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Para tentar provar que investir em um meio ambiente sustentável pode ser um grande negócio, a Organização das Nações Unidas (ONU) reúne até sexta-feira (22), em Mônaco, ministros de Estado, cientistas, ambientalistas e empresários de mais de cem países. A conferência ”Mobilizando Finanças contra o Aquecimento Global”, a maior já patrocinada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnue) desde a Conferência do Clima, em Bali, em dezembro, vai tentar traçar o custo financeiro daquela que vem sendo chamada “low carbon society”.

A idéia da sociedade de “economia verde” ganhou impulso desde a realização do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), no ano passado. De acordo com a comunidade científica, os governos precisarão gastar entre 0,2% e 3% do PIB mundial para estabilizar as emissões de gases causadores do aquecimento global até 2030 - algo entre US$ 44,6 bilhões e US$ 89,2 bilhões por ano, segundo números do Banco Mundial.

O raciocínio da conferência é demonstrar que reduzir emissões de gás carbônico, controlar o uso de poluentes químicos e investir em energias renováveis é, mais do que uma proposta ambientalista, uma oportunidade de negócios. “Bilhões de dólares estão sendo investidos em fontes renováveis de energia e centenas de instituições com orçamento de trilhões de dólares estão endossando investimentos que refletem as preocupações governamentais e sociais”, diz Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU. O Brasil será representado pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.

Fonte: Folha Online


Fonte: Folha Online

Se o resto do mundo não fizer nada e o Brasil parar totalmente o desmatamento, aquela possibilidade de savanização continua exatamente a mesma”, diz o pesquisador Antonio Manzi, gerente-executivo do projeto LBA (Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

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Os países que defendem ações mais duras e urgentes contra as mudanças climáticas ganharam um forte aliado - e ele entra no jogo com pressa de apresentar resultados. Em sua primeira entrevista coletiva após a vitória histórica de seu partido, o Trabalhista, nas eleições parlamentares da Austrália no sábado , o novo primeiro-ministro, Kevin Rudd, deixou cristalino que seu os australianos mudaram de lado nessa discussão. Durante anos, o país foi aliado da política dos Estados Unidos para o tema, contestando e rejeitando o Protocolo de Kioto, pacto global de redução das emissões de gás carbônico que o primeiro-ministro derrotado, John Howard, e o presidente George W. Bush consideram nocivo à economia.

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Ao longo de 2007, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) se tornou uma das referências mais citadas nas discussões sobre mudança climática. O órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou quatro capítulos que, juntos, formam um relatório completo sobre o aquecimento global hoje.

O documento gerou tanta repercussão que, no fim do ano, o comitê de premiação do Nobel decidiu dedicar o honroso Prêmio Nobel da Paz ao IPCC - junto com o ex-vice-presidente americano Al Gore -, por seu trabalho de conscientização da comunidade e dos líderes internacionais para o problema e as conseqüências da mudança climática.

Entenda algumas das principais questões envolvendo o IPCC e suas descobertas:

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Fonte: Estadão Online

A mudança climática pode acabar com a globalização antes de 2040, com os países se isolando para poupar seus escassos recursos e o surgimento de conflitos pelo deslocamento de refugiados de secas e da elevação dos mares, alertou relatório divulgado na segunda-feira (05) por especialistas norte-americanos em segurança nacional.

A escassez pode ditar os termos das relações internacionais, segundo Leon Fuerth, da Universidade George Washington, um dos autores do relatório.

“A cooperação global com base em um mundo rico em recursos pode dar lugar a um regime onde as matérias-primas vitais são escassas”, disse Fuerth num evento para divulgar o relatório “A Era das Consequências.”

“Algumas das consequências podem essencialmente envolver o fim da globalização tal qual a conhecemos, pois diferentes partes da Terra se contraem a fim de tentar conservar o que precisam para sobreviver”, disse Fuerth, que foi assessor de segurança nacional do ex-vice-presidente Al Gore.

Os países ricos, segundo ele, “atravessam um processo de 30 anos de chutar as pessoas para fora do bote salva-vidas”, enquanto as nações mais pobres sofrem as piores consequências ambientais, que podem ser “extremamente debilitantes em termos morais.”

“Isso também indica que o tipo de ódio que se cria entre diferentes grupos será acentuado conforme esses grupos tentem se deslocar para locais mais amenos do planeta”, disse Fuerth.



Por Yahoo!Brasil Notícias

Brasil, México, Chile e Argentina devem sediar encontros para formação de “líderes” sobre a mudança climática em 2008, anunciou nesta quinta-feira (1 8) o movimento liderado pelo ex-vice-presidente dos EUA Al Gore.

O diretor do Projeto Climático na Espanha, da Alliance for Climate Protection de Gore, Juan Verde, apresentou nesta quinta-feira em Sevilha o projeto de encontros de cúpula e disse que a intenção é realizar “pelo menos” quatro encontros de capacitação na região ibero-americana, inclusive o Brasil, no ano que vem.

“Nossa intenção é desenvolver o projeto por toda a região ibero-americana. Já estamos em negociações muito avançadas com diferentes grupos de ativistas e fundações privadas para coordenar estes eventos”, acrescentou.

Verde ressaltou que o Brasil, a América Latina e a África “têm papel muito importante” sobre a mudança climática porque são “muito afetados”.

Ele lembrou que o continente americano tem sofrido cada vez mais e maiores catástrofes naturais “que estão tendo um impacto direto” em seu desenvolvimento econômico e social.

“Há uma relação direta entre a mudança climática e o desenvolvimento cultural e econômico. Estes países podem apresentar soluções significativas para o problema”, acrescentou.

A região ibero-americana pode ser um cenário idôneo para o desenvolvimento de tecnologias adequadas contra a mudança climática, como energias renováveis, que evitem investir em infra-estruturas proibidas ou desprezadas nos países desenvolvidos por seu caráter poluidor.

A participação nos encontros será para candidatos selecionados que receberão formação sobre a mudança climática e se comprometerão a divulgar gratuitamente o movimento liderado por Al Gore.

O primeiro Encontro Espanhol de Cúpula em Mudança Climática acontecerá na cidade de 26 a 28 de outubro e será o quarto organizado no mundo. Estados Unidos, Reino Unido e Austrália já realizaram eventos similares.

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