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Fonte: Projeto Brasil Local
Está mais fácil encontrar notícias sobre economia solidária na internet. O coordenador do Brasil Local do Rio Grande do Sul Lucio Uberdan e o ativista dos movimentos software livre e ecosol, Peterson Danda, desenvolveram o Planeta Solidário - uma ferramenta que busca informações publicadas em blogues e sítios ligados ao segmento.
Estão na lista páginas como a do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, da Organização Granja Portugal e da Agência de Notícias Adital. Para sugerir a inclusão de outros links, é só enviar um e-mail para planetasolidario@comunatux.org.

A ativação da usina nuclear Angra III, com previsão de operação para maio de 2014, será um dos maiores investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento no Estado do Rio de Janeiro (PAC-Rio). O projeto tem causado diversas reações, entre elas protestos do movimento Greenpeace.
O grupo ambientalista divulgou, dia 17 de março, um relatório chamado “Elefante branco: os verdadeiros custos da energia nuclear”, no qual critica a retomada da usina alegando ser economicamente inviável. O documento revela que Angra III custará, além dos R$ 7,2 bilhões oficialmente divulgados pelo governo, pelo menos mais R$ 2,372 bilhões por conta dos juros sobre o capital imobilizado para a obra.
Já a Associação Brasileira para o Desenvolvimento das Atividades Nucleares (Abdan) afirma que o retorno do investimento será aceitável e reforça que o maior benefício é a garantia do fornecimento de energia e o fim do risco de um apagão de conseqüências muito maiores para toda a sociedade.
Fonte: Boletim Olhar Virtual - UFRJ | Leia aqui a matéria completa.

O Instituto Virtual de Mudanças Globais (IVIG) da COPPE promove, às 14h desta quarta-feira (9/4), a conferência Agroenergia e inclusão social. Participam do evento o engenheiro agrônomo Jean Medaets (representante do Ministério de Minas e Energia) e o economista René Louis de Carvalho, professor da UFRJ, que discutirão a relação entre produção de alimentos e energia, considerando a sustentabilidade como fator de inclusão social e desenvolvimento regional.
A conferência, que acontece no auditório do IVIG (prédio anexo ao Centro de Tecnologia, na Ilha do Fundão) será mediada pelo diretor da COPPE, Luiz Pinguelli Rosa, e terá transmissão ao vivo pelo site do IVIG, http://tv.ivig.coppe.ufrj.br.

A adoção de práticas consideradas social e ambientalmente responsáveis pelas empresas brasileiras está ocorrendo em um ritmo mais lento do que o esperado. Essa é a avaliação do presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young. Ele cita, por exemplo, a contratação de deficientes e jovens aprendizes, em que “as empresas estão aquém do mínimo legal”, apesar da legislação.
Uma pesquisa divulgada em fevereiro pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Idec) mostra como está a situação dos bancos brasileiros em relação à responsabilidade socioambiental.
Na pesquisa, a soma dos resultados dos principais bancos nas três áreas pesquisadas – a relação com os trabalhadores, com o meio ambiente e com os consumidores – ficou sempre abaixo da média. O ABN AMRO Real ficou em primeira colocação, com nota classificada como regular. Os piores colocados foram o Unibanco e o Santander, com desempenho pouco acima do péssimo.
Na questão do cumprimento da cota de deficientes físicos, de 5% do total de funcionários, enquanto o Banco Real cumpria 93% da meta, o Unibanco ficava em apenas 7%.
Apesar dos dados, Young acredita que não se trata de uma falta de comprometimento das instituições. “Não se trata de uma apropriação mercadológica do tema sem um comprometimento, há um comprometimento estratégico, mas com pouca expressão na gestão do cotidiano dos bancos”, afirma. Ele diz que se trata de mudar a cultura das instituições, o que não é algo que pode ser atingido em curto prazo.
Na opinião do assessor técnico do Idec, Marcos Pó, os bancos têm que aperfeiçoar o seu comportamento. “Parece que eles têm um discurso caminhando numa evolução, mas ainda estão longe de transformar esse discurso numa prática efetiva cotidiana”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil.
Apesar de reconhecer que o conceito de responsabilidade socioambiental ainda está em construção, Marcos Pó diz que em geral as empresas se prendem mais a projetos sociais que muitas vezes estão ligados a ações e marketing.
“Se eles tiverem (projetos sociais) serão bem vindos, mas a gente não pode chamar de responsável uma instituição que tenha excelentes projetos sociais mas que trate muito mal os trabalhadores, conceda empréstimos para empresas que gerem danos ao meio ambiente e que desrespeitem os direitos dos consumidores”, disse.
Algumas práticas incentivadas são a extensão dos benefícios trabalhistas aos funcionários terceirizados, ações que promovam a diversidade de raça e gênero e a inclusão, ter canais efetivos de comunicação com os consumidores, incluindo o atendimento nas agências, e a concessão de crédito somente a projetos que não prejudiquem o meio ambiente.
Fonte: Agência Brasil

Um relatório elaborado pelos dois líderes da diplomacia da União Européia afirma que a mudança climática poderá desencadear, na próxima década, uma série de conflitos globais e causar uma onda de migração.
Escrito pelo Alto Representante da União Européia, Javier Solana (foto acima), e pela comissária de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, o documento servirá de base para um debate sobre possíveis medidas para combater o aquecimento global, o principal assunto da cúpula de chefes de Estado europeus que será realizada nesta semana em Bruxelas.

O que era interesse de poucos virou preocupação de muitos e a área ambiental deixou de ser especialidade para se tornar curso de graduação. Desde o ano 2000, o crescimento no número de cursos com esse perfil no País foi de 822%. A quantidade de alunos pulou de cerca de mil para mais de 10 mil nesse período. E os formandos em busca de emprego em áreas como Gestão Ambiental, Controle Ambiental e Saneamento Ambiental, que sequer existiam há oito anos, já passam dos 2.200.
Segundo o levantamento do Ministério da Educação (MEC), feito a pedido da reportagem, as vagas em vestibulares em 11 cursos da área cresceram mais de 1.000% desde 2000. Os números mais recentes são de 2006 e mostram 8.377 vagas em universidades públicas e particulares no País. Em 2000, eram 732.
Muitos dos cursos ambientais surgiram dentro da nova modalidade de graduação, os cursos tecnológicos, com formação mais rápida (em menos de quatro anos), menos acadêmica e voltada para o mercado de trabalho. Além da criação de novos cursos, os que já existiam foram reestruturados e até mudaram de nome para atender as demandas ambientais recentes.
Fonte: Yahoo Brasil

Madeiras queimadas, troncos e galhos que são colhidos na mata ou descartados por madeireiros e agricultores estão sendo utilizados na fabricação de moveis rústicos no município de Sinop no Mato Grosso.
A idéia nasceu há oito anos, quando Israel Pereira, artesão de uma associação de Sinop, resolveu aproveitar a madeira que era jogada fora ou que iria ser queimada. Para fabricar seus móveis e comercializar suas peças, Pereira montou uma empresa, que emprega sua mulher, seu filho e mais dois funcionários.
Por semana, são produzidos em média seis móveis, que são vendidos em feiras ou por encomenda. A empresa de móveis ecológicos atende todo o Brasil e fatura cerca de R$ 3 mil por mês.
Segundo o artesão, todos os móveis têm certificado e nota fiscal emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos naturais Renováveis (Ibama). Ele afirma que o negócio poderia beneficiar mais pessoas que quisessem trabalhar com madeira descartada.
De acordo com Pereira, o problema é que falta incentivo do governo para os artesãos do estado. “É preciso um incentivo maior do governo, porque você vai ao Nordeste, você vai a Goiás, você vai a Minas Gerais e já tem reconhecimento, o artesão lá é já é respeitado. Aqui na nossa região nós não temos reconhecimento do governo. Não tem incentivo.”
Fonte: Paula Michnik / Rádio Nacional da Amazônia

Uma nova campanha do Ministério do Meio Ambiente vai incentivar os brasileiros a praticar o consumo sustentável e reduzir o uso de sacolinhas plásticas e outras embalagens. A campanha Consumo Consciente de Embalagens, divulgada durante a 1ª reunião do Comitê Gestor de Produção e Consumo Sustentável (CGPS), terá início dentro de um mês, com o slogan: “A escolha é sua, o planeta é nosso”.
“A campanha é uma tentativa de despertar o consumidor a prestar atenção no que está em volta do produto que ele compra. Quando ele pára para pensar no está comprando e leva em conta a variável ambiental, ele pratica o consumo consciente e sustentável”, afirma a técnica do Departamento de Economia e Meio Ambiente do ministério, Fernanda Altoé Daltro, durante o encontro.
Segundo ela, entre os principais pontos abordados pela campanha está a redução no uso de embalagens, que compõe um terço do lixo doméstico no país. Produtores, varejistas e consumidores serão alertados sobre os riscos ao meio ambiente e sobre as vantagens na utilização de meios alternativos. Como exemplo, Fernanda lembrou o uso de bandejas de isopor para embalar frios.
“Nós temos o costume de comprar queijos, presunto, entre outros, em embalagens de isopor envolvidas em plástico filme. Não há necessidade, se podemos comprar a granel [peso]. Através de pequenas atitudes, é possível diminuir a produção de resíduos.”
Outro foco da campanha será a substituição de sacolinhas plásticas, usadas principalmente nos supermercados, por sacolas retornáveis, ou seja, reutilizáveis (tecido, Nylon, etc). Fernanda conta que tudo depende de uma mudança de hábito. “Consumidores podem utilizar suas próprias sacolas e, até mesmo caixas, para levar suas compras para casa, o que provocaria mudanças no mercado.”
De acordo com a coordenadora, a iniciativa pode partir tanto de consumidores quanto de comerciários: “Em Joinville, uma padaria dava descontos no pão francês para as pessoas que levavam sua própria sacola. Em pouco tempo, outras duas padarias adotaram a idéia.”
O lançamento da campanha ocorrerá na Semana do Consumidor, entre os dias 10 e 15 de março, durante a “Exposição de Boas Práticas e Embalagens” no shopping Pátio Brasil, em Brasília. Segundo ela, empresários, associações e núcleos universitários já foram convidados para o evento.
“Haverão amostras de novas práticas e inovações. Vamos mostrar que o consumidor têm opções, e que o mercado já oferece alternativas. O consumidor tem que saber que ele pode exigir isso das indústrias.”
Fonte: Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou na quinta-feira (13) que o governo pretende divulgar uma lista contendo o ranking dos 150 maiores desmatadores do País. A ministra, que participa do Seminário de Avaliação e Planejamento das Ações de Monitoramento e Controle dos Desmatamentos na Amazônia, também lamentou que alguns parlamentares digam que não é preciso certificar a produção de madeira, grãos e carne que vêm da Amazônia.
Marina afirmou que sua pasta já está trabalhando pela implementação do decreto 6.321, de 21 de dezembro, que aperta o cerco à atividade de extração ilegal de madeira na Amazônia, e negou que exista uma possibilidade de perdoar quem já desmatou na região.
“Estamos trabalhando para cumprir e implementar o decreto e a portaria (do ministério). E teremos reuniões com os bancos públicos para que não se dê financiamento, nem apoio a atividades que sejam ilegais”, disse ela. Também acrescentou que “não existiu, nem existe proposta dentro do governo para anistia aos desmatadores. Existe no governo é a implementação do decreto que aumenta o rigor em relação à fiscalização, criminaliza aqueles que produzirem em área desmatada ilegalmente e criminaliza também aqueles que comprarem os produtos produzidos nessa área.”
Fonte: Estadão Online

“Não há biocombustível sustentável, a não ser óleo de cozinha usado”, afirma o colunista George Monbiot (foto) em artigo publicado no diário britânico The Guardian, nesta terça-feira (12/2/08).
Segundo o colunista, os governos, que “não dão ouvidos nem aos geólogos, nem aos ambientalistas”, dificilmente poderão “ignorar os capitalistas”, citando um relatório publicado pelo Citibank na semana passada, que afirma que será difícil aumentar a produção de petróleo, particularmente a partir de 2012.
O relatório, segundo Monbiot, diz que apesar das novas perfurações já planejadas para os próximos anos, “existe o medo de que a maior parte desta produção não será suficiente para contrabalançar os altos níveis de declínio da produção atual”.
Segundo Monbiot, o governo britânico não parece ter nenhum “plano B” para lidar com a falta de combustível, ao contrário da Comissão Européia, que teria um plano “desastroso”.
“A Comissão reconhece que ‘a dependência do petróleo do setor de transporte… é um dos problemas mais sérios de insegurança nos suprimentos de energia enfrentados pela União Européia’. Em parte para diversificar os suprimentos de combustível, em parte para cortar as emissões dos gases causadores de efeito estufa, ela ordenou os Estados membros a garantir que até 2020 10% do petróleo queimado por nossos carros terão que ser substituídos por biocombustíveis”, diz Monbiot.
Para o colunista, isso não vai resolver a falta de petróleo e poderá criar outros problemas ainda maiores na área ambiental.
Monbiot diz que a própria Comissão Européia já impôs regras afirmando que eles não deverão ser produzidos a partir da destruição de florestas ou outros habitats, já que isso poderia aumentar ainda mais a emissão de gás carbônico.
A Comissão também exige que as culturas de matérias-primas para os biocombustíveis não destruam a biodiversidade de ecossistemas.
“Parece bom, mas há três problemas. Se os biocombustíveis não puderem ser produzidos em habitats virgens, eles precisam ser confinados às terras cultivadas já existentes, o que significa que toda vez que enchermos o tanque do carro, estaremos tirando comida da boca de outras pessoas.
“Isso, por sua vez, aumenta o preço dos alimentos, o que encoraja os fazendeiros a destruir habitats virgens para plantar.”
Segundo o autor, o terceiro problema é o “custo de carbono” - extremamente alto - da produção de biocombustíveis, descrito recentemente em dois novos relatórios.
“Mesmo a fonte mais produtiva (de biocombustível), a cana-de-açúcar plantada nas savanas do centro do Brasil, cria um débito de carbono de 17 anos. Como os maiores cortes nas emissões de gás carbônico têm que ser feitos agora, o efeito líquido desta cultura é exacerbar as mudanças climáticas.”
Para Monbiot, a única maneira de evitar esses problemas é usando restos de cultivos como matéria-prima para os biocombustíveis, mas mesmo isso também não seria uma solução, já que esses restos são essenciais na manutenção da terra agrícola.
“Tirando a gordura usada para fritar batatas, não existe algo como um biocombustível sustentável”, afirma o colunista.
“Todas essas soluções apresentadas foram criadas para evitar uma mais simples: reduzir o consumo de combustível para transporte. Mas essa exige o uso de uma commodity diferente. Os suprimentos globais de coragem política parecem, infelizmente, ter alcançado seu ápice há algum tempo.”
Fonte: Estadão Online

O governo de Abu Dhabi, um dos emirados que integram os Emirados Árabes Unidos, anunciou ter começado a construir o que diz que será a primeira cidade verdadeiramente “verde” do mundo, com emissão zero de carbono, sem carros e sem produção de dejetos.
A Cidade de Masdar deverá custar US$ 22 bilhões e está sendo erguida na periferia da cidade de Abu Dhabi, que é a capital do país no Golfo Pérsico. A energia usada em Masdar vai ser produzida por painéis solares, e os residentes vão usar como meio de transporte vagões sem condutores que vão circular em trilhos magnéticos. A previsão é de que a nova cidade fique pronta em oito anos e seja o lar de cerca de 50 mil pessoas.
A arquitetura das construções vai ser inspirada na arquitetura tradicional dos países do Golfo a fim de minimizar o gasto de energia. Assim, em vez de ar condicionado, as construções vão ter torres para coleta e resfriamento do vento. A água será produzida em uma usina de dessanilização a energia solar. Como a água será inteiramente reaproveitada, os engenheiros acreditam que o consumo de água na cidade vai ser 50% menor do que a média nacional nos Emirados Árabes.
Apesar das vantagens ao Meio Ambiente, o projeto da Cidade de Masdar, que tem o apoio da ONG WWF, já está sendo alvo de críticas. Abu Dhabi é uma das cidades líderes do mundo em termos de emissões de carbono per capita, e os céticos dizem que o novo empreendimento não irá mudar essa realidade. Outros temem que Masdar se transforme em apenas mais um grande empreendimento de luxo para os milionários do Emirado.
Fonte: O Globo Online

Os biocombustíveis não são sempre melhores que os combustíveis fósseis em termos ambientais. A tese, defendida por uma dupla de pesquisadores do Instituto Smithsonian, na sua base no Panamá, inclui inclusive os produtos feitos no Brasil, seja a partir de cana-de-açúcar ou de soja.
Fonte: Folha de São Paulo | Clique aqui para ler a matéria.
O site Ambiente Brasil reuniu vários artigos publicados em torno da temática sobre a sustentabilidade. O debate foi marcado por muitas polêmicas, como não poderia deixar de ser, mas há o marco positivo nisso tudo, que é o de se aumentar as discussões em torno de um tema que deve ser a pauta política principal de todos os países.
Clique aqui e leia o que foi destaque em 2007 sobre o assunto.

Fonte: Estadão Online
Tomadores de decisão com influência sobre a questão das mudanças climáticas acreditam pouco nos biocombustíveis como uma tecnologia capaz de reduzir as emissões de gases que provocam o aquecimento global, segundo uma pesquisa feita pela organização internacional IUCN, ou União Mundial pela Conservação.
A pesquisa, divulgada nesta terça-feira (11) em Bali, na Indonésia, durante a reunião da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC), indica que esses tomadores de decisão confiam mais nas bicicletas do que nos biocombustíveis como forma de combater o aquecimento global.
A IUCN ouviu mil integrantes de governos, de organizações não governamentais e do setor industrial de 105 países.

Fonte: Yahoo!
A conferência das Nações Unidas sobre mudança climática fechou sua primeira semana com otimismo, mas sem decisões claras e com uma forte rejeição dos países em desenvolvimento a um compromisso para a redução de suas emissões, como reivindicam algumas nações desenvolvidas.
“Está muito claro que os países em desenvolvimento não estão dispostos a aceitar metas de redução de emissões de cumprimento obrigatório”, disse Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), em entrevista coletiva concedida em Bali.
Apesar disso, Boer avaliou positivamente o andamento da conferência.

Fonte: BBCBrasil.com
Um tratado que possa substituir o Protocolo de Kyoto deve estar, nos próximos anos, no centro do debate internacional sobre como enfrentar o aquecimento global.
O documento, criado em 1997 na cidade japonesa que deu nome ao acordo, estabelece metas para a redução de gases poluentes que, acredita-se, estejam ligados ao aquecimento global e tem data para expirar: 2012.
Segundo o tratado, apenas 30 países industrializados estão sujeitos a essas metas. O Brasil ratificou o acordo, mas não teve de se comprometer com metas específicas porque é considerado país em desenvolvimento.

Fonte: Estadão Online
O Brasil comemorou, com alguma cautela, a classificação como lanterninha do grupo dos países com alto índice de desenvolvimento humano, mas se entre os critérios para o IDH estivesse o de percentual de domicílios atendidos por rede de esgotos, o desempenho teria sido muito pior.
O saneamento básico é um dos indicadores em que o Brasil apresenta algumas das maiores disparidades regionais, de acordo com o Índice de Desenvolvimento Social (IDS), elaborado pela Secretaria de Assuntos Econômicos do BNDES. Pelo IDS, o Brasil estaria na ponta inferior da faixa de desenvolvimento médio (com 0,58 contra 0,80 obtido no IDH), considerando-se dados de 2005.

O plantio de vegetação nativa no Brasil deve saltar de 320 mil para 500 mil hectares por ano com as licitações para manejo sustentável permitidas pela Lei de Gestão de Florestas Públicas. A estimativa é do diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Tasso Azevedo, que participou do Seminário sobre Gestão de Florestas Públicas, realizado em Brasília.

O Brasil já plantou 16 milhões de árvores neste ano e garantiu uma vaga entre os maiores reflorestadores do mundo, de acordo com a Unep, a agência ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU).
As informações fazem parte da iniciativa da ONU de plantar 1 bilhão de árvores em 2007 - proposta pela ambientalista queniana Wangari Maathai, ganhadora do Nobel da Paz de 2004 - e já superada no ano.
A agência informou que mais de 1,5 bilhão de árvores foram plantadas.

Fonte: Agência Brasil
Os países ricos são responsáveis por 70% dos gases causadores do efeito estufa lançados na atmosfera, enquanto os países pobres respondem por 2% e as nações em desenvolvimento, por 28%.
As informações constam do Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), lançado dia 27/11 no Palácio do Planalto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na quarta-feira (21) o decreto que institui uma comissão de 16 ministérios para elaborar o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que deve ser concluído até 30 de abril do ano que vem, em versão preliminar. O plano foi prometido pelo presidente em setembro, nas Nações Unidas. A idéia inicial era ter algo consolidado até a conferência da ONU sobre o clima, em dezembro, em Bali.

Os países que defendem ações mais duras e urgentes contra as mudanças climáticas ganharam um forte aliado - e ele entra no jogo com pressa de apresentar resultados. Em sua primeira entrevista coletiva após a vitória histórica de seu partido, o Trabalhista, nas eleições parlamentares da Austrália no sábado , o novo primeiro-ministro, Kevin Rudd, deixou cristalino que seu os australianos mudaram de lado nessa discussão. Durante anos, o país foi aliado da política dos Estados Unidos para o tema, contestando e rejeitando o Protocolo de Kioto, pacto global de redução das emissões de gás carbônico que o primeiro-ministro derrotado, John Howard, e o presidente George W. Bush consideram nocivo à economia.
Fonte: Agência Brasil
O Ministério do Meio Ambiente pretende investir em ações de infra-estrutura para melhorar a região Amazônica. Os projetos estão propostos no PAS - Plano Amazônia Sustentável que, de acordo o secretário-executivo do Ministério do Meio ambiente, João Paulo Capobianco, é um “pacto” pela região.
“O PAS não é um plano federal. Ele é um plano para a Amazônia que envolve o governo federal, os governos estaduais e também outros entes da sociedade e o setor empresarial. Portanto, é um pacto pela Amazônia, que deve contar com investimentos, atividades, projetos e ações dos governos federal, estaduais, municipais e de toda a sociedade”, avaliou Capobianco que participou nesta quarta-feira (21) do Simpósio Amazônia e Desenvolvimento Nacional, promovido pela Câmara dos Deputados.
Entre as ações previstas para melhorar a infra-estrutura da região, está o investimento nas rodovias BR-163 e BR-230, a ampliação da ferrovia norte-sul e a implantação do gasoduto Urucu-Porto Velho. Em relação à regularização fundiária, o PAS irá legitimar as posses rurais em áreas de até 100 hectares. A coordenação do plano envolve a Casa Civil e os ministérios da Integração Nacional, do Meio Ambiente e do Planejamento.
Segundo dados do ministério, o desmatamento de área florestal na Amazônia em 2006 registrou o menor índice desde 1988, ano em que o controle foi implantado.
O intuito é fazer com que as taxas de desmatamento continuem caindo, graças ao aumento de áreas protegidas, como as zonas de preservação florestal, terras indígenas, quilombos e zonas de domínio militar. Essas áreas correspondem atualmente a 40% do território da Amazônia. O Simpósio Amazônia e Desenvolvimento Nacional será realizado até a próxima sexta-feira (23), em Brasília.
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As indústrias no mundo estão emitindo carbono na atmosfera em níveis nunca antes registrados, e os países têm poucos anos para reverter essa tendência e evitar mudanças climáticas calamitosas. Essa afirmação foi feita nesta terça-feira (20) pelo secretário-executivo da Convenção da ONU para a Mudança Climática, Yvo de Boer.
No total, os países industrializados conseguiram reduzir a emissão de gases do efeito estufa durante a década de 90, mas a tendência se reverteu em 2000. As emissões vem crescendo desde então, atingindo praticamente um recorde em 2005.
“As emissões estão crescendo de uma forma preocupante”, afirmou Boer.

Fonte: Murilo Alves Pereira / Agência FAPESP
Do tomate servido na salada no almoço ao tráfego intenso das grandes metrópoles, a questão da sustentabilidade está sempre presente. O tema foi debatido por especialistas na conferência “Cidades sustentáveis”, realizada em Porto Alegre.
O secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (Saic) do Ministério do Meio Ambiente, Hamilton Pereira, apresentou na segunda-feira (15), no Senado Federal, algumas das iniciativas de educação ambiental implementadas pelo governo brasileiro para enfrentar o problema das mudanças climáticas - entre elas a criação da Saic; a realização da 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, no ano que vem; a instituição, pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do órgão gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA); e a busca de capilarização em todas as regiões e setores do País, por meio dos coletivos educadores, potencializando as iniciativas já existentes. A apresentação ocorreu na Sala 3 da Ala Alexandre Costa, no Anexo II do Senado, em Audiência Pública de Educação Ambiental na Comissão Mista Especial destinada a acompanhar, monitorar e fiscalizar as ações referentes às mudanças climáticas no Brasil.”Para nós, do Ministério do Meio Ambiente, é de fundamental importância esse espaço de diálogo institucional”, disse o secretário - ao lembrar que, no passado, o Brasil “educou gerações e gerações a partir de uma percepção de que os recursos naturais eram infinitos”. E enfatizou: “Ao longo do século 20, glorificamos a megabiodiversidade brasileira, mas não cuidamos de preservá-la”. Hoje, porém, ao retomar um novo ciclo de desenvolvimento, o secretário expôs o que vê como o “triplo desafio” a ser enfrentado pelo País: “em primeiro lugar, retomar o crescimento inclusivo, distribuidor de renda; em segundo, preservar e aprofundar as conquistas democráticas dos últimos 30 anos; e, em terceiro, incluir a sensibilidade ambiental que faltou aos ciclos anteriores”. “É necessário que o Estado brasileiro reconstitua os seus instrumentos para que se possa fixar, de maneira estruturante, a questão da sensibilidade socioambiental no País”, concluiu.
Também participou da audiência o diretor de Educação Ambiental do MMA, Marcos Sorrentino. Em sua apresentação, citou a importância do órgão gestor da PNEA: “Ele se destaca como uma iniciativa transversal, que busca sinergizar os poucos recursos disponíveis para a educação ambiental”. Sorrentino lembrou que, nos últimos quatro anos, o governo desenhou o Sistema Nacional de Educação Ambiental (Sisnea), “hoje em debate junto à sociedade brasileira”.
Estavam presentes também a coordenadora-geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação, Rachel Trajber; a especialista em Educação Ambiental Eda Tassara; e a coordenadora-geral da organização não-governamental Instituto Ecoar para Cidadania, Miriam Duailibi - representantes, respectivamente, do governo, da academia e da sociedade civil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou autoridades e empresários da África a participarem do projeto de biocombustíveis. Em Burkina Faso, Lula disse que os biocombustíveis democratizam o “acesso à energia sustentável”.
“Ao mesmo tempo, estaremos combatendo o impacto do aquecimento global, que atinge desproporcionalmente os países mais pobres. E, isso, sem colocar em risco a segurança alimentar. É o que demonstra a experiência do Brasil”, disse Lula em um seminário em Burkina Faso.
O presidente Lula voltou a defender a expansão dos biocombustíveis na abertura de um encontro empresarial em Burkina Faso. “O álcool e o biodiesel são a alternativa energética para um planeta ameaçado pelos efeitos da mudança climática e pela alta no preço do petróleo. Para países pobres, essa aposta representa geração de empregos e renda, autonomia energética e aumento de exportações.”
Lula também negou que o cultivo de cana para a produção de álcool possa colocar em risco a segurança alimentar. “Jamais defenderia projetos que tirassem alimentos da mesa dos trabalhadores. O debate sobre a relação entre biocombustíveis e segurança alimentar é necessário, mas deve ser feito com critério. A experiência brasileira mostra que a produção de biocombustíveis não afeta a segurança alimentar.”
