

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Fonte: Estadão Online

A mudança climática pode acabar com a globalização antes de 2040, com os países se isolando para poupar seus escassos recursos e o surgimento de conflitos pelo deslocamento de refugiados de secas e da elevação dos mares, alertou relatório divulgado na segunda-feira (05) por especialistas norte-americanos em segurança nacional.

A escassez pode ditar os termos das relações internacionais, segundo Leon Fuerth, da Universidade George Washington, um dos autores do relatório.

“A cooperação global com base em um mundo rico em recursos pode dar lugar a um regime onde as matérias-primas vitais são escassas”, disse Fuerth num evento para divulgar o relatório “A Era das Consequências.”

“Algumas das consequências podem essencialmente envolver o fim da globalização tal qual a conhecemos, pois diferentes partes da Terra se contraem a fim de tentar conservar o que precisam para sobreviver”, disse Fuerth, que foi assessor de segurança nacional do ex-vice-presidente Al Gore.

Os países ricos, segundo ele, “atravessam um processo de 30 anos de chutar as pessoas para fora do bote salva-vidas”, enquanto as nações mais pobres sofrem as piores consequências ambientais, que podem ser “extremamente debilitantes em termos morais.”

“Isso também indica que o tipo de ódio que se cria entre diferentes grupos será acentuado conforme esses grupos tentem se deslocar para locais mais amenos do planeta”, disse Fuerth.


Há 251 milhões de anos 95% das espécies foram extintas

As temperaturas globais previstas para os próximos séculos podem desencadear uma extinção em massa, de acordo com estimativas de cientistas britânicos.

Um estudo, publicado na revista científica Proceedings of The Royal Society, aponta que as temperaturas atuais estariam dentro da mesma faixa das registradas em outras fases quentes da história da Terra, em que até 95% das plantas e animais teriam morrido.

Os especialistas analisaram a relação entre clima e espécies ao longo de 520 milhões de anos e descobriram que houve uma maior biodiversidade durante os períodos mais frios do planeta.

“Esta pesquisa fornece a primeira clara evidência de que o clima global pode explicar variações dos registros fósseis de maneira simples e consistente”, afirmou Peter Mayhew, da Universidade de York.

“Se os nossos resultados se aplicarem ao aquecimento que ocorre atualmente, é possível que a extinções aumentem.”

A pesquisa comparou dados da biodiversidade marinha e terrestre com a temperatura da superfície da água do mar em diferentes períodos ao longo dos 520 milhões de anos.

Os estudiosos concluíram que quatro dos cinco episódios de extinção em massa ocorreram em fases quentes da Terra, em que o calor e a umidade eram predominantes.

Em um desses episódios, relataram os cientistas, ocorrido há 251 milhões de anos, foi verificada a extinção de 95% das espécies.

“Na pior das hipóteses, poderemos vivenciar o mesmo no próximo século, a algumas gerações a frente da nossa”, disse Mayhew à BBC, que pretende agora investigar como as temperaturas os casos de extinção estão relacionados.

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

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