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A floresta amazônica é a região que, globalmente, representa o maior potencial para atenuar a mudança climática por meio da redução das emissões de dióxido de carbono, segundo estudo publicado em uma edição especial da revista britânica “Royal Society”.

Entre 1990 e 2005, 26% do desmatamento mundial, equivalente a 3,7 milhões de hectares, foram registrados nos países que abrigam a Amazônia: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela.

Devido à forte densidade de carbono nas florestas, a cifra corresponde a cerca de 46% das emissões globais de CO2 resultantes do desaparecimento das florestas, segundo o estudo.

A idéia de fixar um preço para cada árvore correspondente ao carbono que armazena durante toda sua vida, evitando o corte das florestas, está ganhando adeptos nas conferências internacionais sobre o clima.

O conceito é que cada tonelada preservada seja compensada com créditos que possam ser vendidos no mercado global de carbono.

Os grandes países que abrigam vastas extensões de florestas como o Brasil e a Indonésia apóiam a criação desse tipo de mecanismo batizado de “redução de emissões procedentes do desmatamento ou degradação”.

Trata-se, também, de uma das opções estudadas pelos países signatários do CNUCC (Acordo de Princípio da ONU sobre Mudanças Climáticas, na sigla em inglês), que trabalham atualmente num texto que substituirá o Protocolo de Kyoto.

O desmatamento no mundo é responsável por 20% das emissões de CO2, superando o conjunto das indústrias de transporte. Sua redução permitirá diminuir as emissões de gases de efeito estufa, consideradas responsáveis pela mudança climática.

Mercado de carbono

O estudo também aponta que o mercado de carbono pode gerar bilhões de dólares a cada ano que contribuiriam para evitar a devastação de florestas tropicais, como a própria Amazônia.

Uma redução de 10% do desmatamento no mundo geraria entre 2,2 e 13,5 bilhões de dólares anuais no mercado de carbono, segundo os autores do estudo.

Fonte: Folha Online

Está cada vez mais difícil garantir o rótulo de fonte de energia ambientalmente “verde” aos biocombustíveis, por conta dos crescentes questionamentos sobre os possíveis efeitos danosos de sua produção, segundo afirma artigo publicado nesta segunda-feira pelo diário espanhol El País.

“A culpa é do crescente número de especialistas, investigadores e ecologistas que questionam a sua capacidade para reduzir as emissões de CO² e falam dos efeitos do desmatamento e do aumento das desigualdades que podem causar”, observa o jornal.

A reportagem comenta que, pela segunda vez no ano, a Comissão Européia teve que sair à defesa de sua norma que prevê um gradual aumento no uso de biocombustíveis para o transporte - chegando a 5% em 2010 e 10% em 2020 -, diante de críticas da Grã-Bretanha.

“Na última vez, Robert Watson, assessor de meio ambiente do primeiro-ministro Gordon Brown, recomendou ao governo britânico que estabelecesse uma moratória na aplicação das cotas estabelecidas pela União Européia e questionou seriamente a contribuição dos biocombustíveis para a redução das emissões de CO²”, diz o texto.

“Graves impactos”

Segundo o jornal, “outros especialistas em questões ambientais, numerosos centros de investigação e universidades e a maior parte dos grupos ecologistas e de defesa dos direitos humanos emitem diariamente declarações e documentos nos quais afirmam que os biocombustíveis não contribuem para lutar contra a mudança climática, que provocam graves impactos ambientais em regiões de alto valor ecológico (Indonésia e América do Sul, principalmente), que alteram o preço dos alimentos e que estabelecem um modelo agrícola de exploração do trabalho e alta dependência de grandes multinacionais”.

A reportagem relata que um fórum de discussões da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento da Europa) reconheceu que “o rápido crescimento no uso dos biocombustíveis de primeira geração repercutiu no preço dos alimentos e é um tema de preocupação em vários países”, mas também “falava de seus benefícios”.

Segundo o jornal, “trata-se de uma constante troca de acusações e apoios que mantêm o setor em pé-de-guerra, especialmente na Europa”.

O El País conclui dizendo que, apesar de tudo, as pesquisas para melhorar os biocombustíveis “seguem adiante e avançam”.

Um relatório elaborado pelos dois líderes da diplomacia da União Européia afirma que a mudança climática poderá desencadear, na próxima década, uma série de conflitos globais e causar uma onda de migração.

Escrito pelo Alto Representante da União Européia, Javier Solana (foto acima), e pela comissária de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, o documento servirá de base para um debate sobre possíveis medidas para combater o aquecimento global, o principal assunto da cúpula de chefes de Estado europeus que será realizada nesta semana em Bruxelas.

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Para tentar provar que investir em um meio ambiente sustentável pode ser um grande negócio, a Organização das Nações Unidas (ONU) reúne até sexta-feira (22), em Mônaco, ministros de Estado, cientistas, ambientalistas e empresários de mais de cem países. A conferência ”Mobilizando Finanças contra o Aquecimento Global”, a maior já patrocinada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnue) desde a Conferência do Clima, em Bali, em dezembro, vai tentar traçar o custo financeiro daquela que vem sendo chamada “low carbon society”.

A idéia da sociedade de “economia verde” ganhou impulso desde a realização do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), no ano passado. De acordo com a comunidade científica, os governos precisarão gastar entre 0,2% e 3% do PIB mundial para estabilizar as emissões de gases causadores do aquecimento global até 2030 - algo entre US$ 44,6 bilhões e US$ 89,2 bilhões por ano, segundo números do Banco Mundial.

O raciocínio da conferência é demonstrar que reduzir emissões de gás carbônico, controlar o uso de poluentes químicos e investir em energias renováveis é, mais do que uma proposta ambientalista, uma oportunidade de negócios. “Bilhões de dólares estão sendo investidos em fontes renováveis de energia e centenas de instituições com orçamento de trilhões de dólares estão endossando investimentos que refletem as preocupações governamentais e sociais”, diz Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU. O Brasil será representado pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.

Fonte: Folha Online

O governo da Nova Zelândia anunciou nesta terça-feira (12), medidas no setor energético para conseguir seu objetivo de reduzir drasticamente a emissão de gases que causam o efeito estufa, informou o jornal local The New Zealand Herald.

As duas principais medidas são a diminuição das emissões de gases por parte do transporte comercial e uma legislação para que em 2012 os biocombustíveis respondam por pelo menos 3,4% dos combustíveis utilizados no país.

A primeira-ministra neozelandesa, Helen Clark, declarou no Parlamento que seu país “tem de se transformar em parte da solução para o maior problema do mundo e não ser um dos últimos a responder”.

Helen se referiu à campanha que ocorre na Europa e na qual os consumidores adquirem produtos locais para evitar a emissão de gases provocada pelo transporte de mercadorias procedentes de pontos distantes.

A Nova Zelândia estipulou como objetivo eliminar totalmente em 2040 a emissão de gases do efeito estufa no setor do transporte, e na indústria elétrica em 2025.

Fonte: Estadão Online

“Não há biocombustível sustentável, a não ser óleo de cozinha usado”, afirma o colunista George Monbiot (foto) em artigo publicado no diário britânico The Guardian, nesta terça-feira (12/2/08).

Segundo o colunista, os governos, que “não dão ouvidos nem aos geólogos, nem aos ambientalistas”, dificilmente poderão “ignorar os capitalistas”, citando um relatório publicado pelo Citibank na semana passada, que afirma que será difícil aumentar a produção de petróleo, particularmente a partir de 2012.

O relatório, segundo Monbiot, diz que apesar das novas perfurações já planejadas para os próximos anos, “existe o medo de que a maior parte desta produção não será suficiente para contrabalançar os altos níveis de declínio da produção atual”.

Segundo Monbiot, o governo britânico não parece ter nenhum “plano B” para lidar com a falta de combustível, ao contrário da Comissão Européia, que teria um plano “desastroso”.

“A Comissão reconhece que ‘a dependência do petróleo do setor de transporte… é um dos problemas mais sérios de insegurança nos suprimentos de energia enfrentados pela União Européia’. Em parte para diversificar os suprimentos de combustível, em parte para cortar as emissões dos gases causadores de efeito estufa, ela ordenou os Estados membros a garantir que até 2020 10% do petróleo queimado por nossos carros terão que ser substituídos por biocombustíveis”, diz Monbiot.

Para o colunista, isso não vai resolver a falta de petróleo e poderá criar outros problemas ainda maiores na área ambiental.

Monbiot diz que a própria Comissão Européia já impôs regras afirmando que eles não deverão ser produzidos a partir da destruição de florestas ou outros habitats, já que isso poderia aumentar ainda mais a emissão de gás carbônico.

A Comissão também exige que as culturas de matérias-primas para os biocombustíveis não destruam a biodiversidade de ecossistemas.

“Parece bom, mas há três problemas. Se os biocombustíveis não puderem ser produzidos em habitats virgens, eles precisam ser confinados às terras cultivadas já existentes, o que significa que toda vez que enchermos o tanque do carro, estaremos tirando comida da boca de outras pessoas.

“Isso, por sua vez, aumenta o preço dos alimentos, o que encoraja os fazendeiros a destruir habitats virgens para plantar.”

Segundo o autor, o terceiro problema é o “custo de carbono” - extremamente alto - da produção de biocombustíveis, descrito recentemente em dois novos relatórios.

“Mesmo a fonte mais produtiva (de biocombustível), a cana-de-açúcar plantada nas savanas do centro do Brasil, cria um débito de carbono de 17 anos. Como os maiores cortes nas emissões de gás carbônico têm que ser feitos agora, o efeito líquido desta cultura é exacerbar as mudanças climáticas.”

Para Monbiot, a única maneira de evitar esses problemas é usando restos de cultivos como matéria-prima para os biocombustíveis, mas mesmo isso também não seria uma solução, já que esses restos são essenciais na manutenção da terra agrícola.

“Tirando a gordura usada para fritar batatas, não existe algo como um biocombustível sustentável”, afirma o colunista.

“Todas essas soluções apresentadas foram criadas para evitar uma mais simples: reduzir o consumo de combustível para transporte. Mas essa exige o uso de uma commodity diferente. Os suprimentos globais de coragem política parecem, infelizmente, ter alcançado seu ápice há algum tempo.”

Fonte: Estadão Online

As mudanças climáticas estão tornando mais difícil para muitas pessoas o acesso à água potável e aos alimentos, além de estarem disseminando doenças como a malária e a dengue, afirmou na segunda-feira (21) a maior agência de ajuda humanitária do mundo.

A Federação Internacional das Sociedades Cruz Vermelha e Crescente Vermelho (IFRC) está pedindo aos doadores da comunidade internacional uma ajuda de 292 milhões de dólares por ano para 2008 e 2009 a fim de ajudar várias comunidades a se protegerem contra as ameaças do aquecimento global.

“A mera resposta (aos eventuais desastres) não é mais suficiente”, afirmou Markku Niskala, secretário-geral da federação. O atendimento médico e o enfrentamento de desastres compõem quase 75 por cento do pedido de ajuda.

As 186 sociedades nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho espalhadas pelo mundo prometeram em uma conferência realizada em novembro aumentar a ajuda para os grupos mais vulneráveis às mudanças climáticas.

O fenômeno, segundo cientistas, está relacionado com as emissões de gases vindas de carros, fábricas e usinas de energia.

Fonte: Ambiente Brasil, citando matéria do “Estado de S.Paulo”.

O site Ambiente Brasil reuniu vários artigos publicados em torno da temática sobre a sustentabilidade. O debate foi marcado por muitas polêmicas, como não poderia deixar de ser, mas há o marco positivo nisso tudo, que é o de se aumentar as discussões em torno de um tema que deve ser a pauta política principal de todos os países.

Clique aqui e leia o que foi destaque em 2007 sobre o assunto.


Fonte: Folha Online

Se o resto do mundo não fizer nada e o Brasil parar totalmente o desmatamento, aquela possibilidade de savanização continua exatamente a mesma”, diz o pesquisador Antonio Manzi, gerente-executivo do projeto LBA (Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

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Fonte: Estadão Online

Milhões de pessoas correm o risco de enfrentarem doenças como a malária e a diarréia em um mundo mais quente e assolado por ondas de calor e falta d’água, disse na quinta-feira (13) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Especialistas em questões climáticas afirmam que as temperaturas e as ondas de calor farão aumentar o número de mortes relacionadas com o calor, ao passo que uma maior concentração de ozônio decorrente da poluição se traduzirá em um número maior de pessoas sofrendo de doenças cardiorrespiratórias.

Um mundo mais quente significaria ainda a disseminação de doenças patogênicas transmitidas por insetos como a malária e a dengue.

“Alguns dos males que mais provocam mortes possuem uma íntima relação com o clima”, disse, na conferência do clima realizada em Bali, Maria Neira, diretora da área de saúde pública e meio ambiente junto à OMS.

“Estamos preocupados com a subnutrição relacionada com a escassez de produtos agrícolas, estamos preocupados com a diarréia decorrente da falta d’água e de redes de esgoto, e estamos preocupados com um aumento dos casos de dengue e malária e com o surgimento dessas doenças em áreas onde antes estavam ausentes”, afirmou.

Neira afirmou durante a conferência que um aumento na temperatura média de 1 grau Celsius significaria um aumento de 8 por cento no número de casos de diarréia.

As mudanças climáticas também devem fazer crescer entre 50 e 60 por cento a parcela da população mundial exposta à dengue.

O encontro realizado em Bali, de 3 a 14 de dezembro, sob o comando da Organização das Nações Unidas (ONU), pretende dar início a um processo de dois anos de negociação ao final dos quais o mundo assinaria um novo pacto de combate às mudanças climáticas.

Fonte: Estadão Online

Tomadores de decisão com influência sobre a questão das mudanças climáticas acreditam pouco nos biocombustíveis como uma tecnologia capaz de reduzir as emissões de gases que provocam o aquecimento global, segundo uma pesquisa feita pela organização internacional IUCN, ou União Mundial pela Conservação.

A pesquisa, divulgada nesta terça-feira (11) em Bali, na Indonésia, durante a reunião da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC), indica que esses tomadores de decisão confiam mais nas bicicletas do que nos biocombustíveis como forma de combater o aquecimento global.

A IUCN ouviu mil integrantes de governos, de organizações não governamentais e do setor industrial de 105 países.

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Os habitantes de países pobres correm risco muito maior de ser vítimas de catástrofes climáticas do que os de países com renda elevada, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008 do PNUD, intitulado “Combater a mudança do clima: solidariedade humana em um mundo dividido”.

Com base em dados do Escritório de Ajuda a Desastres no Exterior, ligado ao governo norte-americano, o estudo conclui que o impacto nas nações pobres é 78 vezes maior: a cada 19 moradores de países em desenvolvimento, 1 foi vítima de tragédias como secas, tsunamis e furacões entre 2000 e 2004. Nos países desenvolvidos, o número é de 1 a cada 1.500.

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Fonte: Yahoo!

A conferência das Nações Unidas sobre mudança climática fechou sua primeira semana com otimismo, mas sem decisões claras e com uma forte rejeição dos países em desenvolvimento a um compromisso para a redução de suas emissões, como reivindicam algumas nações desenvolvidas.

“Está muito claro que os países em desenvolvimento não estão dispostos a aceitar metas de redução de emissões de cumprimento obrigatório”, disse Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), em entrevista coletiva concedida em Bali.

Apesar disso, Boer avaliou positivamente o andamento da conferência.

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Fonte: BBCBrasil.com

Um tratado que possa substituir o Protocolo de Kyoto deve estar, nos próximos anos, no centro do debate internacional sobre como enfrentar o aquecimento global.

O documento, criado em 1997 na cidade japonesa que deu nome ao acordo, estabelece metas para a redução de gases poluentes que, acredita-se, estejam ligados ao aquecimento global e tem data para expirar: 2012.

Segundo o tratado, apenas 30 países industrializados estão sujeitos a essas metas. O Brasil ratificou o acordo, mas não teve de se comprometer com metas específicas porque é considerado país em desenvolvimento.

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O plantio de vegetação nativa no Brasil deve saltar de 320 mil para 500 mil hectares por ano com as licitações para manejo sustentável permitidas pela Lei de Gestão de Florestas Públicas. A estimativa é do diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Tasso Azevedo, que participou do Seminário sobre Gestão de Florestas Públicas, realizado em Brasília.

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O Brasil já plantou 16 milhões de árvores neste ano e garantiu uma vaga entre os maiores reflorestadores do mundo, de acordo com a Unep, a agência ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU).

As informações fazem parte da iniciativa da ONU de plantar 1 bilhão de árvores em 2007 - proposta pela ambientalista queniana Wangari Maathai, ganhadora do Nobel da Paz de 2004 - e já superada no ano.

A agência informou que mais de 1,5 bilhão de árvores foram plantadas.

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Fonte: Agência Brasil

Os países ricos são responsáveis por 70% dos gases causadores do efeito estufa lançados na atmosfera, enquanto os países pobres respondem por 2% e as nações em desenvolvimento, por 28%.

As informações constam do Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), lançado dia 27/11 no Palácio do Planalto.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na quarta-feira (21) o decreto que institui uma comissão de 16 ministérios para elaborar o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que deve ser concluído até 30 de abril do ano que vem, em versão preliminar. O plano foi prometido pelo presidente em setembro, nas Nações Unidas. A idéia inicial era ter algo consolidado até a conferência da ONU sobre o clima, em dezembro, em Bali.

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As indústrias no mundo estão emitindo carbono na atmosfera em níveis nunca antes registrados, e os países têm poucos anos para reverter essa tendência e evitar mudanças climáticas calamitosas. Essa afirmação foi feita nesta terça-feira (20) pelo secretário-executivo da Convenção da ONU para a Mudança Climática, Yvo de Boer.

No total, os países industrializados conseguiram reduzir a emissão de gases do efeito estufa durante a década de 90, mas a tendência se reverteu em 2000. As emissões vem crescendo desde então, atingindo praticamente um recorde em 2005.

“As emissões estão crescendo de uma forma preocupante”, afirmou Boer.

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Parceria EPTV e Embrapa Monitoramento por Satélite

 

O website é baseado numa compilação de informações, documentos e referências veiculados nos mais variados meios de comunicação sobre o tema Aquecimento Global e Mudanças Ambientais, disponíveis em um mesmo ambiente. Ele foi construído no âmbito da parceria estabelecida entre a Embrapa Monitoramento por Satélite, através do programa “Embrapa & Escola”, e o “EPTV na Escola”.

A idéia do website é expandir a relação entre a pesquisa, a Embrapa, estudantes e professores, oferecendo um conteúdo variado e dinâmico, sendo um canal de alimentação sobre o que for noticiado neste assunto, acessível para todo o tipo de usuário e sujeito a reflexões e discussões conjuntas.

Link: http://www.aquecimento.cnpm.embrapa.br/

Ao longo de 2007, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) se tornou uma das referências mais citadas nas discussões sobre mudança climática. O órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou quatro capítulos que, juntos, formam um relatório completo sobre o aquecimento global hoje.

O documento gerou tanta repercussão que, no fim do ano, o comitê de premiação do Nobel decidiu dedicar o honroso Prêmio Nobel da Paz ao IPCC - junto com o ex-vice-presidente americano Al Gore -, por seu trabalho de conscientização da comunidade e dos líderes internacionais para o problema e as conseqüências da mudança climática.

Entenda algumas das principais questões envolvendo o IPCC e suas descobertas:

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Fonte: JB Online 

O ex-vice-presidente americano Al Gore, ganhador do Prêmio Príncipe de Astúrias de Cooperação Internacional, afirmou nesta quinta-feira (25) que o futuro da humanidade, ameaçado pela mudança climática, “é uma questão moral, e não um jogo político” e espera que os governos de todo o mundo entendam isso.

Em uma entrevista coletiva oferecida na cidade espanhola de Oviedo, Al Gore, que receberá nesta sexta-feira (26) o Prêmio Príncipe de Astúrias de Cooperação Internacional das mãos do príncipe Felipe de Borbón, agradeceu a concessão deste prêmio, que considera uma “enorme honra”.

Diante das críticas recebidas de alguns setores a sua campanha de conscientização contra a mudança climática, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos defendeu os conteúdos do documentário “Uma Verdade Inconveniente”, no qual alerta sobre esses riscos, e assegurou que se baseia em princípios científicos.

Sobre a possibilidade de se apresentar como candidato pelo Partido Democrata à Presidência de seu país, disse que não tem “nenhuma intenção” de fazer isso, mas não descartou que, no futuro, possa retomar sua atividade política.

Fonte: Estadão Online

A ONU escolheu o Brasil como sede do lançamento do Relatório do Desenvolvimento Humano 2007. Neste ano, o documento do Pnud - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento tem como tema a mudança climática e será apresentado no dia 27 de novembro, em Brasília.

Um dos objetivos do lançamento no Brasil é reforçar a importância do país nas discussões sobre o clima e sobre a relação entre o tema e o combate à pobreza. Na abertura, o documento traz uma epígrafe do líder sindical de seringueiros da Amazônia e ativista ambiental Chico Mendes, assassinado em 1988.

A tradução do título em inglês do relatório é “Enfrentando a Mudança Climática: Solidariedade em um Mundo Dividido”.

Na página de promoção do relatório na internet, o Pnud diz que a mudança climática é o maior desafio enfrentado pela humanidade no início do século 21 e que um fracasso nessa área abre a perspectiva de retrocessos sem precedente no desenvolvimento humano.

O relatório de 2006 teve como tema a crise global de água e foi lançado na Cidade do Cabo, na África do Sul.

O lançamento do relatório em Brasília será precedido de uma visita ao país do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que deverá se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ban Ki-moon deve passar pelo país entre 11 e 13 de novembro, em escala de uma viagem que incluirá ainda Argentina e Chile.



Por Yahoo!Brasil Notícias

Brasil, México, Chile e Argentina devem sediar encontros para formação de “líderes” sobre a mudança climática em 2008, anunciou nesta quinta-feira (1 8) o movimento liderado pelo ex-vice-presidente dos EUA Al Gore.

O diretor do Projeto Climático na Espanha, da Alliance for Climate Protection de Gore, Juan Verde, apresentou nesta quinta-feira em Sevilha o projeto de encontros de cúpula e disse que a intenção é realizar “pelo menos” quatro encontros de capacitação na região ibero-americana, inclusive o Brasil, no ano que vem.

“Nossa intenção é desenvolver o projeto por toda a região ibero-americana. Já estamos em negociações muito avançadas com diferentes grupos de ativistas e fundações privadas para coordenar estes eventos”, acrescentou.

Verde ressaltou que o Brasil, a América Latina e a África “têm papel muito importante” sobre a mudança climática porque são “muito afetados”.

Ele lembrou que o continente americano tem sofrido cada vez mais e maiores catástrofes naturais “que estão tendo um impacto direto” em seu desenvolvimento econômico e social.

“Há uma relação direta entre a mudança climática e o desenvolvimento cultural e econômico. Estes países podem apresentar soluções significativas para o problema”, acrescentou.

A região ibero-americana pode ser um cenário idôneo para o desenvolvimento de tecnologias adequadas contra a mudança climática, como energias renováveis, que evitem investir em infra-estruturas proibidas ou desprezadas nos países desenvolvidos por seu caráter poluidor.

A participação nos encontros será para candidatos selecionados que receberão formação sobre a mudança climática e se comprometerão a divulgar gratuitamente o movimento liderado por Al Gore.

O primeiro Encontro Espanhol de Cúpula em Mudança Climática acontecerá na cidade de 26 a 28 de outubro e será o quarto organizado no mundo. Estados Unidos, Reino Unido e Austrália já realizaram eventos similares.

O secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (Saic) do Ministério do Meio Ambiente, Hamilton Pereira, apresentou na segunda-feira (15), no Senado Federal, algumas das iniciativas de educação ambiental implementadas pelo governo brasileiro para enfrentar o problema das mudanças climáticas - entre elas a criação da Saic; a realização da 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, no ano que vem; a instituição, pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do órgão gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA); e a busca de capilarização em todas as regiões e setores do País, por meio dos coletivos educadores, potencializando as iniciativas já existentes. A apresentação ocorreu na Sala 3 da Ala Alexandre Costa, no Anexo II do Senado, em Audiência Pública de Educação Ambiental na Comissão Mista Especial destinada a acompanhar, monitorar e fiscalizar as ações referentes às mudanças climáticas no Brasil.”Para nós, do Ministério do Meio Ambiente, é de fundamental importância esse espaço de diálogo institucional”, disse o secretário - ao lembrar que, no passado, o Brasil “educou gerações e gerações a partir de uma percepção de que os recursos naturais eram infinitos”. E enfatizou: “Ao longo do século 20, glorificamos a megabiodiversidade brasileira, mas não cuidamos de preservá-la”. Hoje, porém, ao retomar um novo ciclo de desenvolvimento, o secretário expôs o que vê como o “triplo desafio” a ser enfrentado pelo País: “em primeiro lugar, retomar o crescimento inclusivo, distribuidor de renda; em segundo, preservar e aprofundar as conquistas democráticas dos últimos 30 anos; e, em terceiro, incluir a sensibilidade ambiental que faltou aos ciclos anteriores”. “É necessário que o Estado brasileiro reconstitua os seus instrumentos para que se possa fixar, de maneira estruturante, a questão da sensibilidade socioambiental no País”, concluiu.

Também participou da audiência o diretor de Educação Ambiental do MMA, Marcos Sorrentino. Em sua apresentação, citou a importância do órgão gestor da PNEA: “Ele se destaca como uma iniciativa transversal, que busca sinergizar os poucos recursos disponíveis para a educação ambiental”. Sorrentino lembrou que, nos últimos quatro anos, o governo desenhou o Sistema Nacional de Educação Ambiental (Sisnea), “hoje em debate junto à sociedade brasileira”.

Estavam presentes também a coordenadora-geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação, Rachel Trajber; a especialista em Educação Ambiental Eda Tassara; e a coordenadora-geral da organização não-governamental Instituto Ecoar para Cidadania, Miriam Duailibi - representantes, respectivamente, do governo, da academia e da sociedade civil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou autoridades e empresários da África a participarem do projeto de biocombustíveis. Em Burkina Faso, Lula disse que os biocombustíveis democratizam o “acesso à energia sustentável”.

“Ao mesmo tempo, estaremos combatendo o impacto do aquecimento global, que atinge desproporcionalmente os países mais pobres. E, isso, sem colocar em risco a segurança alimentar. É o que demonstra a experiência do Brasil”, disse Lula em um seminário em Burkina Faso.

O presidente Lula voltou a defender a expansão dos biocombustíveis na abertura de um encontro empresarial em Burkina Faso. “O álcool e o biodiesel são a alternativa energética para um planeta ameaçado pelos efeitos da mudança climática e pela alta no preço do petróleo. Para países pobres, essa aposta representa geração de empregos e renda, autonomia energética e aumento de exportações.”

Lula também negou que o cultivo de cana para a produção de álcool possa colocar em risco a segurança alimentar. “Jamais defenderia projetos que tirassem alimentos da mesa dos trabalhadores. O debate sobre a relação entre biocombustíveis e segurança alimentar é necessário, mas deve ser feito com critério. A experiência brasileira mostra que a produção de biocombustíveis não afeta a segurança alimentar.”

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