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Violência mata 1 pessoa a cada 6 minutos
Taxas de homicídio e acidente de trânsito têm recuado, e as de suicídio estabilizam-se, mas governo considera quadro epidêmico.
30% das empresas expõem código de ética
Das 500 maiores empresas em faturamento que atuam no Brasil, 148 divulgam o documento em seu site nacional, aponta estudo.
Governo premia projetos pró-Bolsa Família
Concurso do Ministério do Desenvolvimento Social destacará ações de cidades e Estados para melhorar cadastro e fiscalização do programa.
Livro vai analisar transferência de renda
Publicação que está sendo preparada pelo Centro Internacional de Pobreza vai se debruçar sobre programas da América Latina e da África.
ONU ajuda a recuperar Chernobyl até 2016
No 22º aniversário do maior acidente nuclear da história, PNUD lança plano que atrela políticas de saúde e desenvolvimento econômico.

A atual crise nos preços dos alimentos, que está colocando o planeta em polvorosa, tem pouquíssima relação com a capacidade do planeta para produzir comida. Para especialistas em produção agropecuária e ambiente, há uma enorme margem de manobra para aumentar a produtividade em áreas que já servem para plantar e criar animais. E abrir novas frentes agrícolas não vai necessariamente aliviar a situação, já que, nas últimas décadas, a produção cresceu sem que houvesse um aumento correspondente na área plantada ou usada para pecuária.
“O que eu posso garantir é que, com a área agrícola disponível hoje no planeta, sem abrir nenhum hectare novo de lavoura ou pasto, dá e sobra para alimentar a população mundial. E digo que ainda sobra um bocado de área para produzir biocombustíveis”, resume Luis Fernando Laranja da Fonseca, coordenador do Programa de Agricultura e Meio Ambiente da ONG WWF-Brasil.
“Conforme a população mundial foi crescendo, até chegar a cerca de 3 bilhões [nos anos 1960], a área agrícola do mundo aumentou na mesma proporção”, conta o britânico Stuart Pimm, biólogo da Universidade Duke, nos Estados Unidos. “No entanto, quando a população dobrou e chegou a 6 bilhões, a área usada para agricultura e pecuária ficou mais ou menos inalterada, no nível que tinha alcançado quando havia 3 bilhões de pessoas no mundo, ou seja, cerca de 15 milhões de quilômetros quadrados.”
Menos área por cabeça
Para ser mais exato, diz Fonseca, em 1965 a relação entre terra produzindo comida e seres humanos consumindo essa comida era de 1,3 hectare agrícola por pessoa, enquanto hoje essa relação caiu para 0,7 hectare. Além disso, o consumo de calorias por cabeça também cresceu - de menos de 2.400 kcal por dia para quase 3.000 kcal diárias no mesmo período. O aumento da eficiência agropecuária, portanto, é indiscutível.
Para o pesquisador do WWF, é difícil estimar o potencial máximo da agropecuária moderna para alimentar a população mundial, principalmente porque é impossível prever os caminhos que a produção vai tomar — diferentes culturas e rebanhos podem ser mais ou menos eficientes para colocar comida na mesa. No entanto, dados sobre a produção de alimentos no Brasil sugerem que o potencial para melhora ainda é significativo.
“Pegue a pecuária extensiva brasileira, por exemplo. Em um hectare, ela produz cerca de 40 kg de carne por ano. Nesse mesmo hectare, é possível colher 2.800 kg de soja anualmente”, compara Fonseca. A equação ainda vale mesmo quando se considera o aumento da demanda por proteína animal no mundo. Trata-se de um fenômeno universal: toda vez que há ascensão social e crescimento econômico em países emergentes (o caso mais recente é o da China), a população busca comer mais carne, ovos e laticínios.
“Em muitos casos, você não perde a eficiência se decidir produzir proteína animal usando o farelo de soja como ração. O frango tem altíssima capacidade de conversão energética, por exemplo - com 1,5 unidade de proteína vegetal, você consegue 1 unidade de proteína de frango. No caso do porco, essa conta é de 2 unidades de proteína vegetal para 1 unidade de carne suína. Tudo é uma questão do tipo de proteína animal que você quer produzir”, afirma o pesquisador do WWF-Brasil.
No caso brasileiro, a imensa maioria das terras aráveis - uns 200 milhões de hectares - vão para a pecuária, enquanto pouco mais de um quarto disso fica nas mãos da agricultura. Alterações nesse balanço ou a intensificação da pecuária, quase sempre extensiva por aqui, poderiam aumentar dramaticamente a produtividade nacional.
Espaço para crescer?
Se as oportunidades para aumentar a eficiência agropecuária são inquestionáveis, o mesmo não vale para o crescimento da área plantada. Stuart Pimm lembra que, dos atuais 15 milhões de quilômetros quadrados usados para a produção de alimentos, 2 ou 3 milhões recebem menos de 500 milímetros cúbicos de chuva por ano. “Isso nos diz que a terra agricultável já é bastante marginal [ou seja, não oferece condições agrícolas ideais]“, afirma ele.
E significaria também que as áreas ainda por ocupar também têm um potencial agrícola bastante baixo. “Um exemplo: por que os brasileiros não produzem mais nas terras que foram desmatadas na mata atlântica? Bem, uma maneira de responder isso é levar em consideração que eu acabei de ajudar alguns amigos brasileiros a comprar 150 hectares de pastagem e doar a terra ao Instituto Chico Mendes [órgão conservacionista do governo federal]. Conseguimos fazer isso porque essas pastagens têm um solo tão ruim que nunca vai ser possível plantar algo valioso nelas, e portanto a terra é barata”, conta Pimm.
Fonseca concorda que muitas das terras hoje não ocupadas pela agropecuária são marginais, mas lembra que outro ponto importante é a necessidade ambiental de preservá-las, mesmo se forem potencialmente úteis. Em boa medida, a produtividade agrícola depende da preservação de áreas naturais, capazes de prover os chamados serviços ambientais: renovação dos recuros hídricos, manutenção do solo e polinização, entre outros fatores cruciais. Se fosse possível transformar todas as terras do planeta em fazendas, o mais provável é que elas entrassem em colapso produtivo justamente por não contar com esses serviços, providenciados “de graça” pelos ambientes naturais.
Fonte: Reinaldo José Lopes / G1

O ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan fez um apelo neste sábado por mais investimentos aos governos para evitar a crise alimentar.
Para Annan, os atuais distúrbios em países como o Haiti se estenderão ainda por certo tempo, devido à alta dos preços do arroz, do trigo e do milho, por exemplo.
A demanda por produtos básicos para a produção de biocombustíveis e o preço do petróleo são os dois fatores principais que levaram à disparada dos preços, explicou Annan.
“Os governos devem se concentrar na agricultura e implantar políticas que apóiem o desenvolvimento rural. A agricultura também cria muitos postos de trabalho, e deveríamos ajudar os criadores de animais a aumentar sua produção”, disse Annan, que atualmente dirige a fundação Aliança para a Revolução Verde na África (AGRA).
“A curto e médio prazo, os problemas continuarão e os governos devem estar preparados e se organizar para ajudar, porque a pressão sobre os pobres vai crescer”, afirmou.
Fonte: Yahoo!

Dinheiro de países emergentes investido nos EUA poderia reduzir pobreza se ficasse com nações em desenvolvimento, diz estudo.
Fonte: PNUD Brasil - Boletim nº 487 - Terça-feira, 01 de abril de 2008 | Clique aqui para ler a matéria completa.

Com soluções simples, 37 municípios brasileiros oferecem ensino fundamental público de boa qualidade ou, pelo menos, muito melhor do que seria de se esperar, dadas as condições de pobreza da população e a falta de recursos. A lista foi elaborada pelo Ministério da Educação (MEC) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
As cidades não são as que têm o mais alto Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador que orienta o plano do governo com metas de qualidade até 2021. Entraram na lista os municípios que, apesar das condições socioeconômicas desfavoráveis, oferecem ensino bom o suficiente para ficar acima da média nacional no Ideb.
Em outras palavras, o estudo premia o milagre do bom senso. Afinal, essas redes municipais fazem o que deveria ser a regra em toda escola pública: focar na aprendizagem do aluno. O resultado é certeiro: onde tudo gira em torno da obsessão de que os estudantes aprendam… não é que isso acontece?
O estudo “Redes de aprendizagem” buscou responder à seguinte questão: O que essa rede faz para garantir o direito de aprender?
O governo e o Unicef querem que a experiência sirva de exemplo para o resto do país. Em comum, as 37 redes municipais têm dez pontos: foco na aprendizagem, atuação como rede, planejamento, avaliação, perfil do professor, formação do corpo docente, valorização da leitura, atenção individual ao aluno, atividades complementares e parcerias.
Fonte: blog “Educação à Brasileira”, de Demétrius Weber, no O Globo Online. | Veja aqui a relação das cidades.

Um censo demográfico realizado em Bel Air, em Porto Príncipe, capital do Haiti, mostrou que mais de 13 mil crianças e adolescentes foram enviados para casas de familiares situadas fora da região durante fase de conflito. Durante o período de levantamento, mais de 40 recenseadores pesquisaram cerca de 32 mil pessoas em aproximadamente 10 mil domicílios.
Fonte: site ComunidadeSegura.org | Leia aqui a matéria completa.

Estudo afirma que, no acesso à educação, a origem social influencia mais do que a raça, embora peso da discriminação seja relevante.
A desigualdade de acesso à educação entre negros e brancos no Brasil se deve mais à origem social do que à discriminação de cor. Entretanto, o preconceito também influencia a diferença. Essa é uma das conclusões de um estudo feito pelo Centro de Internacional de Pobreza, uma instituição de pesquisa do PNUD, resultado de parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas).
Fonte: PNUD Brasil | Clique aqui para ler a matéria completa.

O jornal britânico Financial Times adverte em editorial publicado nesta terça-feira (27/2) que o progresso alcançado entre 1990 e 2005 no combate à fome, principalmente entre as crianças, está ameaçado pela alta do preço dos alimentos, impulsionada, entre outros fatores, pelos subsídios pagos à produção de biocombustível.
Segundo o FT, o preço de commodities como trigo, soja e milho duplicaram, ou até triplicaram nos últimos anos. “O resultado é pobreza - para milhões, a duplicação do preço significa escassez - e o aumento da desnutrição.”
“Enquanto os recentes aumentos de preços dificilmente serão permanentes, os produtores deveriam parar de gastar alimentos subsidiando biocombustíveis e dar ao Fundo para Alimentação da ONU (FAO) os recursos que ele necessita para distribuir calorias para aqueles que não podem lidar com o problema sozinhos.”
O FT afirma que muitos dos fatores que provocaram a alta dos alimentos são temporários, “mas a maior mudança estrutural são os biocombustíveis. No espaço de alguns anos, os Estados Unidos destinaram cerca de 40 mil toneladas de milho para a produção de bioetanol - cerca de 4% da produção global de grãos. Este rápido crescimento é em grande parte resultado dos subsídios - que têm que ser cortados”.
“Os benefícios ambientais do bioetanol de milho são ambíguos, na melhor das hipóteses, e não deveriam ser favorecidos em detrimento da plantação de milho para fins alimentares.”
‘The Guardian’ - O jornal britânico The Guardian também comenta o aumento dos preços em editorial nesta terça-feira, afirmando que alta do trigo anunciada na segunda-feira normalmente passaria despercebida, mas “ela é apenas o mais recente sinal de que a longa era de comida barata finalmente acabou. O fim chega ao final de um mês em que as implicações começam a ser sentidas em todo o mundo”.
O Guardian comenta o pedido da FAO, que, segundo o jornal, precisa urgentemente arrecadar novos fundos para continuar distribuindo ajuda.
“Os efeitos da alta no preço de alimentos são ainda mais sérios porque é algo com que o mundo se desacostumou. Por um quarto de século, depois de meados dos anos 70, novas tecnologias e o livre comércio se combinaram para tornar os alimentos quase que continuamente mais baratos.”
O jornal afirma que o preço do trigo caiu mais de 80% entre 1973 e 2000, levando-se em conta a inflação, e agora está mais do que o dobro do preço de alguns anos atrás.
“Se a tendência continuar, o pão e manteiga da política mundial poderá virar pão e manteiga de verdade, mais uma vez. É nos países pobres, no entanto, que os efeitos são mais graves: o custo da comida, pode ser frequentemente contado em vidas humanas.”
O editorial também afirma que os subsídios aos biocombustíveis, “particularmente nos Estados Unidos”, estão causando distorções no mercado global de alimentos.
Fonte: Estadão Online

Programa do governo pretende implantar ações conjuntas entre ministérios para beneficiar 2 milhões de famílias pobres em 2008.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta segunda-feira, um programa que pretende pôr em prática 135 ações, que envolvem 15 ministérios, para tentar reduzir a desigualdade no Brasil. A iniciativa, que prevê gastos de R$ 11,3 bilhões neste ano, deve beneficiar em 2008 mais de 2 milhões de famílias de agricultores, assentados, quilombolas, indígenas e pescadores em 958 municípios, segundo o governo federal.
Fonte: PNUD Brasil | Clique aqui para ler a matéria completa.

Programa prevê oferecer R$ 160 milhões para pequenos negócios em 127 municípios da região central, selecionados de acordo com o IDH.
Fonte: Boletim PNUD Brasil | Leia aqui a matéria completa.

Fonte: PNUD Brasil
Análise indica que programa deixou pobres menos pobres e diminuiu desigualdade, mas teve pouco impacto na desnutrição e na vacinação.
Leia aqui matéria completa.

Os habitantes de países pobres correm risco muito maior de ser vítimas de catástrofes climáticas do que os de países com renda elevada, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008 do PNUD, intitulado “Combater a mudança do clima: solidariedade humana em um mundo dividido”.
Com base em dados do Escritório de Ajuda a Desastres no Exterior, ligado ao governo norte-americano, o estudo conclui que o impacto nas nações pobres é 78 vezes maior: a cada 19 moradores de países em desenvolvimento, 1 foi vítima de tragédias como secas, tsunamis e furacões entre 2000 e 2004. Nos países desenvolvidos, o número é de 1 a cada 1.500.

Fonte: G1.com.br
A crise política boliviana representa um risco muito maior ao Brasil do que a da Venezuela. O motivo: a dependência do Brasil do gás produzido no país de Evo Morales.
Para o doutor em ciência política pela USP, Gunther Rudzit, as crises na Bolívia e na Venezuela têm uma grande semelhança: ambas foram motivadas por decisões de governos neopopulistas que buscam mudar as estruturas jurídicas de seus países na construção de um regime dito socialista, sempre se apoiando no alto preço do petróleo no mercado internacional e no voto das classes mais pobres.
Leia aqui a matéria completa.

Fonte: Agência Brasil
Brasília - A maior vontade política no plano nacional e a ajuda internacional são apontados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como elementos essenciais para que os países consolidem estruturas educacionais qualificadas até 2.015. O alerta é um dos pontos do Relatório de Monitoramento Global do Educação para Todos (EPT), lançado pela entidade.
O documento diz que “as políticas de educação devem priorizar a integração, a alfabetização, a qualidade, o desenvolvimento de capacidades e os financiamentos.” Segundo a Unesco, aos governos nacionais caberia aumentar o número de salas e de professores nas escolas, ajudar financeiramente crianças de famílias mais pobres, organizar modelos flexíveis de ensino, mais adequados aos jovens que trabalham, e dar máxima prioridade à alfabetização de adultos.
Como meios para atingir os objetivos, o relatório sugere “fomentar as associações construtivas entre o estado e o setor não governamental” e o fortalecimento da capacidade de gestão em todos os níveis da administração estatal.
O programa do governo brasileiro “Bolsa Família” é citado no documento como “o mais importante dos programas de transferências [de renda] de todos os países em desenvolvimento”, por atender 46 milhões de pessoas, dentre elas 16 milhões de crianças beneficiadas por subsídios vinculados à presença nas escolas.
A Unesco faz um apelo a países doadores de recursos e organizações internacionais para que se atinja até 2010 investimentos externos anuais de US$ 11 bilhões na educação das nações mais pobres, com a destinação de mais recursos ao ensino básico. “A ajuda à educação não tem se centrado nos países mais necessitados e, além disso, só dedica um parte mínima à educação de primeira infância e aos programas de alfabetização”.
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Por Débora Yuri (Prima Pagina)
Um estudo feito por uma rede de universidades brasileiras aponta que o Brasil ainda não cumpriu a meta da ONU de reduzir pela metade, em relação a 1990, a porcentagem de pessoas que vivem em extrema pobreza, embora deva atingi-la até 2015 — prazo estipulado nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Além disso, o trabalho indica que o país ficará aquém da meta do governo federal de diminuir o indicador a um quarto no mesmo período. As duas conclusões diferem da de outro relatório, lançado em agosto pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), segundo o qual o país alcançou a meta da ONU já em 2005 e deve superar a do governo federal neste ano ou no ano que vem.
Leia a matéria completa aqui.

Fonte: Estadão Online
A ONU escolheu o Brasil como sede do lançamento do Relatório do Desenvolvimento Humano 2007. Neste ano, o documento do Pnud - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento tem como tema a mudança climática e será apresentado no dia 27 de novembro, em Brasília.
Um dos objetivos do lançamento no Brasil é reforçar a importância do país nas discussões sobre o clima e sobre a relação entre o tema e o combate à pobreza. Na abertura, o documento traz uma epígrafe do líder sindical de seringueiros da Amazônia e ativista ambiental Chico Mendes, assassinado em 1988.
A tradução do título em inglês do relatório é “Enfrentando a Mudança Climática: Solidariedade em um Mundo Dividido”.
Na página de promoção do relatório na internet, o Pnud diz que a mudança climática é o maior desafio enfrentado pela humanidade no início do século 21 e que um fracasso nessa área abre a perspectiva de retrocessos sem precedente no desenvolvimento humano.
O relatório de 2006 teve como tema a crise global de água e foi lançado na Cidade do Cabo, na África do Sul.
O lançamento do relatório em Brasília será precedido de uma visita ao país do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que deverá se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ban Ki-moon deve passar pelo país entre 11 e 13 de novembro, em escala de uma viagem que incluirá ainda Argentina e Chile.

Fonte: Agência EFE
A pobreza no país registrou queda desde 2006 e atingiu o nível mais baixo dos últimos 15 anos, segundo dois estudos divulgados nesta quarta-feira que também mostram uma redução da desigualdade social.
As análises dos estudos revelam um aumento da renda dos cidadãos em anos eleitorais - embora volte a cair no ano seguinte -, além do impacto positivo que as políticas sociais têm na diminuição da pobreza.
As conclusões se baseiam nos números recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marcelo Cortes Neri, o país passa “por um momento histórico” em termos de redução da pobreza.
Ele afirma que no ano passado diminuiu em seis milhões o número de pessoas que vivem em situação de extrema pobreza no Brasil.
No entanto, ainda há 36,2 milhões de brasileiros vivendo com até R$ 125 por mês, valor que estabelece a linha de pobreza segundo a classificação da FGV.
A medição da Fundação é mais exigente que a fixada pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da Organização das Nações Unidas. A ONU considera que as pessoas que vivem com até R$ 47 estão abaixo da linha de pobreza.
A percentagem de brasileiros que viviam em extrema pobreza era de 19,31% em 2006. Em 1993, ano anterior ao Plano Real, era de 35,31%.
Nos últimos 15 anos houve dois períodos de forte queda do nível de pobreza extrema. O primeiro entre 1993 e 1995, durante parte do mandato do então presidente Fernando Henrique Cardoso.
O segundo foi entre 2003 e 2006, no primeiro Governo Lula.
Entre os dois períodos, o nível de pobreza se manteve estagnado em aproximadamente 28%.
Há uma diminuição da taxa de pobreza extrema em anos eleitorais. E nos seguintes costuma ocorrer um aumento nos números.
O diretor da FGV, que apresentou hoje a sua análise do estudo em entrevista coletiva, acredita que 2007 “quebrará” esse argumento, com a continuidade da queda do índice.
“Há uma evidência clara” de que existe “uma política de aumento da renda em sintonia com o calendário eleitoral”, afirma.
Neri declarou que os programas governamentais, como o Bolsa Família, e o investimento em educação iniciado em Governos anteriores contribuíram para o avanço na luta contra a pobreza.
Segundo o diretor, os programas têm menos impacto eleitoral porque beneficiam crianças, mas ao mesmo tempo ajudam a melhorar o nível de vida das famílias com uma eficácia muito maior que o aumento do salário mínimo.
Ele considera “exagerado” o aumento do salário mínimo no último ano (16%). “Cada real gasto com o Bolsa Família reduz a pobreza duas vezes e meia mais que o reajuste do salário mínimo”, diz.
