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Para tentar provar que investir em um meio ambiente sustentável pode ser um grande negócio, a Organização das Nações Unidas (ONU) reúne até sexta-feira (22), em Mônaco, ministros de Estado, cientistas, ambientalistas e empresários de mais de cem países. A conferência ”Mobilizando Finanças contra o Aquecimento Global”, a maior já patrocinada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnue) desde a Conferência do Clima, em Bali, em dezembro, vai tentar traçar o custo financeiro daquela que vem sendo chamada “low carbon society”.
A idéia da sociedade de “economia verde” ganhou impulso desde a realização do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), no ano passado. De acordo com a comunidade científica, os governos precisarão gastar entre 0,2% e 3% do PIB mundial para estabilizar as emissões de gases causadores do aquecimento global até 2030 - algo entre US$ 44,6 bilhões e US$ 89,2 bilhões por ano, segundo números do Banco Mundial.
O raciocínio da conferência é demonstrar que reduzir emissões de gás carbônico, controlar o uso de poluentes químicos e investir em energias renováveis é, mais do que uma proposta ambientalista, uma oportunidade de negócios. “Bilhões de dólares estão sendo investidos em fontes renováveis de energia e centenas de instituições com orçamento de trilhões de dólares estão endossando investimentos que refletem as preocupações governamentais e sociais”, diz Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU. O Brasil será representado pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.
Fonte: Folha Online

Os habitantes de países pobres correm risco muito maior de ser vítimas de catástrofes climáticas do que os de países com renda elevada, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008 do PNUD, intitulado “Combater a mudança do clima: solidariedade humana em um mundo dividido”.
Com base em dados do Escritório de Ajuda a Desastres no Exterior, ligado ao governo norte-americano, o estudo conclui que o impacto nas nações pobres é 78 vezes maior: a cada 19 moradores de países em desenvolvimento, 1 foi vítima de tragédias como secas, tsunamis e furacões entre 2000 e 2004. Nos países desenvolvidos, o número é de 1 a cada 1.500.

Fonte: Yahoo!
A conferência das Nações Unidas sobre mudança climática fechou sua primeira semana com otimismo, mas sem decisões claras e com uma forte rejeição dos países em desenvolvimento a um compromisso para a redução de suas emissões, como reivindicam algumas nações desenvolvidas.
“Está muito claro que os países em desenvolvimento não estão dispostos a aceitar metas de redução de emissões de cumprimento obrigatório”, disse Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), em entrevista coletiva concedida em Bali.
Apesar disso, Boer avaliou positivamente o andamento da conferência.

Fonte: BBCBrasil.com
Um tratado que possa substituir o Protocolo de Kyoto deve estar, nos próximos anos, no centro do debate internacional sobre como enfrentar o aquecimento global.
O documento, criado em 1997 na cidade japonesa que deu nome ao acordo, estabelece metas para a redução de gases poluentes que, acredita-se, estejam ligados ao aquecimento global e tem data para expirar: 2012.
Segundo o tratado, apenas 30 países industrializados estão sujeitos a essas metas. O Brasil ratificou o acordo, mas não teve de se comprometer com metas específicas porque é considerado país em desenvolvimento.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na quarta-feira (21) o decreto que institui uma comissão de 16 ministérios para elaborar o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que deve ser concluído até 30 de abril do ano que vem, em versão preliminar. O plano foi prometido pelo presidente em setembro, nas Nações Unidas. A idéia inicial era ter algo consolidado até a conferência da ONU sobre o clima, em dezembro, em Bali.

Fonte: Estadão Online
A mudança climática pode acabar com a globalização antes de 2040, com os países se isolando para poupar seus escassos recursos e o surgimento de conflitos pelo deslocamento de refugiados de secas e da elevação dos mares, alertou relatório divulgado na segunda-feira (05) por especialistas norte-americanos em segurança nacional.
A escassez pode ditar os termos das relações internacionais, segundo Leon Fuerth, da Universidade George Washington, um dos autores do relatório.
“A cooperação global com base em um mundo rico em recursos pode dar lugar a um regime onde as matérias-primas vitais são escassas”, disse Fuerth num evento para divulgar o relatório “A Era das Consequências.”
“Algumas das consequências podem essencialmente envolver o fim da globalização tal qual a conhecemos, pois diferentes partes da Terra se contraem a fim de tentar conservar o que precisam para sobreviver”, disse Fuerth, que foi assessor de segurança nacional do ex-vice-presidente Al Gore.
Os países ricos, segundo ele, “atravessam um processo de 30 anos de chutar as pessoas para fora do bote salva-vidas”, enquanto as nações mais pobres sofrem as piores consequências ambientais, que podem ser “extremamente debilitantes em termos morais.”
“Isso também indica que o tipo de ódio que se cria entre diferentes grupos será acentuado conforme esses grupos tentem se deslocar para locais mais amenos do planeta”, disse Fuerth.

Fonte: Estadão Online
A ONU escolheu o Brasil como sede do lançamento do Relatório do Desenvolvimento Humano 2007. Neste ano, o documento do Pnud - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento tem como tema a mudança climática e será apresentado no dia 27 de novembro, em Brasília.
Um dos objetivos do lançamento no Brasil é reforçar a importância do país nas discussões sobre o clima e sobre a relação entre o tema e o combate à pobreza. Na abertura, o documento traz uma epígrafe do líder sindical de seringueiros da Amazônia e ativista ambiental Chico Mendes, assassinado em 1988.
A tradução do título em inglês do relatório é “Enfrentando a Mudança Climática: Solidariedade em um Mundo Dividido”.
Na página de promoção do relatório na internet, o Pnud diz que a mudança climática é o maior desafio enfrentado pela humanidade no início do século 21 e que um fracasso nessa área abre a perspectiva de retrocessos sem precedente no desenvolvimento humano.
O relatório de 2006 teve como tema a crise global de água e foi lançado na Cidade do Cabo, na África do Sul.
O lançamento do relatório em Brasília será precedido de uma visita ao país do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que deverá se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ban Ki-moon deve passar pelo país entre 11 e 13 de novembro, em escala de uma viagem que incluirá ainda Argentina e Chile.
