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O jornal britânico Financial Times adverte em editorial publicado nesta terça-feira (27/2) que o progresso alcançado entre 1990 e 2005 no combate à fome, principalmente entre as crianças, está ameaçado pela alta do preço dos alimentos, impulsionada, entre outros fatores, pelos subsídios pagos à produção de biocombustível.
Segundo o FT, o preço de commodities como trigo, soja e milho duplicaram, ou até triplicaram nos últimos anos. “O resultado é pobreza - para milhões, a duplicação do preço significa escassez - e o aumento da desnutrição.”
“Enquanto os recentes aumentos de preços dificilmente serão permanentes, os produtores deveriam parar de gastar alimentos subsidiando biocombustíveis e dar ao Fundo para Alimentação da ONU (FAO) os recursos que ele necessita para distribuir calorias para aqueles que não podem lidar com o problema sozinhos.”
O FT afirma que muitos dos fatores que provocaram a alta dos alimentos são temporários, “mas a maior mudança estrutural são os biocombustíveis. No espaço de alguns anos, os Estados Unidos destinaram cerca de 40 mil toneladas de milho para a produção de bioetanol - cerca de 4% da produção global de grãos. Este rápido crescimento é em grande parte resultado dos subsídios - que têm que ser cortados”.
“Os benefícios ambientais do bioetanol de milho são ambíguos, na melhor das hipóteses, e não deveriam ser favorecidos em detrimento da plantação de milho para fins alimentares.”
‘The Guardian’ - O jornal britânico The Guardian também comenta o aumento dos preços em editorial nesta terça-feira, afirmando que alta do trigo anunciada na segunda-feira normalmente passaria despercebida, mas “ela é apenas o mais recente sinal de que a longa era de comida barata finalmente acabou. O fim chega ao final de um mês em que as implicações começam a ser sentidas em todo o mundo”.
O Guardian comenta o pedido da FAO, que, segundo o jornal, precisa urgentemente arrecadar novos fundos para continuar distribuindo ajuda.
“Os efeitos da alta no preço de alimentos são ainda mais sérios porque é algo com que o mundo se desacostumou. Por um quarto de século, depois de meados dos anos 70, novas tecnologias e o livre comércio se combinaram para tornar os alimentos quase que continuamente mais baratos.”
O jornal afirma que o preço do trigo caiu mais de 80% entre 1973 e 2000, levando-se em conta a inflação, e agora está mais do que o dobro do preço de alguns anos atrás.
“Se a tendência continuar, o pão e manteiga da política mundial poderá virar pão e manteiga de verdade, mais uma vez. É nos países pobres, no entanto, que os efeitos são mais graves: o custo da comida, pode ser frequentemente contado em vidas humanas.”
O editorial também afirma que os subsídios aos biocombustíveis, “particularmente nos Estados Unidos”, estão causando distorções no mercado global de alimentos.
Fonte: Estadão Online

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou na quinta-feira (13) que o governo pretende divulgar uma lista contendo o ranking dos 150 maiores desmatadores do País. A ministra, que participa do Seminário de Avaliação e Planejamento das Ações de Monitoramento e Controle dos Desmatamentos na Amazônia, também lamentou que alguns parlamentares digam que não é preciso certificar a produção de madeira, grãos e carne que vêm da Amazônia.
Marina afirmou que sua pasta já está trabalhando pela implementação do decreto 6.321, de 21 de dezembro, que aperta o cerco à atividade de extração ilegal de madeira na Amazônia, e negou que exista uma possibilidade de perdoar quem já desmatou na região.
“Estamos trabalhando para cumprir e implementar o decreto e a portaria (do ministério). E teremos reuniões com os bancos públicos para que não se dê financiamento, nem apoio a atividades que sejam ilegais”, disse ela. Também acrescentou que “não existiu, nem existe proposta dentro do governo para anistia aos desmatadores. Existe no governo é a implementação do decreto que aumenta o rigor em relação à fiscalização, criminaliza aqueles que produzirem em área desmatada ilegalmente e criminaliza também aqueles que comprarem os produtos produzidos nessa área.”
Fonte: Estadão Online

Enquanto autoridades do setor agrícola responsabilizam a extração ilegal de madeira pela maior parte dos desmatamentos recentes na Amazônia, representantes de organizações não-governamentais (ONGs) que atuam na região repudiam a tese, apesar de admitirem os efeitos danosos da atividade madeireira.
“Não vamos ser inocentes em falar que o setor madeireiro não tem culpa, mas o desmatamento é fruto, sobretudo, do setor agrícola e pecuário. Não há dúvida nisso”, afirmou na terça-feira (12) o coordenador do programa de apoio ao desenvolvimento sustentável da WWF, Mauro Armelin.
Segundo ele, a extração ilegal de madeira é responsável pela degradação de algumas áreas, ao retirar da floresta toras de alto valor econômico, como o mogno, em um processo chamado de garimpagem florestal. “A floresta perde interesse para manejo e, em seguida, vêm a pecuária, a devastação total, a retirada da floresta e o corte raso”, explicou.
O diretor do programa Amazônia da ONG Conservação Internacional do Brasil, Adrian Garda, também descreve um ciclo de desmatamento no norte de Mato Grosso e no sul do Pará, que começaria pela exploração de madeira, ilegal ou não, e seguiria com a pecuária e o plantio de soja.
Garda ressaltou, entretanto, que nas regiões onde mais aumentou o desmatamento em 2007 já existem fronteiras consolidadas de exploração madeireira. E a pecuária, ao contrário, estaria em ritmo de expansão no Pará , assim como o cultivo de soja, em Mato Grosso, ambos impulsionados por preços internacionais favoráveis.
“Não houve mudança no mercado mundial de madeira, mas houve no mercado de commodities para soja e pecuária, o que leva a crer que a principal causa (do desmatamento recente) é essa”, argumentou.
Fonte: Agência Brasil

Estimativa baseada no Sistema DETER – Detecção do Desmatamento em Tempo Real, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), aponta que o desmatamento na Amazônia pode ter atingido 7.000 km2. A maior parte dos desmatamentos se concentra nos estados de Mato Grosso (53,7%), Pará (17,8%) e Rondônia (16%).
Fonte: INPE | Leia aqui a matéria completa.

Os biocombustíveis não são sempre melhores que os combustíveis fósseis em termos ambientais. A tese, defendida por uma dupla de pesquisadores do Instituto Smithsonian, na sua base no Panamá, inclui inclusive os produtos feitos no Brasil, seja a partir de cana-de-açúcar ou de soja.
Fonte: Folha de São Paulo | Clique aqui para ler a matéria.

A Petrobras inicia mais uma etapa no desenvolvimento tecnológico para produção de biocombustíveis. Com o projeto de pesquisa do bioetanol (etanol de lignocelulose) – biocombustível produzido a partir de resíduos agroindustriais – a Petrobras entra na segunda geração de biocombustíveis e contribui para o fortalecimento da vocação natural do Brasil para energias renováveis.O gerente executivo do Cenpes, Carlos Tadeu da Costa Fraga, e pesquisadores da Petrobras participaram da entrevista coletiva realizada na sede da empresa.
