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A atual crise nos preços dos alimentos, que está colocando o planeta em polvorosa, tem pouquíssima relação com a capacidade do planeta para produzir comida. Para especialistas em produção agropecuária e ambiente, há uma enorme margem de manobra para aumentar a produtividade em áreas que já servem para plantar e criar animais. E abrir novas frentes agrícolas não vai necessariamente aliviar a situação, já que, nas últimas décadas, a produção cresceu sem que houvesse um aumento correspondente na área plantada ou usada para pecuária.

“O que eu posso garantir é que, com a área agrícola disponível hoje no planeta, sem abrir nenhum hectare novo de lavoura ou pasto, dá e sobra para alimentar a população mundial. E digo que ainda sobra um bocado de área para produzir biocombustíveis”, resume Luis Fernando Laranja da Fonseca, coordenador do Programa de Agricultura e Meio Ambiente da ONG WWF-Brasil.

“Conforme a população mundial foi crescendo, até chegar a cerca de 3 bilhões [nos anos 1960], a área agrícola do mundo aumentou na mesma proporção”, conta o britânico Stuart Pimm, biólogo da Universidade Duke, nos Estados Unidos. “No entanto, quando a população dobrou e chegou a 6 bilhões, a área usada para agricultura e pecuária ficou mais ou menos inalterada, no nível que tinha alcançado quando havia 3 bilhões de pessoas no mundo, ou seja, cerca de 15 milhões de quilômetros quadrados.”

Menos área por cabeça

Para ser mais exato, diz Fonseca, em 1965 a relação entre terra produzindo comida e seres humanos consumindo essa comida era de 1,3 hectare agrícola por pessoa, enquanto hoje essa relação caiu para 0,7 hectare. Além disso, o consumo de calorias por cabeça também cresceu - de menos de 2.400 kcal por dia para quase 3.000 kcal diárias no mesmo período. O aumento da eficiência agropecuária, portanto, é indiscutível.

Para o pesquisador do WWF, é difícil estimar o potencial máximo da agropecuária moderna para alimentar a população mundial, principalmente porque é impossível prever os caminhos que a produção vai tomar — diferentes culturas e rebanhos podem ser mais ou menos eficientes para colocar comida na mesa. No entanto, dados sobre a produção de alimentos no Brasil sugerem que o potencial para melhora ainda é significativo.

“Pegue a pecuária extensiva brasileira, por exemplo. Em um hectare, ela produz cerca de 40 kg de carne por ano. Nesse mesmo hectare, é possível colher 2.800 kg de soja anualmente”, compara Fonseca. A equação ainda vale mesmo quando se considera o aumento da demanda por proteína animal no mundo. Trata-se de um fenômeno universal: toda vez que há ascensão social e crescimento econômico em países emergentes (o caso mais recente é o da China), a população busca comer mais carne, ovos e laticínios.

“Em muitos casos, você não perde a eficiência se decidir produzir proteína animal usando o farelo de soja como ração. O frango tem altíssima capacidade de conversão energética, por exemplo - com 1,5 unidade de proteína vegetal, você consegue 1 unidade de proteína de frango. No caso do porco, essa conta é de 2 unidades de proteína vegetal para 1 unidade de carne suína. Tudo é uma questão do tipo de proteína animal que você quer produzir”, afirma o pesquisador do WWF-Brasil.

No caso brasileiro, a imensa maioria das terras aráveis - uns 200 milhões de hectares - vão para a pecuária, enquanto pouco mais de um quarto disso fica nas mãos da agricultura. Alterações nesse balanço ou a intensificação da pecuária, quase sempre extensiva por aqui, poderiam aumentar dramaticamente a produtividade nacional.

Espaço para crescer?

Se as oportunidades para aumentar a eficiência agropecuária são inquestionáveis, o mesmo não vale para o crescimento da área plantada. Stuart Pimm lembra que, dos atuais 15 milhões de quilômetros quadrados usados para a produção de alimentos, 2 ou 3 milhões recebem menos de 500 milímetros cúbicos de chuva por ano. “Isso nos diz que a terra agricultável já é bastante marginal [ou seja, não oferece condições agrícolas ideais]“, afirma ele.

E significaria também que as áreas ainda por ocupar também têm um potencial agrícola bastante baixo. “Um exemplo: por que os brasileiros não produzem mais nas terras que foram desmatadas na mata atlântica? Bem, uma maneira de responder isso é levar em consideração que eu acabei de ajudar alguns amigos brasileiros a comprar 150 hectares de pastagem e doar a terra ao Instituto Chico Mendes [órgão conservacionista do governo federal]. Conseguimos fazer isso porque essas pastagens têm um solo tão ruim que nunca vai ser possível plantar algo valioso nelas, e portanto a terra é barata”, conta Pimm.

Fonseca concorda que muitas das terras hoje não ocupadas pela agropecuária são marginais, mas lembra que outro ponto importante é a necessidade ambiental de preservá-las, mesmo se forem potencialmente úteis. Em boa medida, a produtividade agrícola depende da preservação de áreas naturais, capazes de prover os chamados serviços ambientais: renovação dos recuros hídricos, manutenção do solo e polinização, entre outros fatores cruciais. Se fosse possível transformar todas as terras do planeta em fazendas, o mais provável é que elas entrassem em colapso produtivo justamente por não contar com esses serviços, providenciados “de graça” pelos ambientes naturais.

Fonte: Reinaldo José Lopes / G1

* Terça-feira, 22 de abril de 2008 *

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Está cada vez mais difícil garantir o rótulo de fonte de energia ambientalmente “verde” aos biocombustíveis, por conta dos crescentes questionamentos sobre os possíveis efeitos danosos de sua produção, segundo afirma artigo publicado nesta segunda-feira pelo diário espanhol El País.

“A culpa é do crescente número de especialistas, investigadores e ecologistas que questionam a sua capacidade para reduzir as emissões de CO² e falam dos efeitos do desmatamento e do aumento das desigualdades que podem causar”, observa o jornal.

A reportagem comenta que, pela segunda vez no ano, a Comissão Européia teve que sair à defesa de sua norma que prevê um gradual aumento no uso de biocombustíveis para o transporte - chegando a 5% em 2010 e 10% em 2020 -, diante de críticas da Grã-Bretanha.

“Na última vez, Robert Watson, assessor de meio ambiente do primeiro-ministro Gordon Brown, recomendou ao governo britânico que estabelecesse uma moratória na aplicação das cotas estabelecidas pela União Européia e questionou seriamente a contribuição dos biocombustíveis para a redução das emissões de CO²”, diz o texto.

“Graves impactos”

Segundo o jornal, “outros especialistas em questões ambientais, numerosos centros de investigação e universidades e a maior parte dos grupos ecologistas e de defesa dos direitos humanos emitem diariamente declarações e documentos nos quais afirmam que os biocombustíveis não contribuem para lutar contra a mudança climática, que provocam graves impactos ambientais em regiões de alto valor ecológico (Indonésia e América do Sul, principalmente), que alteram o preço dos alimentos e que estabelecem um modelo agrícola de exploração do trabalho e alta dependência de grandes multinacionais”.

A reportagem relata que um fórum de discussões da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento da Europa) reconheceu que “o rápido crescimento no uso dos biocombustíveis de primeira geração repercutiu no preço dos alimentos e é um tema de preocupação em vários países”, mas também “falava de seus benefícios”.

Segundo o jornal, “trata-se de uma constante troca de acusações e apoios que mantêm o setor em pé-de-guerra, especialmente na Europa”.

O El País conclui dizendo que, apesar de tudo, as pesquisas para melhorar os biocombustíveis “seguem adiante e avançam”.

A adoção de práticas consideradas social e ambientalmente responsáveis pelas empresas brasileiras está ocorrendo em um ritmo mais lento do que o esperado. Essa é a avaliação do presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young. Ele cita, por exemplo, a contratação de deficientes e jovens aprendizes, em que “as empresas estão aquém do mínimo legal”, apesar da legislação.

Uma pesquisa divulgada em fevereiro pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Idec) mostra como está a situação dos bancos brasileiros em relação à responsabilidade socioambiental.

Na pesquisa, a soma dos resultados dos principais bancos nas três áreas pesquisadas – a relação com os trabalhadores, com o meio ambiente e com os consumidores – ficou sempre abaixo da média. O ABN AMRO Real ficou em primeira colocação, com nota classificada como regular. Os piores colocados foram o Unibanco e o Santander, com desempenho pouco acima do péssimo.

Na questão do cumprimento da cota de deficientes físicos, de 5% do total de funcionários, enquanto o Banco Real cumpria 93% da meta, o Unibanco ficava em apenas 7%.

Apesar dos dados, Young acredita que não se trata de uma falta de comprometimento das instituições. “Não se trata de uma apropriação mercadológica do tema sem um comprometimento, há um comprometimento estratégico, mas com pouca expressão na gestão do cotidiano dos bancos”, afirma. Ele diz que se trata de mudar a cultura das instituições, o que não é algo que pode ser atingido em curto prazo.

Na opinião do assessor técnico do Idec, Marcos Pó, os bancos têm que aperfeiçoar o seu comportamento. “Parece que eles têm um discurso caminhando numa evolução, mas ainda estão longe de transformar esse discurso numa prática efetiva cotidiana”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil.

Apesar de reconhecer que o conceito de responsabilidade socioambiental ainda está em construção, Marcos Pó diz que em geral as empresas se prendem mais a projetos sociais que muitas vezes estão ligados a ações e marketing.

“Se eles tiverem (projetos sociais) serão bem vindos, mas a gente não pode chamar de responsável uma instituição que tenha excelentes projetos sociais mas que trate muito mal os trabalhadores, conceda empréstimos para empresas que gerem danos ao meio ambiente e que desrespeitem os direitos dos consumidores”, disse.

Algumas práticas incentivadas são a extensão dos benefícios trabalhistas aos funcionários terceirizados, ações que promovam a diversidade de raça e gênero e a inclusão, ter canais efetivos de comunicação com os consumidores, incluindo o atendimento nas agências, e a concessão de crédito somente a projetos que não prejudiquem o meio ambiente.

Fonte: Agência Brasil

Uma mistura de falta de investimentos, diferenças políticas e aumento de demanda está levando alguns países da América do Sul a competir por recursos energéticos e emperrando o processo de integração da região nessa área.

Fonte: Estadão Online (citado em AmbienteBrasil.org.br) | Leia aqui a matéria completa.

 

Não poluirás a Terra. Temerás a manipulação genética.

Novos tempos trazem novos pecados. Por isso, o Vaticano disse aos fiéis que eles devem estar atentos a “novos” pecados, como os danos ambientais.

A orientação foi divulgada no fim de semana pelo arcebispo Gianfranco Girotti, número 2 do Vaticano na às vezes turva área dos pecados e da penitência.

Questionado durante entrevista ao L’Osservatore Romano (órgão oficial do Vaticano) sobre quais seriam os “novos pecados”, Girotti disse que a zona de maior perigo para a alma moderna é o mundo ainda quase inexplorado da bioética.

“(Dentro da bioética) há áreas onde devemos absolutamente denunciar algumas violações dos direitos fundamentais da natureza humana, por meio de experiências e da manipulação genética, cujos resultados são difíceis de prever e controlar”, afirmou.

O Vaticano é contra pesquisas com células-tronco embrionárias e alerta contra a possibilidade da clonagem humana.

Na entrevista, intitulada “Novas formas de pecado social”, Girotti cita ainda ofensas “ecológicas”.

Nos últimos meses, o papa Bento 16 fez vários apelos enfáticos pela proteção do meio ambiente, dizendo que questões como a mudança climática se tornaram muito importantes para toda a humanidade.

O Vaticano está cada vez mais “ambientalmente correto” desde o pontificado de João Paulo II, antecessor de Bento 16.

A Santa Sé já instalou células fotovoltaicas em seus prédios para gerar eletricidade e promoveu uma conferência científica para discutir as ramificações do aquecimento global e da mudança climática, que muitos cientistas atribuem principalmente ao uso de combustíveis fósseis.

Girotti, subdiretor da “Penitenciária Apostólica”, que trata de questões de consciência, também citou o narcotráfico e as injustiças sociais como pecados modernos.

O arcebispo lamentou que cada vez menos católicos apareçam no confessionário, e citou um estudo da Universidade Católica de Milão segundo o qual 60 por cento dos fiéis na Itália deixaram de se confessar.

No sacramento da penitência, os católicos confessam seus pecados a um padre, que os absolve em nome de Deus.

Mas o mesmo estudo da Universidade Católica mostrou que 30 por cento dos católicos italianos acreditam que não há necessidade de um padre como intermediário do perdão divino, e que 20 por cento se sentem desconfortáveis relatando seus próprios pecados a outros.

Fonte: Estadão Online

“Nada é tão ruim que não possa ficar pior”. Esse dito popular traduz um sentimento comum hoje a vários servidores do Ibama, que têm como concretizadas suas mais pessimistas previsões, no início de 2007, no decorrer da luta contra a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Leia aqui a matéria especial publicada pelo site AmbienteBrasil.

Esgoto é o despejo da água já utilizada em fins domésticos, comerciais, agrícolas e industriais, entre outros. Seu cheiro desagradável, a presença de bactérias causadoras de inúmeras enfermidades e de elementos químicos que afetam o meio ambiente tornam necessário o tratamento adequado.

Fonte: Boletim Olhar Virtual - UFRJ | Clique aqui para ler a matéria completa.

O que era interesse de poucos virou preocupação de muitos e a área ambiental deixou de ser especialidade para se tornar curso de graduação. Desde o ano 2000, o crescimento no número de cursos com esse perfil no País foi de 822%. A quantidade de alunos pulou de cerca de mil para mais de 10 mil nesse período. E os formandos em busca de emprego em áreas como Gestão Ambiental, Controle Ambiental e Saneamento Ambiental, que sequer existiam há oito anos, já passam dos 2.200.

Segundo o levantamento do Ministério da Educação (MEC), feito a pedido da reportagem, as vagas em vestibulares em 11 cursos da área cresceram mais de 1.000% desde 2000. Os números mais recentes são de 2006 e mostram 8.377 vagas em universidades públicas e particulares no País. Em 2000, eram 732.

Muitos dos cursos ambientais surgiram dentro da nova modalidade de graduação, os cursos tecnológicos, com formação mais rápida (em menos de quatro anos), menos acadêmica e voltada para o mercado de trabalho. Além da criação de novos cursos, os que já existiam foram reestruturados e até mudaram de nome para atender as demandas ambientais recentes.

Fonte: Yahoo Brasil

Uma nova campanha do Ministério do Meio Ambiente vai incentivar os brasileiros a praticar o consumo sustentável e reduzir o uso de sacolinhas plásticas e outras embalagens. A campanha Consumo Consciente de Embalagens, divulgada durante a 1ª reunião do Comitê Gestor de Produção e Consumo Sustentável (CGPS), terá início dentro de um mês, com o slogan: “A escolha é sua, o planeta é nosso”.

“A campanha é uma tentativa de despertar o consumidor a prestar atenção no que está em volta do produto que ele compra. Quando ele pára para pensar no está comprando e leva em conta a variável ambiental, ele pratica o consumo consciente e sustentável”, afirma a técnica do Departamento de Economia e Meio Ambiente do ministério, Fernanda Altoé Daltro, durante o encontro.

Segundo ela, entre os principais pontos abordados pela campanha está a redução no uso de embalagens, que compõe um terço do lixo doméstico no país. Produtores, varejistas e consumidores serão alertados sobre os riscos ao meio ambiente e sobre as vantagens na utilização de meios alternativos. Como exemplo, Fernanda lembrou o uso de bandejas de isopor para embalar frios.

“Nós temos o costume de comprar queijos, presunto, entre outros, em embalagens de isopor envolvidas em plástico filme. Não há necessidade, se podemos comprar a granel [peso]. Através de pequenas atitudes, é possível diminuir a produção de resíduos.”

Outro foco da campanha será a substituição de sacolinhas plásticas, usadas principalmente nos supermercados, por sacolas retornáveis, ou seja, reutilizáveis (tecido, Nylon, etc). Fernanda conta que tudo depende de uma mudança de hábito. “Consumidores podem utilizar suas próprias sacolas e, até mesmo caixas, para levar suas compras para casa, o que provocaria mudanças no mercado.”

De acordo com a coordenadora, a iniciativa pode partir tanto de consumidores quanto de comerciários: “Em Joinville, uma padaria dava descontos no pão francês para as pessoas que levavam sua própria sacola. Em pouco tempo, outras duas padarias adotaram a idéia.”

O lançamento da campanha ocorrerá na Semana do Consumidor, entre os dias 10 e 15 de março, durante a “Exposição de Boas Práticas e Embalagens” no shopping Pátio Brasil, em Brasília. Segundo ela, empresários, associações e núcleos universitários já foram convidados para o evento.

“Haverão amostras de novas práticas e inovações. Vamos mostrar que o consumidor têm opções, e que o mercado já oferece alternativas. O consumidor tem que saber que ele pode exigir isso das indústrias.”

Fonte: Agência Brasil

Para tentar provar que investir em um meio ambiente sustentável pode ser um grande negócio, a Organização das Nações Unidas (ONU) reúne até sexta-feira (22), em Mônaco, ministros de Estado, cientistas, ambientalistas e empresários de mais de cem países. A conferência ”Mobilizando Finanças contra o Aquecimento Global”, a maior já patrocinada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnue) desde a Conferência do Clima, em Bali, em dezembro, vai tentar traçar o custo financeiro daquela que vem sendo chamada “low carbon society”.

A idéia da sociedade de “economia verde” ganhou impulso desde a realização do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), no ano passado. De acordo com a comunidade científica, os governos precisarão gastar entre 0,2% e 3% do PIB mundial para estabilizar as emissões de gases causadores do aquecimento global até 2030 - algo entre US$ 44,6 bilhões e US$ 89,2 bilhões por ano, segundo números do Banco Mundial.

O raciocínio da conferência é demonstrar que reduzir emissões de gás carbônico, controlar o uso de poluentes químicos e investir em energias renováveis é, mais do que uma proposta ambientalista, uma oportunidade de negócios. “Bilhões de dólares estão sendo investidos em fontes renováveis de energia e centenas de instituições com orçamento de trilhões de dólares estão endossando investimentos que refletem as preocupações governamentais e sociais”, diz Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU. O Brasil será representado pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.

Fonte: Folha Online

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou na quinta-feira (13) que o governo pretende divulgar uma lista contendo o ranking dos 150 maiores desmatadores do País. A ministra, que participa do Seminário de Avaliação e Planejamento das Ações de Monitoramento e Controle dos Desmatamentos na Amazônia, também lamentou que alguns parlamentares digam que não é preciso certificar a produção de madeira, grãos e carne que vêm da Amazônia.

Marina afirmou que sua pasta já está trabalhando pela implementação do decreto 6.321, de 21 de dezembro, que aperta o cerco à atividade de extração ilegal de madeira na Amazônia, e negou que exista uma possibilidade de perdoar quem já desmatou na região.

“Estamos trabalhando para cumprir e implementar o decreto e a portaria (do ministério). E teremos reuniões com os bancos públicos para que não se dê financiamento, nem apoio a atividades que sejam ilegais”, disse ela. Também acrescentou que “não existiu, nem existe proposta dentro do governo para anistia aos desmatadores. Existe no governo é a implementação do decreto que aumenta o rigor em relação à fiscalização, criminaliza aqueles que produzirem em área desmatada ilegalmente e criminaliza também aqueles que comprarem os produtos produzidos nessa área.”

Fonte: Estadão Online

Os biocombustíveis não são sempre melhores que os combustíveis fósseis em termos ambientais. A tese, defendida por uma dupla de pesquisadores do Instituto Smithsonian, na sua base no Panamá, inclui inclusive os produtos feitos no Brasil, seja a partir de cana-de-açúcar ou de soja.

Fonte: Folha de São Paulo | Clique aqui para ler a matéria.

O site Ambiente Brasil reuniu vários artigos publicados em torno da temática sobre a sustentabilidade. O debate foi marcado por muitas polêmicas, como não poderia deixar de ser, mas há o marco positivo nisso tudo, que é o de se aumentar as discussões em torno de um tema que deve ser a pauta política principal de todos os países.

Clique aqui e leia o que foi destaque em 2007 sobre o assunto.

Fonte: Estadão Online

Tomadores de decisão com influência sobre a questão das mudanças climáticas acreditam pouco nos biocombustíveis como uma tecnologia capaz de reduzir as emissões de gases que provocam o aquecimento global, segundo uma pesquisa feita pela organização internacional IUCN, ou União Mundial pela Conservação.

A pesquisa, divulgada nesta terça-feira (11) em Bali, na Indonésia, durante a reunião da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC), indica que esses tomadores de decisão confiam mais nas bicicletas do que nos biocombustíveis como forma de combater o aquecimento global.

A IUCN ouviu mil integrantes de governos, de organizações não governamentais e do setor industrial de 105 países.

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Fonte: Yahoo!

A conferência das Nações Unidas sobre mudança climática fechou sua primeira semana com otimismo, mas sem decisões claras e com uma forte rejeição dos países em desenvolvimento a um compromisso para a redução de suas emissões, como reivindicam algumas nações desenvolvidas.

“Está muito claro que os países em desenvolvimento não estão dispostos a aceitar metas de redução de emissões de cumprimento obrigatório”, disse Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), em entrevista coletiva concedida em Bali.

Apesar disso, Boer avaliou positivamente o andamento da conferência.

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O plantio de vegetação nativa no Brasil deve saltar de 320 mil para 500 mil hectares por ano com as licitações para manejo sustentável permitidas pela Lei de Gestão de Florestas Públicas. A estimativa é do diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Tasso Azevedo, que participou do Seminário sobre Gestão de Florestas Públicas, realizado em Brasília.

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O Brasil já plantou 16 milhões de árvores neste ano e garantiu uma vaga entre os maiores reflorestadores do mundo, de acordo com a Unep, a agência ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU).

As informações fazem parte da iniciativa da ONU de plantar 1 bilhão de árvores em 2007 - proposta pela ambientalista queniana Wangari Maathai, ganhadora do Nobel da Paz de 2004 - e já superada no ano.

A agência informou que mais de 1,5 bilhão de árvores foram plantadas.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na quarta-feira (21) o decreto que institui uma comissão de 16 ministérios para elaborar o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que deve ser concluído até 30 de abril do ano que vem, em versão preliminar. O plano foi prometido pelo presidente em setembro, nas Nações Unidas. A idéia inicial era ter algo consolidado até a conferência da ONU sobre o clima, em dezembro, em Bali.

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Fonte: Agência Brasil

O Ministério do Meio Ambiente pretende investir em ações de infra-estrutura para melhorar a região Amazônica. Os projetos estão propostos no PAS - Plano Amazônia Sustentável que, de acordo o secretário-executivo do Ministério do Meio ambiente, João Paulo Capobianco, é um “pacto” pela região.

“O PAS não é um plano federal. Ele é um plano para a Amazônia que envolve o governo federal, os governos estaduais e também outros entes da sociedade e o setor empresarial. Portanto, é um pacto pela Amazônia, que deve contar com investimentos, atividades, projetos e ações dos governos federal, estaduais, municipais e de toda a sociedade”, avaliou Capobianco que participou nesta quarta-feira (21) do Simpósio Amazônia e Desenvolvimento Nacional, promovido pela Câmara dos Deputados.

Entre as ações previstas para melhorar a infra-estrutura da região, está o investimento nas rodovias BR-163 e BR-230, a ampliação da ferrovia norte-sul e a implantação do gasoduto Urucu-Porto Velho. Em relação à regularização fundiária, o PAS irá legitimar as posses rurais em áreas de até 100 hectares. A coordenação do plano envolve a Casa Civil e os ministérios da Integração Nacional, do Meio Ambiente e do Planejamento.

Segundo dados do ministério, o desmatamento de área florestal na Amazônia em 2006 registrou o menor índice desde 1988, ano em que o controle foi implantado.

O intuito é fazer com que as taxas de desmatamento continuem caindo, graças ao aumento de áreas protegidas, como as zonas de preservação florestal, terras indígenas, quilombos e zonas de domínio militar. Essas áreas correspondem atualmente a 40% do território da Amazônia. O Simpósio Amazônia e Desenvolvimento Nacional será realizado até a próxima sexta-feira (23), em Brasília.

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O Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais (PPGERN) da UFSCar estará com inscrições abertas, entre os dias 19 a 23 de novembro, para o processo seletivo dos cursos de mestrado e doutorado.Criado em 1976, o Programa conta com uma única área de concentração “Ecologia e Recursos Naturais”, formando mestres e doutores que contribuam efetivamente para a desaceleração do processo de degradação dos recursos naturais existentes no país.

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Fonte: Lisandra Paraguassú / Estadao.com.br

O zoneamento ambiental da cana-de-açúcar vai proibir o cultivo da planta na Região Amazônica e no Pantanal. O trabalho de zoneamento fica pronto em junho do ano que vem. A decisão, tomada na semana passada, foi o desfecho para o mais recente embate enfrentado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, depois que o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, admitiu a possibilidade da cultura da cana-de-açúcar nas áreas degradadas da Amazônia.

O veto foi uma decisão pragmática do governo. Ao mesmo tempo em que o aumento da produção de etanol é um dos projetos mais caros ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ameaça de que, pela primeira vez em três anos, o desmatamento na Amazônia pode ter voltado a crescer, assusta a quem tenta vender a idéia do Brasil como um País ecologicamente correto.

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Fonte: O Globo Online

As crianças são especialmente vulneráveis aos efeitos adversos do aquecimento global sobre a saúde, segundo um relatório divulgado nesta segunda-feira (29).

“As conseqüências diretas antecipadas da mudança climática sobre a saúde incluem danos e morte, produtos do clima extremo e dos desastres naturais, aumento das doenças infecciosas e das doenças vinculadas à poluição do ar e ao calor, potencialmente fatais”, afirma o estudo apresentado no congresso anual da Academia de Pediatria dos Estados Unidos.

“Em todas essas categorias, as crianças são as mais vulneráveis em relação a outros grupos”, indicou.

Os autores do estudo pediram aos pediatras, especialmente nos Estados Unidos, país em que ocorre a maior quantidade de emissões de gases de efeito estufa per capita, que promovam práticas que não danifiquem o meio ambiente.

Entre os perigos de saúde associados à mudança climática, que afetariam as crianças, está um aumento de doenças como a malária, asma e problemas respiratórios.

O informe também advertiu sobre a escassez de comida devido ao aquecimento global e uma menor disponibilidade de água em regiões como a costa oeste dos Estados Unidos.

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